Câmara aprova controle de natalidade de cães e gatos por esterilização.

Autor de projeto diz que objetivo é evitar sacrifício de animais saudáveis. Texto já havia sido aprovado pelo Senado e segue para sanção do presidente Michel Temer.

 A câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (7) projeto de lei que cria a política de controle de natalidade de cães e gatos por meio da esterilização, que pode ser cirúrgica ou seguir outro procedimento, desde que seja garantido o bem-estar do animal.

O projeto já havia sido aprovado pelo Senado e agora segue para sanção do presidente Michel Temer.

De autoria do ex-deputado Affonso Camargo (PSDB-PR), o projeto começou a tramitar em 2003. Na justificativa, Camargo disse que a medida tem como objetivo eliminar o extermínio de cães e gatos saudáveis sob a argumentação do controle de natalidade.

“Ao manter o extermínio de cães e gatos saudáveis, o poder público está praticando uma equivocada e ultrapassada política de saúde pública que ainda segue as recomendações do 6º Informe Técnico da Organização Mundial de Saúde, datado de 1973 e em desuso na maior parte do mundo, que consistem na captura e sacrifício de animais errantes como método de controle populacional”, escreveu o deputado.

O que diz o projeto

Pela proposta aprovada pela Câmara, o programa de esterilização de animais será permanente e deverá levar em conta a superpopulação de cães e gatos ou o quadro epidemiológico existente em cada localidade. O atendimento será prioritário para os animais localizados em comunidades de baixa renda.

As unidades de controle de zoonoses que não puderem executar o programa de esterilização poderão atuar em parceria com entidades de proteção aos animais e clínicas veterinárias legalmente estabelecidas.

Os recursos para implementar o programa de natalidade virão da Seguridade Social da União, com contrapartida dos municípios de pelo menos 10% dos custos.

Aquário do Rio de Janeiro capturou animais do habitat natural.

O novo Aquário Marinho do Rio de Janeiro – AquaRio – retirou animais do próprio habitat.

Em vias de ser definitivamente inaugurado, e considerado o maior aquário da América do Sul, o AquaRio tirou animais de seu habitat natural para prendê-los em tanques de vidro.

Uma reportagem veiculada em 03 de março deste ano no Bom Dia Rio, da Rede Globo, revelou o trabalho que os biólogos e os representantes do aquário fizeram com os animais.

Nuno Rodrigues, um dos biólogos responsáveis pelo aquário, orientou pescadores amadores à retirada dos animais no entorno das Ilhas Cagarras. Na reportagem, ele alegou adotar “todas as práticas possíveis […] para que o estresse nos animais seja mínimo e o bem estar seja o máximo possível”.

De acordo com o presidente do AquaRio, Marcelo Szpilman, a retirada dos animais de seu habitat é justificável pelo suposto aspecto “educacional” de um aquário, aumentando assim o “interesse” de crianças, jovens e adultos pela “ciência”.

No Brasil, a Lei N° 5.197, de 3 de janeiro de 1967 considera crime o ato de retirar animais de seu habitat, por colocar em risco o equilíbrio ecológico, mas a prática pode ser feita com autorização do Estado. Segundo Marcelo Szpilman, o aquário tinha “uma lista de espécies autorizadas para manejo”.

Porém, até onde se sabe, não há nenhum estudo do impacto ecológico que a captura destes animais provocou ou irá provocar nesse caso. Mas estudos já revelaram que peixes ficam estressados e perdem peso longe do cardume, além disso uma série de pesquisas comprovam que peixes são criaturas sencientes, inteligentes e sensíveis, assim, eles têm o interesse e o direito de viver com suas famílias em seu habitat natural.

Não visite o AquaRio. Não financie a prisão de seres inocentes.

 

Peixes das Ilhas Cagarras foram capturados para serem presos em tanques de vidro no AquaRio. (Imagem: Reprodução)

Peixes das Ilhas Cagarras foram capturados para serem presos em tanques de vidro no AquaRio. (Imagem: Reprodução)

 

 

 

 

Prática coloca em risco equilíbrio ecológico e estressa animais. (Imagem: Reprodução)

Prática coloca em risco equilíbrio ecológico e estressa animais. (Imagem: Reprodução)

 

Fonte: https://oholocaustoanimal.wordpress.com/2016/10/01/aquario-do-rio-de-janeiro-capturou-animais-do-habitat-natural/

ANIMAIS COM SÍNDROME DE DOWN E OUTRAS TRISSOMIAS

A maioria das trissomias resultam num número variável de deficiências à nascença (geralmente presentes na maioria dos animais humanos e não-humanos com cromossomas extras). Muitas trissomias resultam em mortes precoces. Uma trissomia diz-se parcial quando parte de um cromossoma extra (e não todo) e é acoplado a um dos outros cromossomas. Uma trissomia em mosaico é uma condição em que nem todas as células contêm a informação genética do cromossoma extra.

Embora a trissomia possa ocorrer com qualquer cromossoma, os tipos mais comuns são:

Trissomia 21 (Síndrome de Down)

Trissomia 18 (Síndrome de Edward)

Trissomia 13 (Síndrome de Patau)

Trissomia 8 (Síndrome de Warkany)

Nos animais não humanos, a incidência dessa rara alteração genética, é também chamada de trissomia.

síndrome de Down, tanto em animais humanos quanto não humanos, não tem cura. Os tratamentos médicos servem para prevenir e amenizar os sintomas causados por ela e possibilitar que os pacientes possam levar uma vida normal.

