Doenças Virais Felinas

DOENÇAS VIRAIS

                As doenças virais mais comuns nos gatos são, sem dúvida, as que pertencem ao chamado “Complexo Respiratório Felino”. Ele é composto de  múltiplos agentes que  atuam  provocando sintomas  similares. Ou seja, cada agente está  associado a um sintoma, que pode vir sozinho ou acompanhado de vários outros. Porisso, a mesma doença pode  incidir  duas vezes no mesmo animal,  sem necessariamente apresentar os mesmos sintomas. Nenhuma delas é transmissível  para o homem.
As doenças que fazem parte do Complexo Respiratório Felino  são evitadas através do cumprimento  do calendário anual de vacinação. Esse consiste em 3 doses de vacina  no primeiro ano de vida, a partir dos 2 meses de idade, e mais dois reforços com intervalos de 30 dias entre cada revacinação. A vacina contra raiva deve ser administrada após o cumprimento do cronograma acima.
Numa única dose, a vacina Tríplice  imuniza o gato contra Rinotraqueíte,  Calicivírus e Panleucopenia. Algumas vacinas vem associadas também com anti-corpos para Clamydia (Quadrupla),  e outras abrangem também a Leucemia Felina (Quintupla). O veterinário optará qual administrar no seu filhote. Deve ser feito um reforço anual da vacina contra raiva, e também da triplice (substituída pela Quadrupla ou a Quintupla,  conforme orientação de seu veterinário).
As doenças descritas a seguir são virais: isso significa que elas são disseminadas pelo ar, e podem ser trazidas através dele, ou de  suas roupas e sapatos. Porisso, mesmo que  seu gato não saia de casa, jamais deixe de vaciná-lo. Esse ato protegerá seu bichinho de estimação, evitando muito sofrimento para você e para ele.

RINOTRAQUEÍTE:  O vírus permanece de 7 a 15 dias incubado, até a manifestação da doença, que  se apresenta como  uma gripe: lacrimejamento nos olhos, espirros, salivação espessa e excessiva, coriza e febre eventual;  se não for devidamente tratada, pode levar o gato à pneumonia e a morte. Pode ser evitada se o gato for devidamente vacinado, conforme o programa de vacinação estabelecido.  

CALICIVÍRUS: Ulceração nas mucosas internas da boca, que promovem a perda de apetite do animal. Pode haver sintomas de uma gripe seca. O período de incubação é o mesmo da Rinotraqueíte.

CLAMYDIA: Também faz parte  do Complexo Respiratório Felino, porém, manifesta-se mais intensamente nos olhos, como uma conjuntivite. Incubação: 5 a 15 dias. O animal apresenta espirros secos, sem secreção, e o nariz torna-se mais avermelhado. Pode apresentar febre. Facilmente confundível com processos alérgicos.

PANLEUCOPENIA: Infecção intestinal  provocada por vírus. A incubação leva de 2 a 5 dias. Altamente contagiosa e geralmente fatal, principalmente em filhotes. Os sintomas são: vômito prolongado e severo, espumoso e com coloração da bílis (secreção hepática), seguida de diarréia e febre alta. Desidratação drástica, e consequente perda de sais. O gatinho morre em poucos dias, na grande maioria das vezes. Ainda não é conhecido nenhum tipo de tratamento;  porém, a vacina oferece proteção contra a doença.

LEUCEMIA FELINA: Trata-se de câncer no sangue. Os sintomas variam bastante mas, geralmente, o animal apresenta perda de peso e de  apetite, e uma debilidade crescente. Também não há cura conhecida. A transmissão parece ocorrer através da mãe, e  não se sabe ao certo se a transmissão ocorre pelo contato direto. Evitável através da vacina.

