O Sofrimento causado aos animais pelo homem na indústria alimentícia e cosmética

Estes itens fazem parte do trabalho de Monografia de uma amiga Rosane Seixas Machado, que está linkado: Estudo da Terminologia Utilizada em Publicações sobre a Causa Animal – Rosane Seixas Machado

Direito dos Animais

2.2 – O Sofrimento causado aos animais pelo homem na indústria alimentícia

Um dos principais conselhos de nutrição do país, o CRN-3 (Conselho Regional de Nutricionistas), publicou no dia 20 de janeiro de 2012, que o ser-humano é um animal onívoro e que pode consumir alimentos de origem animal ou vegetal. Afirma também que é possível atingir o equilíbrio nutricional através de todas as dietas vegetarianas.

Nos dias atuais, o ser-humano se alimenta de vegetais e todos os tipos de carne. Carne de boi, de frango, peixes, cordeiros, coelhos e muitos outros. Muita discussão é gerada para saber se o ser humano deve ou não ingerir carne de animais não-humanos, se faz bem para a saúde ou se é possível sobreviver somente de legumes e vegetais.

Outra questão que também é muito importante ressaltar é como esses animais são abatidos. Muitas perguntas podem ser levantadas sobre esse assunto. Os animais sentem dor? Eles sofrem? Sabem que vão morrer? Como são criados e armazenados e por onde passam antes de chegarem as nossas mesas?

Para essas e outras perguntas, há pouca literatura traduzida disponível no Brasil. Uma ótima referência é o livro de Jonathan Safran Foer intitulado Comer Animais e traduzido por Adriana Lisboa. Esse livro relata de forma explícita e detalhada todos os horrores

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cometidos por seres humanos dentro dos matadouros dos Estados Unidos. Na página 229, é mencionado o seguinte:

(…) os cientistas identificaram um conjunto diferente de reações hormonais ao estresse do manejo, do transporte e do abate em si. Se a sala de abate estiver funcionando em condições ideais, o “estresse” inicial do manejo, conforme indicado pelos níveis hormonais, pode, na verdade, ser maior do que o transporte ou do que o abate.

Com base nessa afirmação pode-se concluir que não só o abate traz sofrimentos para os animais, mas também o manejo, transporte e a criação. Sabe-se que os frangos de corte são mantidos em um galpão com um espaço reservado para cada ave adulta equivalente a uma folha de papel A4 (FOER, 2009, p. 133). Em Comer Animais podemos encontrar nas páginas 133 a 139 todo o processo de engorda e abate dos frangos de corte. As aves são drogadas para crescerem rápido e engordarem. Muitas têm o bico cortado para que sejam evitadas as brigas que acabam descartando um número grande de aves. Algumas apresentam deformidades, vértebras quebradas, infecção nos olhos e doenças de todo tipo. Após um tempo dentro de uma granja, os frangos são colocados em engradados para efetuar o transporte e durante esse processo seus ossos são partidos (FOER, 2009, p. 134).

2.3 – O Sofrimento causado aos animais pelo homem na indústria de cosméticos

Muitas pessoas não sabem que a maioria de seus produtos pessoais são testados em animais antes de serem vendidos ao consumidor. Segundo a PETA (People for the Ethical Treatment for Animals), empresas que fabricam produtos como perfume, aparelhos de barbear, cremes para o corpo, desodorantes e muitos outros, têm permissão, mas não obrigação, para fazer esses testes.

Milhões de coelhos, ratos, macacos e cães da raça beagle são mutilados, cegados e envenenados todos os anos pela indústria da beleza. PETA afirma que algumas empresas já aboliram esses tipos de testes e passaram a fazer experimentos com computadores que simulam os órgãos vitais. Também desenvolveram pele humana artificial e olhos que imitam propriedades naturais do corpo humano. Esses desenvolvimentos científicos provaram serem mais baratos, precisos e rápidos que os testes feitos em bichos. Empresas que fizeram essa escolha adotaram o selo “Cruelty Free”, e mostram em suas embalagens o selo ou a notificação de que o seu produto não foi testado em animais (PETA).

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Mas, para muitos veganos e ativistas, não basta que a indústria dos cosméticos deixe de testar produtos nos animais, mas que elas também deixem de usar produtos retirados de animais. A maioria dos produtos contém ingredientes de origem animal. Como por exemplo, podemos citar a Alantoína que é um ácido úrico derivado de vacas e outros mamíferos e muito usado para cremes e loções. Outro exemplo é o óleo Musk usado para perfumes, que é uma secreção obtida dolorosamente dos castores e das genitais das lontras (PETA).

Para PETA, que possui em seu site uma lista completa de ingredientes de origem animal, placentas de fêmeas abatidas são usadas em máscaras para o rosto e o óleo derivado de esperma de baleias ou golfinhos, são usados em muitos shampoos. Afirma ainda, que todos esses compostos podem e devem ser substituídos facilmente por ingredientes vegetais. Segundo eles, óleos como o de oliva, gérmen de trigo, o de arroz e a maioria das plantas e ervas, podem ser excelentes substitutos para os produtos de origem animal. Além de serem menos alergênicos e causarem menos danos à saúde e à natureza.