A Síndrome de Down está associada a algumas dificuldades de habilidade cognitiva e desenvolvimento físico, e um determinado conjunto de características físicas causadas por uma anormalidade da condição genética. A síndrome de Down não ocorre somente nos seres humanos, ela pode e já ocorreu em outros mamíferos.

Embora todos os animais possam ter anormalidades genéticas que afetem a sua aparência e seu comportamento, a síndrome de Down era amplamente considerada como uma específica condição humana, uma vez que é causada pela trissomia do cromossoma 21, que só se encontra nos seres humanos.

“Primatas com um cromossomo extra equivalente ao cromossomo 21, que causa a síndrome de Down nos humanos, já foram identificados”, afirma o pesquisador Charles J. Epstein, da Universidade da Califórnia, em São Francisco.

O primeiro caso documentado em um Orangotango é o de Jimmy. Resgatado aos 3 anos de idade pela equipe do Centro de Conservação de Recursos Naturais (BKSDA) e a equipe do Centro de Proteção de orangotango (COP) em Jacarta.
Sua cabeça é menor do que a média com um rosto achatado e largo, e com uma ponte nasal plana, uma única prega palmar, e a língua para fora (macroglossia ). Ele também tem os olhos em forma amendoada causada por uma dobra epicântica da pálpebra, afirmam os especialistas.

O orangotango atualmente recebe cuidados intensivos no Ape Crusader do COP.

Otto foi provavelmente o primeiro gato diagnosticado com síndrome de Down na Turquia”; disseram os veterinários que cuidaram dele.

O gatinho de poucos meses de idade, e que atraiu o interesse público na Turquia, após o veterinário ter diagnosticado que ele tinha síndrome de Down. “Uma condição muito rara para gatos, disse o veterinário Özçetin.

O gatinho que vivia nas ruas, foi chamado de Otto, e levado ao hospital veterinário Hürriyet.

A inesperada morte foi causada por uma insuficiência cardíaca, descrita como “um dos efeitos da síndrome de Down.” “Sua condição era boa na parte da manhã. Ele estava comendo regularmente, urinando e defecando, como de costume.Não havia nenhum sinal de doença ou qualquer coisa que nos fez suspeitar. Mas sua condição de repente piorou e ele teve espasmos na parte da tarde. Precisamos urgentemente transferi-lo para a UTI, mas não conseguimos salvá-lo. Lamentamos muito “, disse Özçetin.

Kenny o tigre-de-bengala branco, se tornou mais conhecido por ter Síndrome de Down .

O cruzamento consanguíneo de seus pais presos em cativeiro, e que eram irmãos ocasionou o problema genético.

A endogamia (cruzamento de animais da mesma família) é uma prática comum, em criadores e zoológicos pelo mundo. Tigres brancos são raros e valem muitos milhões na exploração de animais.

Mas apesar de sua fama, suas deformidades o impediam de dar lucratividade. Com retardo mental e limitação de movimentos, o tigre precisava de supervisão e cuidados extras. Aos dois anos de idade seu ‘criador’ se livrou dele, enviando-o a um Santuário de animais. Kenny era um doce, super amigável com os visitantes do lugar.,

Pouco tempo depois Willie seu irmão, que sofria com um forte estrabismo, também devido a endogamia, foi enviado para morar com Kenny no santuário. Alguns anos, quando não podiam mais gerar filhotes, e deixaram de ser lucrativos para o criador, os pais de Kenny e Willie, também foram enviados para o santuário.

Kenny Faleceu em 2008 aos 10 anos de idade, por conta de um câncer.

O primeiro caso documentado de Síndrome de Down em animais não humanos, foi o da chimpanzé Jama, nascida em 1968, em um laboratório de pesquisa nos Estados Unidos.

O cromossomo extra de Jama provocou baixo tônus muscular, desenvolvimento neurológico atrasado e doenças do coração congênitas – manifestações comuns em humanos com Down. Os chimpanzés têm 24 pares de cromossomos, contra 23 dos humanos.

Wenka, a mãe de Jama deu à luz seis vezes entre 1966 e 1977. Em 6 de julho de 1968, quando Wenka tinha 15 anos, ela deu à luz a Jama, que foi o primeiro chimpanzé conhecido por ter nascido com síndrome de Down.

O boletim de notícias do Yerkes em 1969, relatou; Wenka e Franz serão incentivados a acasalar novamente na tentativa de produzir outra descendência mongoloide. Uma tentativa será a de forçar a procriação de Jama entre seus familiares, para à criação de uma dinastia de chimpanzés mongoloides para a investigação científica.

Mas a chimpanzé Jama nunca procriou. Ela morreu aos 17 meses de idade durante uma operação para tentar corrigir um problema cardíaco.

Wenka e Franz tiveram ainda mais filhotes juntos; Ford um chimpanzé macho, nascido em 10 de agosto de 1974, e Pamela, nascida em 19 de fevereiro de 1977. Nenhum deles tinha Síndrome de Down.

Um Ex-trabalhador de Yerkes ( Centro de Pesquisa de Primatas Yerkes National) escreveu:

Wenka nasceu em um laboratório em 1954. Uma década muito longe, onde todos vivemos em um mundo muito diferente agora. Mas não Wenka. Há mais de cinco décadas, ela ainda está aprisionada no laboratório de Yerkes, e ainda é usada e abusada para a pesquisa que inclui álcool, contraceptivo oral, envelhecimento, e estudos cognitivos.