PERITONITE INFECCIOSA FELINA: também chamada de PIF ou FIP, uma das doenças felinas  mais cruéis e complexas. Incide com uma frequência  considerável.  Contagiosa e fatal, a partir da manifestação dos sintomas, que ocorre,  geralmente, a partir de uma  queda de resistência. O período de incubação pode levar de 7 dias a vários anos. Os sintomas são os mais diversos, pois a doença ataca as células do sangue, e pode manifestar-se das mais variadas formas. Normalmente, provoca distenção do abdômen, devido ao acúmulo de líquidos nessa região;  o gato apresenta uma coloração amarelada no corpo todo, perda de apetite, emagrecimento progressivo  e debilidade geral. Transmissão através de contato direto, urina, fezes e saliva. Existe a possibilidade de transmissão pelo ar. Nem todos os animais que apresentam o vírus desenvolverão a doença. Não há cura conhecida, pesquisas estão sendo desenvolvidas nesse sentido. Alguns resultados foram obtidos  em tratamentos realizados  com medicamentos para aidéticos (humanos).

AIDS FELINA: De menor incidência, ela se manifesta como a AIDS humana, atacando o sistema imunológico do animal e baixando a resistência do organismo; como consequência, o gato passa a desenvolver inúmeras  doenças, emagrecimento progressivo e debilidade geral. Como a PIF, a AIDS é fatal, não existe cura nem tratamento conhecido.

RAIVA: Baixíssima incidência, uma vez que a raiva está praticamente erradicada no Brasil. O gato procura lugares escuros, apresenta profunda salivação e agitação, e desenvolve um comportamento profundamente agressivo. Não existe tratamento, ele  morrerá em poucos dias. Deve-se ter muito cuidado ao lidar com um animal infectado, pois a doença é transmissível ao homem.

OUTRAS DOENÇAS  

DOENÇA RENAL POLICÍSTICA (PKD): Não podemos falar de saúde dos gatos sem mencionar a ‘famosa’ Doença Renal Policística. Ela incide no Grupo Persa há décadas no mundo, mas começou a ser diagnosticada no Brasil recentemente, com o advento da importação de gatos provenientes dos EUA e Europa.
De origem genética e hereditária, é autossômica dominante: ou seja, os gatos não se tornam portadores, transmitindo para gerações posteriores: ou eles tem PKD ou não. Portanto, se forem negativos, não trasmitirão a doença para sua descendência. 

Ela incide em 45% dos gatos do Grupo Persa (Persas, Himalaias & Exóticos) em todo o mundo; e, no Brasil, aproximadamente 25% dos gatos testados foram diagnosticados como positivos. Até alguns anos atrás, o  diagnóstico era feito através de ultrassonografia, que identificava – 
ou não – os cistos renais característicos da doença (que devem estar localizados na região cortical dos rins). Os ultrassons eram realizados após os 8 meses de idade, quando o desenvolvimento do filhote se completa, e ele se torna adulto.
        Porque em destaque? Porque, os testes realizados através de Ultrassom tinha uma grande margem de erros,  pois dependiam de diversos fatores: resolução do equipamento de ultrassom; tamanho dos cistos renais (se forem infinitamente pequenos, o ultrassom não os vê); habilidade do profissional em realizar o exame; idade e situação momentânea do gato, citando apenas alguns deles.
Assim,  acompanhamos muitos casos de gatos que foram testados anualmente por 6 anos, e foram indentificados cistos somente após essa idade; quando o gato, diagnosticado como negativo por muito tempo, já havia procriado e gerado diversos filhotes com o mesmo problema.
Hoje, os testes são realizados por DNA, que oferece precisão e segurança nos resultados. Os Criadores sérios e idôneos testaram todo o Plantel (por DNA), retirando assim os gatos definitivamente positivos de suas linhas de criação.
Pudemos realizar uma grande campanha de diagnóstico de PKD através do Gatil Blaze Star e do FelineClub, que difundiu em escala nacional, o Programa de Pesquisa desenvolvido pelo Laboratório VET IMAGEM, que realizou os testes em centenas de gatos em São Paulo; e cuja campanha ganhou tal dimensão, que  incentivou a realização dos testes em todo o país. Algum tempo depois, acompanhando atentamente as pesquisas e descobertas no Exterior, o Gatil Blaze Star promoveu não só os testes para diagnóstico com ultrassom (que era o que havia disponível até então, mesmo a nível mundial), mas também promoveu a realização dos testes feitos através de DNA, cuja tecnologia foi desenvolvida há aproximadamente dois anos atrás nos EUA. O diagnóstico oferece precisão de 99,9% nos resultados. Inicialmente, a demanda era gigantesca a nível mundial, mas, depois de algum tempo,  contatei o laboratório australiano GRIBBLES, que passou a atender os criadores brasileiros.
A doença pode ser diagnosticada, mas não há cura: se o gato passar a desenvolver os cistos, o crescimento destes acabará por provocar uma falência renal. A saída seria um transplante, mas não existem históricos de transplante renal realizados em felinos com sucesso.
Mas, nem todos os gatos portadores de  PKD desenvolverão cistos. Muitos morrem de causas naturais, bem velhos, ou por outros fatores; e, quando realizada necrópsia, revelou-se cistos renais que jamais se desenvolveram.         
Mas não se apavore: nem todos os cistos renais são indicativos de Doença Renal Policística. Existem outros tipos de cistos, que normalmente se localizam fora dos cálices renais (ou região cortical), que são temporários e podem ser provocados por diversos outros fatores: administração de medicamentos, alimentar, intoxicação, de o
rigem congênita (e não genética), ou por qualquer outro fator externo que provoque uma sobrecarga renal.