2.4 – Outros usos dos animais pelos humanos

Animais de companhia, guerra, transporte, esporte, circos e zoológicos. Essas são algumas modalidades que podem utilizar animais de forma abusiva. Alguns ativistas adeptos do bem-estar animal defendem que os animais podem ser utilizados desde que estejam sendo bem tratados, alimentados e que tenham um aposento digno. Já os abolicionistas, que são contra qualquer tipo de utilização dos bichinhos, atestam que pode haver sofrimento em qualquer tipo de aprisionamento de animais (Francione, 2009).

2.5 – Qual o direito dos animais?

O que muitos não sabem, é que todos os animais da face da Terra possuem direitos. Pode-se verificar essas leis na Declaração Universal dos Direitos dos Animais proclamada pela UNESCO, em uma sessão realizada em Bruxelas na Bélgica, no dia 27 de janeiro de 1978.

No Brasil, a denúncia de maus-tratos é legitimada pelo Art. 32, da Lei Federal nº.

9.605, de 12.02.1998 (Lei de Crimes Ambientais).

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Um comentário em “O Sofrimento causado aos animais pelo homem na indústria alimentícia e cosmética

  1. O animal humano escraviza… Os da própria espécie… Os demais… Ganância é a palavra. As granjas de suínos no Brasil torturam os porcos/porcas do nascimento ao abate para nos alimentar. Até o terceiro dia de vida tem os quatro dentes que já nascem com eles, cortados cruelmente com alicate ou desbastados com um aparelho, sem anestesia. Seus rabinhos são cortados, também sem anestesia. E, ainda até o terceiro dia, esses bebês machos inocentes são castrados a frio!!!!! As porcas são máquinas de produzir carne. Ficam em gaiolas onde não há espaço para se mexer. Seus filhotes lhes são tirados muito precocemente a fim de que ela fique prenha o quanto antes. Quando ela diminui o número da leitegada (seus filhotes) é “descartada”, isto é, vai para o abate. O macho, geralmente masturbado para que seu semen faça mais fêmeas prenhes numa única ejaculação, além de somente ser excitado com um boneco e masturbado por mãos humanas, quando não consegue emprenhar todas as porcas, também, como seus filhotes que vive, apenas 150 dias, vai para o abate.
    Os pintinhos que nascem em granjas, quando o lote encomendado é fêmeas, por exemplo, todos os machos vão para uma centrífuga numa morte desumana, ou se o pedido é de machos, o mesmo acontece com as fêmeas. Algumas empresas “mais humanas” (?) os colocam em câmeras de gás para exterminá-los.
    O bezerrinho recém-nascido é tirado de sua mãe. Tudo é lhe tirado. Ele fica confinado num espaço onde não pode se mexer para não criar músculos só para satisfar ao paladar de seres humanos!!!!
    A vaca leiteira fica confinada a vida inteira, numa vida longe de sua natureza. É
    sugada duas vezes por dia por máquinas, e nem tem o prazer de ter seus filhotes junto a si.
    Nossa espécie humana é gananciosa, egoísta e não para para pensar no sofrimento que os animais passam até chegarem a seus pratos! Os “empreendedores” só querem saber de lucro, lucro e mais lucro as expensas do tratamento torturante, sem espaço e compaixão, nem mesmo por alguns “médicos veterinários” que juraram aliviar a dor e sofrimento dos animais das outras espécies e agem como os peões insensíveis, apesar de seus até doutorados, compactuando com a continuação dessa vergonha.
    Almas de bem precisam alertar os seres humanos o que acontece com os animais de produção com a esperança de despertar consciências e que param de consumir animais que não são tratados orgânicamente e com respeito. Só mexendo com o bolso desses “empreendedores” cruéis estaremos colaborando com a conscientização do povo em geral para só consumirem animais que foram criados orgânicamente, isto é, com respeito enquanto estão vivos, do nascimento ao abate ou “descarte”.
    Leonardo da Vinci, grande visionário, disse que chegaria um dia em que matar um animal seria punível da mesma maneira que matar um animal humano!
    Depende de cada um de nós, que respeita a vida em geral, acreditar que esse dia está próximo!
    Vamos conscientizar a população em geral sobre as torturas que sofrem, do nascimento à morte, os animais que nós servem de alimento. Animais que sofrem dores terríveis para que possamos continuar vivos. Não esquecer que a quantidade de proteínas que precisamos fica no topo da pirâmide alimentar.
    O necessário é que a espécie animal humana pare de procriar tão intensamente, para que seus descendentes ainda tenham uma herança neste planeta, tão lindo e tão desgastado por nós, em nome do dinheiro e poder!!!!
    Poucos seres evoluídos conseguiram o fim do apartheid, da escravização dos africanos e seus descendentes… E quiça poucos, pacificamente, afetando os lucros, conseguirão acabar com o desrespeito pelos sofridos animais de “produção” que só deveriam ser considerados “produtos” após o rigor mortis algumas horas pós-abate. Meu respeito à vida! Minha indignação! Meu carinho aos nossos inocentes seres que colaboram com nossa sobrevivência e são torturados a cada minuto, enquanto nos banqueteamos em nossa dormência, sem ao menos, elevar um pensamento de agradecimento a eles. BEM ESTAR aos animais de produção! Vamos exigir!!! Vamos ao menos diminuir o consumo de ovos e carnes de animais que sofrem maus tratos em sua muito curta existência!!!

    Com carinho e respeito aos animais das outras espécies
    Mariza – aluna de Medicina Veterinária

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