A Árvore genealógica de Wenka

Os pais de Wenka eram Web e Banka. Web nasceu no laboratório de Orange Park em 16 de janeiro de 1943, a Wendy e Bokar (avós paternos de Wenka). Wendy, sua avó, foi um dos primeiros de quatro chimpanzés comprados por Robert Yerkes de um comerciante de animais na África. Ela morreu de um derrame em 1971. Bokar veio da África em 1930, pai de 40 filhos, que morreu durante um experimento em 1960.

Banka nasceu no laboratório de Orange Park em 28 de Janeiro de 1941, e morreu quando ela foi erroneamente envenenada em 25 de setembro de 1956. Os pais de Banka (avós maternos de Wenka) foram Bimba e Frank. Bimba veio da África, em 1930, e morreu de disenteria, em 13 de dezembro de 1944. Frank foi comprado de um laboratório na Universidade Johns Hopkins, em 1933. Ele foi usado em um experimento de vício da morfina e faleceu no dia 22 de novembro de 1946.

– Wenka foi a razão pela qual eu fiquei no Yerkes por mais anos do que eu deveria ter. Eu a amo como ninguém…

No entanto, em raras ocasiões, Wenka se conecta e demostra alguma centelha de vida em seus olhos, bem como em seu espírito, um espírito que tem o direito de se expressar e se aposentar em um santuário.

Depois de mais de cinco décadas e com poucos anos restantes de vida, Wenka merece passar o resto de seus dias no relativo conforto relativo de santuário. O Projeto R & R está trabalhando para garantir a libertação de Wenka, juntamente com a libertação dos outros chimpanzés mais velhos, e que ainda são mantidos em laboratórios de todo os EUA. Fizemos uma promessa a Wenka e todos os outros, uma promessa que pretendemos manter.

 

Kenny  tigre branco portador de Síndrome de Down

Kenny tigre branco portador de Síndrome de Down

Monty gatinho com Down

Monty gatinho com Down

 

Otto mais um  gatinho com Down

Otto mais um gatinho com Down

 

Fonte: http://www.diagno.vet.br/    /     Mural Animal

Ibama suspende visitação ao Zoológico do Rio de Janeiro, Brasil.

Segundo Instituto, local “não tem condições de receber o público”.
Em outubro, vistoria encontrou animais machucados e instalações precárias.

O Ibama embargou na manhã desta quinta-feira (14) o acesso de visitantes ao Zoológico do Rio de Janeiro, informou o instituto. O órgão ainda aplicou multa diária de R$ 1 mil contra a secretaria Municipal de Meio Ambiente do Rio de Janeiro (SMAC), a qual a Fundação RioZoo está subordinada, até que o órgão efetive a adequação ambiental do parque.

Segundo comunciado do Ibama, de acordo com a norma que regulamenta o setor, os zoológicos têm que cumprir funções socias que justifiquem sua existência, entre elas, educacionais, científicas e de conservação das espécies animais. Para o instituto, o Zoológico do Rio,apesar de no passado ter sido pioneiro na reprodução de espécies ameaçadas de extinção como ararajubas, hoje não tem mais condições de receber o público.

Em outubro, a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente e vereadores fizeram uma visita ao Zoológico do Rio na semana passada e encontraram diversas irregularidades, como animais machucados, instalações precárias, larvas de inseto nas águas e falta de manutenção.

“Na situação em que se encontra, o Zoológico do Rio não cumpre nem mais seu papel de educação ambiental. Não promove o ensinamento de respeito aos animais, importante valor social a ser repassado às futuras gerações. A visitação ao parque não é mais uma experiência positiva para as crianças ou a população em geral”, disse o chefe do Núcleo de Fiscalização do Ibama no Rio de Janeiro, Vinícius Modesto de Oliveira.

O embargo do Ibama não significa o fechamento definitivo do Zoológico do Rio. A Fundação RioZo deverá continuar realizando a gestão adequada do plantel até as irregularidades no zoo serem sanadas. O que inclui manter os animais com alimentação adequada, em recintos limpos e enriquecidos que favoreçam a manifestação do comportamento característico de cada espécie.

A multa diária é a segunda sanção aplicada pelo Ibama à SMAC. Em outubro de 2015, a secretaria de meio ambiente  foi autuada em R$ 1 milhão por não cumprir uma notificação para iniciar as obras de reforma no Zoológico do Rio até agosto do mesmo ano. Uma outra notificação foi emitida, em novembro de 2015, com novo prazo para a realização das obras de adequação ambiental, expirado no final do ano passado.

O Ibama encontra irregularidades no Zoológico do Rio desde 2012. Desde então, a Fundação RioZoo tem sido notificada a se adequar, principalmente em relação a densidade populacional nas instalações, e a realizar obras estruturais urgentes, além de corrigir a ambientação deficitária. As principais obras estão nos recintos denominados “Viveirão”, “Corredor de Fauna”, “Extra” e “Núcleos de Reprodução”.

Em nota, a prefeitura do Rio informou que suspendeu a licitação das obras de readequação do Jardim Zoológico (Rio Zoo) tendo em vista que será publicado na próxima semana o edital para licitação da concessão ao setor privado para gestão e operação do Rio Zoo. A prefeitura também informou que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente já entrou com recurso a fim de suspender o embargo de visitação pública estabelecido pelo Ibama.

Jacaré toma sol no zoológico do Rio (Foto: Reprodução/ TV Globo)

Jacaré toma sol no zoológico do Rio (Foto: Reprodução/ TV Globo)

 

Fonte:  G1  Globo.com  http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/01/ibama-suspende-visitacao-ao-zoologico-do-rio.html

Conheça o Santuário para onde os porquinhos resgatados ,em acidente no Rodoanel SP, foram levados.