SÍNDROME UROLÓGICA FELINA: Síndrome Urológica Felina, (SUF), era um problema de alta incidência em gatos há anos atrás, principalmente em machos. Provocada predominantemente por razões alimentares (ou seja, rações de baixa qualidade, com baixo teor protêico e grande quantidade de minerais), provoca alteração do PH urinário tornando-o alcalino, com formação de cristais na bexiga e consequente entupimento do canal da uretra. O problema se torna crônico, e dificilmente o gato apresenta cura definitiva, mas reincide com o entupimento preiódico. Vigilância constante permite que o socorro venha a tempo de salvá-lo de uma uremia, o que provoca sério comprometimento e consequente paralisia renal, levando-o à morte.
Os sintomas variam: a urina pode tornar-se mais escura, com sangue e diminuição de pressão e quantidade. O gato esforça-se para urinar, mas não consegue e chora de dor. Nesse estágio, a uretra pode estar completamente entupida, e se não for socorrido imediatamente, haverá paralisação dos rins, que levará o gato ao coma e à morte. Pode ser evitado com medidas alimentares: ofereça ao seu gato uma ração com altos teores protêicos, que tornam a urina mais ácida, e baixos teores de magnésio, evitando a formação de cálculos.
Ainda falando de enfermidades do trato urinário, é comum que um gato apresente cistite (inflamação na bexiga), ocasionada por bactérias ou até mesmo de nascença, que acaba por tornar-se crônica; esse quadro pode ocasionar um aumento no tamanho dos rins, causando uma nefrite. Também é normal a insuficiência renal em gatos, causada por agentes tóxicos, infecções ou traumatismos.  Todos esses problemas são tratáveis.

GASTROENTERITE: muito comum em filhotes em fase de desmame. Pode ser provocada por adaptação alimentar, parasitas no aparelho digestivo e até mesmo por calor excessivo. Mas também pode ser um sintoma de doenças muito graves. O gatinho apresenta vômitos, seguido de intensa diarréia e prostração. Ofereça-lhe água de coco (hidrata, nutre e estabiliza o aparelho digestivo) e procure o veterinário para diagnosticar a causa: o gatinho perde muito peso, água e sais em 24 horas, e pode morrer se o problema persistir por mais de 48 horas.

PERIODONTITE: A formação de placas bacterianas e tártaro nos dentes provocam uma infecção na gengiva, que pode chegar ao osso do maxilar. Se não for tratada, provoca a perda dos dentes e infecções mais sérias. Recomenda-se uma limpeza de tártaro, realizada por um veterinário, anualmente.

PIOMETRA: Severa infecção uterina ocasionada por desequilíbrios hormonais nas fêmeas. Existem tratamentos que podem ou não surtir efeito:  devem ser tomadas medidas urgentes para evitar a perda do útero, o que acontece com frequência. Nem toda as infecções uterinas são Piometra: é comum fêmeas apresentarem esse quadro após o nascimento dos filhotes, principalmente se uma placenta ficar retida no útero. O  veterinário saberá identificá-la.