Os porcos que sobreviveram ao tombamento da carreta em que estavam durante a madrugada de terça-feira (25) no Rodoanel, na altura de Barueri (SP), foram levados para um santuário de animais em São Roque. O G1 teve acesso ao local com exclusividade, na manhã desta quarta-feira (26), onde os bichos, todas fêmeas que pesam entre 200 kg e 300 kg, estão sendo mantidos. Até então, a entrada da imprensa não era permitida pelos ativistas.

Porcos foram levados por ativistas para santuário em São Roque (Foto: Jomar Bellini / G1)
Porcos foram levados por ativistas para santuário
em São Roque (Foto: Jomar Bellini / G1)

Segundo um balanço divulgado pelo grupo de ativistas que estão cuidando das porcas, dos 110 animais que eram transportados pela carreta, 19 morreram no local, 22 não resistiram aos diversos ferimentos depois do resgate e 47 estão no santuário. Os outros 22 porcos foram levados pela empresa dona da carga antes da chegada dos ativistas, ainda segundo os protetores de animais e foram levados para um matatadouro. O endereço não foi divulgado.

Os animais que já passaram por atendimento ficam em uma área de manejo, em um dos campos do santuário. Cerca de 30 porcos já tinham sido transportados de um galpão durante a noite, onde passam por tratamento médico para a área de abrigo. O terreno onde os animais estão é um pasto, onde recebem comida e água.

“Alguns chegaram mortos e grande parte deles chegou com a pata fraturada. Temos animais com tumores de mama e supomos que pelo menos duas estão prenhas. Alguns animais não estão nem levantando“, conta a proprietária do santuário, Cintia Frattini em entrevista ao G1. Vegetariana – e posteriormente vegana – há mais de 40 anos, há 30 ela se dedica ao cuidado e ativismo animal sendo oito somente no santuário. “Os porcos ainda apresentam agitação e um pouco de agressividade por conta de todo o ocorrido”, comenta.

Cintia ressalta ainda que o local, que é aberto, ainda precisa de adaptações, como a construção de uma cobertura para que as porcas não fiquem expostas ao sol, além de uma área com lama. Com a pele sensível, isto pode prejudicar os animais. “Precisamos disso pelo menos provisóriamente até que eles sejam doados”.

Acompanhamento
Segundo ela, os animais ainda estão passando por acompanhamento veterinário para ver o estado de saúde de cada um. “Infelizmente, pelo estado em que chegaram, alguns animais terão que ser sacrificados. Eles já sofreram demais com tudo isto. Sofrem desde que nasceram, tratados de forma extremamente desumana lá no abatedouro, então não tem porque adiarmos isto. O ideal neste caso é abreviar o sofrimento”, explica.

Como foram criados para frigorífico, ela explica que os animais estão com marcas de cortes nas orelhas e nos rabos e sem as presas.

Pelo menos 85 pessoas passaram a noite no santuário em São Roque para ajudar no cuidado com os animais. Segundo conta Cintia, o grupo é formado por veterinários, estudantes de medicina veterinária, protetores de animais e outros ativistas.

Um grupo de plantonistas se revezam no local para cuidar dos bichos. “A pessoa que come carne é responsável por isso também. A comoção nacional foi linda, mas acaba sendo uma hiprocisia. Esse acidente foi só a ponta do iceberg, o final da história. Espero que isto sirva como um ícone de uma luta”, critica.

Doação de alimentos
A ativista dona do santuário conta que vem contando com a ajuda de voluntários também para manter os animais no local. Além de água, segundo ela podem ser doados alimentos como bolacha velha, pão vencido, fubá, farinha, arroz, verduras, rações de animais. “Porco come de tudo. Estamos aceitando qualquer coisa”, diz.

Como o endereço do local é mantido em sigilo, por conta da segurança das porcas, a recomendação de Cintia é que sejam criados pontos de coleta para organizar a entrega dos alimentos. “O santuário não é um zoóligico, por isso não está aberto para visitação. Então pedimos que as pessoas organizem pontos de coleta e venham em dois ou três voluntários ou liguem pedindo para ir buscar”, explica.

‘Vaquinha’ para os porcos
Os ativistas criaram um projeto de crowdfunding para ajudar a financiar alimento, medicamentos e o abrigo para os animais resgatados.

O objetivo era reunir R$ 50 mil, mas quando o valor estava próximo de ser alcançado, aumentou para R$ 200 mil, e agora está em R$ 300 mil. Até a publicação desta reportagem o valor arrecadado já passava de R$ 155 mil. Segundo os organizadores, como não há uma previsão de quanto será necessário, estão tentando angariar o máximo possível de fundos.

Entenda o caso
O acidente ocorreu por volta das 3h40 e a pista chegou a ficar totalmente interditada na saída para a Castello no sentido interior. Às 11h, duas faixas foram liberadas para o tráfego de veículos. No horário, havia 3 km de filas no local, do km 11 ao km 14. Em uma das tentativas de desvirar a carreta os animais ficaram ainda mais machucados quando o resgate não conseguiu erguer a carga e a carroceria despencou com os animais dentro.

O drama dos animais chegou ao fim quando a concessionária conseguiu um caminhão com a ideia de tirar eles de dentro do tombado para colocar em outro, após conseguir erguer a carroceria do veículo. Na operação de resgate, os bombeiros foram acionados para cortarem as grades da carroceria. Tudo foi acompanhado por um grupo de ativistas.

Voluntários passaram a madrugada cuidando dos animais em São Roque (Foto: Divulgação/Vista-se.com.br)
Voluntários passaram a madrugada cuidando dos
animais (Foto: Divulgação/Vista-se.com.br)

Vários grupos se mobilizaram para resgatar os animais, que ficaram mais de sete horas presos na carreta. Depois de serem retirados da carreta, os porcos foram levados até São Roque em veículos improvisados. “Forramos tudo com feno para eles não se machucarem ainda mais, porque são animais pesados, difíceis de transportar. Estamos fazendo o possível”, diz.

Com relação ao destino dos suínos, Cíntia acrescenta que eles deverão ficar lá até serem doados para pessoas que não comam carne. “São pessoas que vão passar por uma boa triagem e só poderão adotar com essas condições”, salienta.

Cintia cuida dos animais resgatados com apoio de voluntários (Foto: Jomar Bellini / G1)

Cintia cuida dos animais resgatados com apoio de voluntários (Foto: Jomar Bellini / G1)

 

Assista vídeo do Santúario no G1 e veja como ajudar os porquinhos resgatados : http://glo.bo/1K3xVl7

 

Animais ainda possuem marcas de machucados devido ao acidente (Foto: Jomar Bellini / G1)

Animais ainda possuem marcas de machucados devido ao acidente (Foto: Jomar Bellini / G1)

 

Fonte: Jomar Bellini Do G1 Sorocaba e Jundiaí

http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/index.html

 

Drones usados em missões militares protegem animais na Costa Rica.

Drones utilizados em missões militares no Iraque e no Afeganistão hoje fazem parte do projeto de uma organização ambiental da Costa Rica, que busca proteger tartarugas e tubarões em risco de extinção no Pacífico.

Em uma experiência piloto recente, o Programa de Restauração da Tartaruga Marinha (Pretoma) uniu um drone, um submergível de profundidade, sonares e outros recursos de alta tecnologia para estudar os padrões migratórios dos tubarões-martelo e das tartarugas marinhas que transitam pela Ilha do Coco, na Costa Rica, disse em entrevista à AFP o diretor da organização, Randall Arauz.

A esse esforço se uniram organizações não-governamentais e empresas privadas, que forneceram os recursos na esperança de proteger essas espécies, cujas populações diminuíram drasticamente.

A empresa americana Precision, que presta serviços especiais para o exército dos Estados Unidos em zonas de guerra, forneceu um drone para detectar a presença de barcos pesqueiros que operam de forma ilegal nessa área.

“O trabalho que a Pretoma faz é de grande importância. A Precision tem muita experiência em encontrar os ‘bandidos’ e queremos ajudar com nossas habilidades e recursos a melhorar o mundo de uma maneira diferente”, disse à AFP a gerente do Projecto UAV (Unmanned Aerial Vehicle) da Precision, Charissa Moen.

A executiva disse que os drones podem voar sem serem vistos, detectar os pescadores ilegais e recolher as provas necessárias para que sejam condenados por tribunais.

A aeronave também está equipada de câmeras infravermelhas que seguem os movimentos de baleias e tubarões em águas superficiais, informação útil para os objetivos da investigação.

A organização Dalio Ocean Initiative forneceu um submarino e barcos infláveis para uma parte essencial do projeto: a localização das rotas seguidas pelas tartarugas e tubarões-martelo, dise Arauz.

“Observamos que os tubarões se movem entre a Ilha do Coco (a cerca de 500 km a sudoeste da Costa Rica) e as Ilhas Galápagos (no Equador), ao longo de uma cordilheira vulcânica submarina chamada Las Gemelas, com cerca de 600 km de comprimento”, explicou o ambientalista.

Caso essa observação seja confirmada, ficaria demonstrado que entre a Ilha do Coco e Galápagos existe um corredor biológico utilizado por essas espécies, descoberta que segundo Arauz “teria grande importância para sua conservação”.

O corredor da vida

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), entre 73 e 100 milhões de tubarões morrem anualmente pela sobrepesca, destinada a satisfazer a demanda de barbatanas do mercado asiático.

Essa exploração intensiva coloca em perigo de extinção várias espécies desse peixe, forma de vida com 400 anos de existência graças à sua grande capacidade de adaptação, mas que não está conseguindo acompanhar a voracidade humana.

Diversas pesquisas científicas revelam também uma diminuição da chegada de tartarugas-de-couro e outras espécies às praias de nidificação em todo o continente americano, em alguns casos de até 90%.

“Agora são feitos muitos esforços para proteger as tartarugas e o tubarão-martelo, mas é difícil protegê-los na imensidade do mar. Mas se confirmarmos que há corredores biológicos, podemos concentrar os esforços e conseguir resultados mais eficazes”, explicou o ambientalista.

Recentemente, utilizando os submarinos da Dalio Ocean Initiative, a organização Pretoma instalou um receptor de ondas sonoras a 180 metros de profundidade acima da cordilheira submarina Las Gemelas, com o qual poderá seguir o rastro de uma centena e meia de tubarões e tartarugas que receberam implantes com dispositivos emissores dessas ondas.

O plano é completo com os sistemas de acompanhamento desenvolvidos por outras ONGs internacionais, como a Missão Tubarão, nas Ilhas Galápagos.

“Acreditamos que esta pesquisa nos dará argumentos para pressionar os governos da Costa Rica, Colômbia ou Equador pela proteção das espécies ameaçadas nesse corredor”, disse Arauz.

Recursos: problema central

Os drones e submarinos não ficarão na Ilha do Coco de maneira permanente e também não é necessário que seja assim, disse Arauz, que considera que duas ou três visitas ao ano será suficiente.