            Existe uma infinidade de problemas que podem acometer um gato: envenenamento por plantas, produtos de limpeza e outras substâncias tóxicas são igualmente comuns. Acidentes como queda, torções, luxações também podem ocorrer, com menor frequência. Tumores são observados em gatos. A deficiência de vitamina D pode causar raquitismo, assim como a deficiência de cálcio ocasiona um enfraquecimento nos ossos. Eles também são muito suscetíveis a alergias. Substâncias irritantes como poeira podem causar uma conjuntivite.
Mas se seu gato for sadio, estiver sendo  mantido em boas condições de higiene, for bem alimentado e estiver devidamente vacinado, é muito provável que viva sadio e feliz ao seu lado por muitos anos. Leve-o, periodicamente, para uma avaliação, pois problemas diagnosticados no princípio são muito mais fáceis de serem curados. Procure cuidar bem dele, e sempre que tiver alguma dúvida, consulte seu veterinário.

Texto: Elaine Jordão
Gatil Blaze Star

Fonte: http://www.blazestar.com.br/pages/artdoencas.htm

O FIV e o FeLV Duas doenças infecciosas frequentes e terríveis,que acometem os gatos.

O FIV e o FeLV

Duas doenças infecciosas frequentes e terríveis

A Leucose Felina e a Síndrome da Imunodeficiência Felina são duas doenças provocadas por dois vírus diferentes, da família do retrovírus: o vírus da Leucose Felina (Felv) e o vírus da Imunodeficiência Felina (FIV). Estas doenças que afectam apenas os gatos, e que não podem em nenhum caso ser transmitidas ao homem, são particularmente frequentes e temíveis. A leucose Felina é de resto uma das principais causas de mortalidade infecciosa nos gatos!

Infecções que permanecem ‘escondidas’ durante vários anos

Num gato contaminado pelo vírus da Leucose Felina (Felv) podem passar-se um a dois anos antes do aparecimento dos principais sintomas no caso de uma infecção pelo vírus da Imunodeficiência Felina (FIV), o prazo para o aparecimento dos sintomas pode ultrapassar os cinco anos!

Graves consequências para os gatos contaminados

A infecção por um ou outro destes retrovírus leva à diminuição progressiva e mais tarde ao desaparecimento das respostas imunitárias do animal. Este efeito de imunodepressão priva o gato das suas defesas contra os agentes infecciosos e abre caminho a toda uma série de afecções díficeis de tratar (Estomatites, Gastroenterites, Coriza…), que conduzem mais cedo ou mais tarde à morte do animal. Além disso, a infecção pelo Felv acompanha-se frequentemente do desenvolvimento de tumores ou de leucemias fatais.

Duas doenças incuráveis

Não há, actualmente, tratamento específico contra a infecção crónica pelo vírus da Leucose Felina (Felv), ou pelo vírus da Imunodeficiência Felina (FIV)…Mas existem actos simples que podem reduzir os riscos de contaminação.

Modos de transmissão bem conhecidos

O vírus da Leucose Felina (Felv) transmite-se pelas secreções (saliva e lágrimas) e também pelas matérias fecais, urina e ainda pelo leite, durante a amamentação. Esta abundância de vectores torna este vírus particularmente contagioso!O Vírus da Imunodeficiência Felina (FIV) transmite-se apenas por contaminação sanguínea, por exemplo, quando de uma luta com mordedura.

Factores de risco bem identificados

Os riscos aos quais está submetido o seu animal variam em função da sua idade e do seu modo de vida. Por exemplo, os gatos machos inteiros, de mais de quatro anos e vagabundos estão mais expostos do que os outros à infecção pelos vírus do Felv e do FIV. É portanto importante pensar em testar e proteger os seu animal de companhia, o mais cedo possível, desde a sua idade mais jovem.

Técnicas de despiste eficazes

Um bom diagnóstico tem um papel essencial no controlo da disseminação nestas duas infecções e permite o estabelecimento das medidas necessárias à protecção do seu gato. Existem hoje testes inovadores e eficazes para despistar o Felv e/ou FIV. Graças a estes testes, o seu veternário, pode em alguns minutos, estabelecer um diagnóstico fiável da infecção, por qualquer um destes vírus.