As equipes e suas operadoras são assunto resolvido, pois tanto a Precision como a Dalio se comprometeram a trabalhar de forma gratuita, mas os custos de transportar as máquinas e o pessoal da Costa Rica até a ilha são muito elevados.

O governo “nos dá todo o apoio na gestão dos recursos necessários para a continuidade do projeto e estamos concentrados nisso”, disse.

Com os recursos disponíveis poderia se transformar em um santuário natural uma das regiões mais ricas em biodiversidade marinha no mundo, onde existem não só muitas tartarugas e tubarões, mas centenas de espécies de peixes e outras formas de vida.

 

© Fornecido por AFP (Arquivo) Drones utilizados em missões militares no Iraque e no Afeganistão hoje fazem parte do projeto de uma organização ambiental da Costa Rica, que busca proteger tartarugas e tubarões em risco de extinção no…

© Fornecido por AFP (Arquivo) Drones utilizados em missões militares no Iraque e no Afeganistão hoje fazem parte do projeto de uma organização ambiental da Costa Rica, que busca proteger tartarugas e tubarões em risco de extinção no…

Centro espírita para animais faz psicografia e cirurgias espirituais.

Local recebe mais de 400 animais de estimação todos os domingos.
Donos também buscam receber notícias dos bichinhos que já morreram.

Quem tem um animal de estimação em casa, sabe: quando eles ficam doentes dá um aperto no coração! E se o bichinho morre as pessoas sofrem, bate uma tristeza, saudade. Em São Paulo, quem está passando por situações como essas encontrou um novo conforto.

“Noventa e nove por cento das vezes ele bate a cabeça. Você toca a campainha e ele vai fazer festa ele sai batendo em tudo que estiver no caminho”, conta a administradora Carla Souza Pereira.

O Tim Maia, um labrador de sete anos e meio, perdeu parte da visão depois de uma forte anemia e de problemas no fígado.

O Tim Maia é bonzinho, quietinho. Mas, quando ele ouve o barulho da comida ele fica desesperado. Só que como ele não está enxergando, ele tem dificuldade de chegar lá e vai se batendo até chegar ao lugar onde tem a comida.

Já o problema da Frida, uma fêmea da raça buldogue francês de dois anos, é enxergar coisas demais.

“Ela ficava tão transtornada com a sombra que ela acabou emagrecendo. Ela não comia direito. Está incomodada com o reflexo no chão da água”, diz o contador Rodrigo Bellan.

A Frida e o Tim Maia estão em tratamento veterinário. A buldogue toma remédios para problemas neurológicos e o labrador tem até uma caixa de medicamentos.

“Eu faço tudo o que for necessário para ele ter o melhor que a gente puder dar para ele”, afirma Carla Souza Pereira.

Os donos buscaram novos tratamentos para os bichinhos e chegaram até uma pequena casa, na Zona Norte de São Paulo.

O Tim Maia e a Frida se juntaram aos mais de 400 animais de estimação que lotam o lugar todos os domingos.

“A gente trouxe ela aqui porque ela estava com algumas dores cervicais, acordava de noite. A gente nem dormia de tanto que ela gritava”, lembra a estudante Thainá Colucci Alves.

“É como se fosse um filho pra mim. Tudo o que a gente não quer é ver ele continue a sofrer”, diz a advogada Miriam Oliveira, emocionada.

O lugar é um centro espírita que atende animais, todos eles.

“Nós já recebemos primatas, nós já recebemos cobras, nós já recebemos tartarugas e ratos”, afirma Sandra Denise Calado, presidente do centro espírita.

Primeiro, donos e bichinhos precisam assistir a uma palestra.

“Eu peço a todos que mantenham os animaizinhos próximos de vocês para que não ocorra nenhum desentendimento entre um focinho e outro”, explica uma médium.

Depois do pedido, acabam os latidos e miados. Quando o caso é mais simples, o bichinho toma um passe. “Que envolva nossos queridos irmãozinhos em muita luz. E vamos ao passe”, diz a médium.

As voluntárias, pessoas aptas a darem o passe, posicionam as mãos sobre os bichinhos.

“Como se fossem energias boas, trabalhando os locais doentes. Eles têm sentimentos, eles têm emoções. Não são coisas, são seres”, explica Sandra Denise Calado.

Os mais doentes passam por outro tipo de tratamento. “São casos mais graves ou casos que seriam cirúrgicos no corpo físico. E a cirurgia é feita no corpo espiritual do animalzinho”, diz Sandra Denise Calado.

No centro, todos os atendimentos são de graça. O local funciona com doações e com a renda de uma lanchonete.

Chegou a vez do Tim Maia. O Fantástico foi autorizado a acompanhar a sessão, que é fechada. “Junto ao nosso mestre Jesus, médico de todas as almas, e Francisco de Assis, médico das almas animais, solicitamos ao Senhor a oportunidade de servir ao nosso irmão”, reza Sandra Denise Calado.

Enquanto os donos oram, a Sandra, presidente do centro, começa a cirurgia. Segundo a Sandra, um espírito vai operar através dela.

Não há cortes nem instrumentos cirúrgicos. As mãos simulam os movimentos de uma operação. Era a cirurgia da Frida. O procedimento dura um minuto e meio.

Sandra Denise Calado: Que assim seja, meu filho.
Rodrigo Bellan: Que assim seja.

Aos domingos, o centro abre as portas às 7h da manhã. Às 13h ainda tem gente por lá, mas por um outro motivo. “Eu vim receber notícia dele”, diz a escrevente Aracélis Espigado.

O Cacau, o cachorro da Aracélis, morreu há dois meses de um câncer no fígado.

O Fantástico acompanhou a psicografia, o momento em que os donos dos animais ficam aguardando notícias dos bichinhos que morreram.

A Sandra e outras duas médiuns dizem receber mensagens dos animais que já se foram. As notícias seriam ditadas pelos espíritos que cuidam desses bichinhos no plano espiritual. Depois são passadas aos donos.

“Acalma seu coração que ele está bem. Ele foi tão bem amparado, ele foi tão bem assistido. Ele está bem e vocês estão se encontrando”, diz uma médium à Aracélis.

Fantástico: Essa mensagem te deu algum conforto?
Aracélis Espigado: Eu fiquei muito feliz de saber que ele está amparado, porque essa é a maior preocupação que a gente tem.

“Desde que ele virou estrelinha eu não paro de chorar. 45 dias. Fiquei muito feliz de ele estar amparado porque essa é a maior preocupação que a gente tem”, conta Aracélis.

Esse tipo de psicografia não é consenso dentro da própria doutrina espírita. “Eu acho um pouco de exagero isso. Não acredito que haja esse tipo de comunicação”, diz Julia Nezu Oliveira, presidente da União das Sociedades Espíritas de São Paulo.

Os outros tratamentos, como o passe e a cirurgia espiritual, também são questionados.

“Eu acredito que o animal possa receber alguma vibração, algum efeito, que é resultado do nosso carinho, do nosso amor. Mas eu não acredito que o passe possa fazer o efeito que faria em um ser humano”, afirma Julia Nezu Oliveira.

“No Brasil, a única profissão, o único profissional que tem essa responsabilidade e a capacidade, habilidade e competência para poder tratar dos animais é o médico-veterinário”, explica Benedito Fortes de Arruda, presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária.

A Sandra também é veterinária. Por isso, orienta os donos dos bichos. “O tratamento espiritual não dispensa o tratamento médico-veterinário”, diz ela.

Apesar das polêmicas, os donos do Tim Maia e da Frida vão continuar indo ao centro.

Carla Souza Pereira: Ele tem excelentes médicos no plano físico e eu tenho certeza de que ele está com excelentes assistentes lá no plano espiritual.
Fantástico: Está tendo algum efeito?
Carla Souza Pereira: Eu acredito que sim.
Rui Reis, técnico de segurança do trabalho: Eu sou um pouco mais cético. Eu acho que pode ser que ajude, sim. É um recurso que a gente está usando. O que tiver de recurso a gente vai usar.

Fantástico: Você sentiu uma melhora?
Rodrigo Bellan: Senti. Ela acaba se acalmando quando ela retorna do centro. E, para mim, eu deixo todos problemas dentro do centro. Tanto angústias, nervosismo. E volto com paz, volto com amor, com alegria.

Centro Espirita para Animais

 

OBS: Eu particularmente achei lamentável e de pouca fé, o depoimento da Julia Nezu de Oliveira, presidente da união das sociedades espiritas de SP. Assim  como do Benedito Fortes de Arruda, presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária. Acho que os dois estão precisando renovar seus conceitos. #prontofalei.

Em decisão histórica França altera Código Civil e reconhece animais como seres sencientes.

03 de fevereiro de 2015 às 14:37

Por Alex Avancini (da Redação)

Parlamento Francês altera o Código Civil e passa a reconhecer os animais como seres sencientes

Animais têm sentimentos. É o que reconhece o parlamento francês a partir desta quarta-feira (28) após um ano de intensos debates na Assembleia Nacional. Finalmente o parlamento votou a leitura final do projeto de lei sobre a modernização do código civil idealizado pela ONG Fondation 30 Million Amis que altera o status jurídico dos animais no país, atualizando a legislação penal vigente e reconhecendo os animais como seres sencientes (novo artigo 515-14) e não como propriedade pessoal como o antigo artigo (artigo 528). Desta forma, os animais não são mais definidos por valor de mercado ou de patrimônio, mas sim pelo seu valor intrínseco como sujeito de direito. Segundo a ONG idealizadora do projeto, esta virada histórica coloca um fim a mais de 200 anos de uma visão arcaica do Código Civil francês em relação aos animais. Finalmente os parlamentares levaram em conta o estado da ciência e ética de uma sociedade do século 21.

O Código Civil da França foi elaborado por Napoleão em 1804 e os animais eram considerados como bens de consumo, principalmente para trabalho forçado em fazendas. Até então, a representatividade legal dos animais na França perante os tribunais era mínima.

Segundo o jornal The Local, a França obtém um poderoso lobby agrícola, a FNSEA, juntamente com alguns políticos pressionavam o parlamento expressando preocupação de que a mudança na legislação poderia prejudicar os interesses dos agricultores e criadores de gado particulares.

A vitória abre importante precedente para a vida dos animais no território e um respiro para as organizações protetoras da causa animalista.

Por definição, senciência é a capacidade de sentir, atribuição dada pelos especialistas há muito tempo aos animais. O parlamento francês finalmente percebeu algo que muitas pessoas já sabiam: os animais são capazes de vivenciar seus próprios sentimentos: Dor, amor, felicidade, raiva, alegria, amizade e tantos outros. A diferença agora é que este direito é reconhecido de forma legal no código civil do país.

Um pouco antes, o Supremo Tribunal de Justiça da Argentina também declarou parecer favorável aos direitos animais, concedendo a uma orangotango chamada Sandra, o status de “pessoa não-humana”, um exemplo para toda a América Latina. Precedentes como estes abrem caminhos enormes. Outras nações podem se espelhar nestas mudanças e desencadear ações que abracem os animais como sujeitos de direitos perante os tribunais.