A vacinação Felv protege o seu animal

O seu gato e o seu veternário já não estão desarmados contra a Leucose Felina (Felv), já que existem no mercado vacinas eficazes e seguras que previnem esta infecção. Tendo em conta a frequência desta doença e o seu desfecho sempre fatal, a vacinação Felv é evidentemente uma prioridade. Na medida em que os riscos de contaminação aumentam com a idade, é de seu interesse pedir ao seu veternário que vacine o seu gato o mais cedo possível. […] É aconselhado fazer um teste de diagnóstico Felv, antes de dar a vacina.

Outras medidas de protecção

Com o intuito de agir sobre os factores de risco, o seu veternário poderá aconselhar a esterilização (castração) do seu gato. Ela é, assim como o isolamento, a única medida de prevenção eficaz contra a infecção pelo vírus da Imunodeficiência felina (FIV), Já que reduz consideravelmente a vagabundagem e as lutas que estão na origem da infecção.

Folheto Informativo da Meria Pt – Saúde Animal, Lda

Fonte:http://www.felinus.org/index.php?area=artigo&action=show&id=14

Óleos essenciais x animais de estimação.

Os animais são muito receptivos aos óleos essenciais, respondendo muito bem às suas propriedades.
A minha experiência é com animais de estimação, aqueles que vivem perto do seu dono, mas existe uma vasta literatura sobre o uso dos óleos dentro da veterinária.
Vou relacionar abaixo alguns óleos essenciais e a forma de uso, segundo pesquisa e a minha experiência.
Os óleos essenciais tem uma série de aplicações no âmbito do cuidado e do tratamento dos animais.
Uma das mais úteis é a prevenção e o controle de pulgas, ácaros e outros parasitas na pelagem de animais domésticos.
Os óleos de Bergamota, Eucalipto, Gerânio, Lavanda e outros são ótimos repelentes de insetos, e é possível evitar por completo o uso de produtos químicos sintéticos no controle de pulgas em gatos e cachorros, esfregando um ou mais desses óleos em seus pêlos.
Os cães geralmente aceitam mais docilmente esse tipo de tratamento do que os gatos.
Modo de usar:
Diluir 5 gotas de óleo essencial num pouco de álcool e colocar esta mistura em meio litro de água morna.
Com o uso de uma esponja, esfregar no pelo deles; em seguida, fazer a escovação do pelo.
Outra alternativa é colocar algumas gotas do óleo na água do banho (diluir no álcool).
No caso dos gatos, usar apenas o óleo de Lavanda, mais suave, despejando algumas gotas na palma das mãos e afagando a pelagem.
Pode-se usar esta mesma forma também nos cães, caso não se queira molhar o pelo.
Os óleos de Lavanda e Tea-Tree são úteis no tratamento de ferimentos menores: devem-se acrescentar algumas gotas do óleo a um pouco de água fervida e ligeiramente resfriada para lavar mordidas, arranhões e outros ferimentos adquiridos.
Também tem o óleo essencial de Cipreste, que é eficaz contra úlceras nos ouvidos; devemos esfregar a parte interna das orelhas 2 vezes ao dia com uma gota de óleo em um pedaço de algodão ou em um cotonete.
Óleos essenciais e animais domésticos combinam muito bem, mas sempre lembrar que a Aromaterapia é um tratamento complementar, não dispensa cuidados veterinários.
ATENÇÃO:  CONSULTE ANTES UM VETERINÁRIO!

Aromaterapia para uso em Animais.

Dicas Para Animais

Aromaterapia Para Uso em Animais

aromaterapia_animais

O exercício da arte de tratar animais começa com o processo de domesticação dos lobos pelo homem primitivo. O mais antigo registro que se tem notícia, data do século XVIII a.C. – é o “Papyrus Veterinarius de Kahoun” (egípcio) que fazia referência à medicina animal, indicava técnicas de diagnóstico, sintomas e tratamento de várias espécies animais com plantas e ervas. Os conceitos daAromaterapia Para Uso em Animais estão fundamentados na visão holística de tratamento, a percepção do Universo e do bicho como um todo harmonioso e indivisível. A saúde holística tem como objetivo o bem-estar do ser total, não limitada aos sintomas da enfermidade. Ela está baseada na suposição que corpo, mente, emoções e espírito formam uma unidade indivisível e que o desequilíbrio em um desses níveis causa a doença. A Aromaterapia, sendo uma terapia holística complementar, não substitui a consulta com o médico veterinário, de uma forma geral, as terapias holísticas possuem um efeito rápido e efetivo nos animais, no caso da Aromaterapia, os animais por terem o olfato muito mais desenvolvido que o dos humanos, respondem muito bem ao tratamento. A absorção dos óleos essenciais se dá pelo olfato e através da pele (tato). As ramificações dos nervos olfativos na cavidade nasal de um cão por exemplo, ocupam cento e sessenta centímetros quadrados e no homem ocupam cinco centímetros quadrados. As células olfativas, no homem, são em número de cinco milhões, em um cão pastor alemão por exemplo, são duzentos e vinte milhões. O olfato nos gatos também é muito desenvolvido. Os gatos possuem um órgão chamado vomeronasal no céu da boca que os ajuda a identificar odores. É considerado o segundo sistema olfativo do gato. É como se sentissem o “gosto” do cheiro. Todos os animais respondem ao tato, às carícias. Neurologistas descobriram que quando a mãe lambe os filhotes, provoca modificações químicas neles. Se o filhote é separado de sua mãe, diminuem seus hormônios de crescimento. Texto e dicas por Martha Follain.

Atenção

Cuidados: não use óleos essenciais perto dos olhos, nariz e nem nos genitais do animal, se mesmo com todo cuidado o óleo essencial penetrar no olho do bichinho, nariz ou genitais, colocar algumas gotas de óleo vegetal em uma gaze esterilizada e aplicar suavemente no local (não lavar). Manter os frascos fora do alcance de crianças e de animais, alguns óleos essenciais são tóxicos e oferecem perigo quando usados em grande quantidade. Não dar óleos essenciais oralmente para animais, os óleos essenciais podem ser usados em quaisquer animais: cães, gatos, cavalos, ferretes, ratinhos brancos, coelhos, bois, cabras, hamsteres, animais silvestres, animais selvagens etc. O que pode variar é a diluição, em relação ao tamanho do animal, por isso é sempre importante a consulta com o um terapeuta qualificado. Para vaporizar ambientes, usar álcool de cereais, no caso de vaporizar o animal, usar água destilada (não usar álcool de cereais), protegendo sempre os olhos do bicho. Os animais, por terem o olfato muito sensível, podem não aceitar, rejeitar ou não gostar do aroma de uma determinada sinergia, então a combinação de óleos essenciais deverá ser mudada.Terapeutas e Profissionais Habilitados: o terapeuta ou profissional da área deve obsevar alguns cuidados para a recomendação dos óleos essenciais para animais. É importante estudar características e comportamento da espécie, ambiente onde vive o animal e temperamento individual, alguns óleos são contra-indicados para uso em fêmeas prenhes (Alecrim, Cipreste, Cedro e Cravo), o óleo essencial de Lavanda deve ser usada em dosagens pequenas e bem diluido em óleo vegetal, caso o animal ou sua linhagem tenham histórico de abortos naturais recomenda-se não usar este óleo. Os óleos fotossensibilizantes, em geral os cítricos (Bergamota, Laranja, Limão Tahiti e Tangerina), quando usados não deve-se deixar o animal exposto ao sol por um período de até doze horas após a aplicação na pele ou pelo. Alguns óleos são tóxicos quando usados em excesso (Canela, Cravo e Tea Tree) e só devem ser recomendados por terapeuta devidamente habilitado, que saberá indicar a posologia e freqüência corretas. Deve-se evitar os óleos de Alecrim e Hortelã Pimenta em animais epilépticos pois podem provocar convulsões. Alguns óleos não devem ser utilizados conjuntamente com Homeopatia pois podem “cortar” o efeito da da mesma.

ATENÇÃO: AS SINERGIAS NÃO DEVEM SER FEITAS OU MINISTRADAS, A NÃO SER POR UM TERAPEUTA HOLÍSTICO ESPECIALIZADO.

Fonte:http://www.phytoterapica.com.br/dicasanimais.php