A orangotango Sandra, pioneira sobre o reconhecimento sobre Animais como Sujeitos de Direitos na Argentina -  Foto: Natacha Pisarenko AP sandra

A mudança não foi fácil e só veio depois de duros empurrões dados pela Fondation 30 Million Amis(Fundação de 30 milhões de amigos), principal organização francesa no auxílio do projeto apresentado ao parlamento e cujo presidente Reha Hutin trouxe a público a atual situação dos animais na França, dizendo: “O país está para trás no que se refere leis de bem-estar animal.”

Uma coisa é certa, reconhecendo os animais como seres sencientes a França dá um passo na direção correta, mas o país ainda tem muito trabalho a fazer para se desvincular da má fama perante os animais, já que uma proposta para proibir as touradas foi rejeitada em 2012 e o país ainda é considerado a capital número um de produção de foie gras no mundo.

 

  • Fonte: Anda.jor

Aprovada a Lei que Proíbe a Venda e Exposição de Animais em Vitrines e Gaiolas.

Mais uma conquista para ajudar na proteção dos animais!

No dia 15 de janeiro de 2015 foi aprovada e publicada a Lei que proíbe a venda e exposição de animais em vitrines e gaiolas em estabelecimentos comerciais, como pet shop, clínicas veterinárias, parques de exposições e feiras agropecuárias. O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) publicou a Resolução 1069/2014, considerando que a exposição, manutenção, higiene, estética e venda ou doação de animais em estabelecimentos comerciais é uma prática comum no país e que estes procedimentos podem afetar o bem estar animal.

Lembrando que todos os estabelecimentos comerciais devem estar devidamente registrados no sistema CFMV/CRMVs e manter um médico veterinário como responsável técnico, eles terão a responsabilidade técnica de orientar e garantir que os estabelecimentos cumpram a lei. ”A Resolução 1069/2014 vem para padronizar a forma de atuação desses profissionais em todo o país. A partir do próximo dia 15 de janeiro, quando a resolução entra em vigor, os responsáveis técnicos estarão respaldados por uma norma nacional para que possam orientar os estabelecimentos comerciais de exposição, manutenção, higiene, estética, venda e doação de animais, e exigir deles as adequações necessárias”, explica o presidente do CFMV, o médico veterinário Benedito Fortes de Arruda.

O responsável técnico deve assegurar que as instalações, locais de manutenção dos animais e funcionários:

1. Proporcionem um ambiente livre de excesso de barulho,com luminosidade adequada, livre de poluição e protegido contra intempéries ou situações que causem estresse aos animais. O que significa que eles não poderão ficar mais em vitrines ou gaiolas na frente do estabelecimento, de forma desconfortável, em pequeno espaço, submetidos à estresse;

2. Permitam fácil acesso à água e alimentos e sejam de fácil higienização;

3. Possuam espaço suficiente para os animais se movimentarem, de acordo com as suas necessidades. “Há casos em que vários animais são alojados em espaços pequenos, sem cama para deitar nem água suficiente para beber, sem alimentação adequada. É bom lembrar que situações de maus-tratos não são apenas um ato doloso, mas também culposo”, esclarece Arruda. Lembrando que casos de maus tratos podem acarretar em 3 meses a 1 ano de prisão, além de multa.

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4. Evitar a presença de animais com potencial risco de transmissão de zoonoses ou doenças de fácil transmissão para as espécies envolvidas;

5. Respeito aos programas de imunização (vacinação) dos animais de acordo com a espécie. “De acordo com as novas regras, os responsáveis técnicos deverão assegurar que os animais a serem comercializados estejam vacinados, de acordo com os programas de imunização”, afirma o secretário-geral do CFMV, o médico veterinário Marcello Roza.

6. Exigência de detalhes com relação à procedência e idade mínima dos animais e respeito à idade mínima para permanência nos estabelecimentos;

7. Orientar para que se previna o acesso direto aos animais em exposição, ficando o contato restrito a situações de venda iminente. ”O contato deve acontecer somente nos casos de venda iminente. Essa medida pode evitar, por exemplo, que os animais em exposição sejam infectados por possíveis doenças levadas nas roupas das pessoas”, exemplifica Arruda.

8. Assegurar que animais com alteração comportamental decorrente de estresse sejam retirados de exposição, mantidos em local tranquilo e adequado, sem contato com o público, até que retorne ao estado de normalidade;

9. Não permitir a venda ou doação de fêmeas gestantes e de animais que tenham sido submetidos a procedimentos proibidos pelo CFMV, como a onicectomia em felinos (cirurgia realizada para arrancar as garras); a conchectomia e a cordectomia em cães (para levantar as orelhas e retirar as cordas vocais, respectivamente); e a caudectomia em cães, cirurgia realizada para cortar a cauda dos animais;

10. A inspeção diária por pessoal treinado deve observar se os animais apresentam comportamento considerado normal para a espécie (ingestão de alimentos e água, defecação, micção, manutenção ou ganho do peso corpóreo e movimentação espontânea);

“Em casos de descumprimento da Resolução CFMV 1.069/2014, os profissionais devem comunicar o fato ao Conselho Regional de Medicina Veterinária, que tomará as providências necessárias,” finaliza.

Ainda há muito o que fazer pelo bem estar e segurança dos animais, mas cada pequena vitória deve ser comemorada. Fiquem atentos e se presenciarem algum estabelecimento descumprindo esta lei, denunciem na DPMA de sua cidade.proibida-a-venda

Fonte: Portal CFMV , Mural Animal e Geração Pet.