Bacias de afeto refugiam vira-latas na zona Sul de Porto Alegre.

Posto abriga cachorros feridos ou doentes há cerca de 15 anos

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Dono de posto abriga animais há cerca de 15 anos | Foto: Fabiano do Amaral

O posto de combustível Hípica, localizado na avenida Edgar Pires de Castro, no bairro Hípica, zona Sul de Porto Alegre, tem cinco hóspedes vivendo em bacias e sob a cobertura de alumínio. Lucas, Tigresa, Marido, Feia e Tetinha são a alegria dos funcionários e do dono do posto, João Batista Caberlon. A tristeza fica por conta do sumiço de Luiz, um vira-lata que tinha 17 anos, desaparecido há três meses. Tem uma foto dele na parede com “Procura-se” destacado. O gerente do estabelecimento, Carlos Alberto Casado de Lima Filho, 41 anos, explica que João adota cães de rua há cerca de 15 anos. Costuma pegar os animais que estão abandonados, doentes ou que foram atropelados. “Todos são levados para um veterinário, recebem tratamento, tomam banho e são esterilizados. Alguns são levados para uma ONG que fica na Ponta Grossa”, informa. Lá, estão mais de cem cachorros. Na casa de João, outros 12 animais completam a família adotada. Quando o posto fecha, os animais são levados para a área dos banheiros, onde ficam trancados e protegidos. Se algum deles quer sair, raspa a porta e o vigia noturno libera o cãozinho. “Eles são dóceis, não brigam, mas passeiam muito durante o dia e voltam para dormir”, revela o gerente Beto. Lucas é um vira-latas de 3 anos. A aproximação da reportagem o fez procurar a proteção dos funcionários. Tremendo de medo dos flashes, fugiu, reaparecendo depois de 10 minutos. Ele vive há dois anos ali. Chegou com duas doenças de carrapatos, pele e osso, quase morto. Passou uma semana no veterinário para recuperar as forças. Cada qual em sua bacia Marido também está desde 2012 vivendo no posto. Ganhou o nome porque sempre protege as fêmeas. Tem traços de Labrador misturado com outras raças. Feia fica ao seu lado, na primeira bacia, sob uma coberta. Ganhou o apelido porque não tem os dentes da frente, mas é uma vira-latas bem bonita. No corredor dos banheiros, Tigresa dorme completamente tapada. Também é uma vira-latas, mas tem o pelo com listras pretas, e daí o porquê do nome. “Ela chegou com dois fetos mortos dentro da barriga e precisou passar por uma cirurgia. Tem em torno de 3 anos e é a mais preguiçosa de todos.” A pequena e gorda Tetinha, uma mista de vira-latas com Fox, era a única que não estava acomodada em uma bacia. Ela gosta de acompanhar o vigia na ronda. Chegou toda molhada, mas nem por isso parecia triste. A ausência de Luiz é sentida por todos no posto. Ele foi o primeiro a ser adotado, depois de atropelado por um ônibus. “Ficou atirado no mato do outro lado da avenida e todos pensaram que estava morto. Quando Luiz se levantou e caminhou, o seu João foi lá e levou-o ao veterinário. Depois de anos, foi novamente atropelado, aqui dentro.” Vigilante visita animais O vigilante Marcos Guedes, 33 anos, mora perto do posto de combustível e sempre visita os cães. Ele também adotou uma dupla. Ícaro, um Labrador, fica sob os cuidados da vizinha Ivone quando está trabalhando. Chico viveu 18 anos. “Encontrei o Ícaro na estrada quando eu voltava de Belém Novo. Parei o carro e o chamei. Precisei esperar uns 10 minutos para que ele confiasse em mim.”

Fonte: http://www2.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=531470

O ANIMAL: Uma consciência silenciosa .

O ANIMAL: Uma consciência silenciosa
Etichete: Rosacruz, Vegetarianismo

por Jean-Guy Riant
(traduzido por Raul Passos a partir da revista “Rose-Croix” n°248, editada pela Grande Loja de Jurisdição de Língua Francesa da Ordem Rosacruz – AMORC)

“Os problemas impostos pelos preconceitos raciais refletem em escala humana um problema muito maior e cuja solução é ainda mais urgente: o das relações entre o homem e as demais espécies viventes… O respeito que desejamos obter do homem para com seu semelhante é apenas um caso particular do respeito que ele deveria manifestar para com todas as formas de vida…”. (Claude Lévi-Strauss)

A dificuldade em saber se o animal possui de fato uma consciência é uma questão tão antiga quanto a própria humanidade. O homem jamais gastou tanta energia e jamais demonstrou tanta vontade quanto para se soltar de sua hipotética condição animal e, paradoxalmente, jamais conseguiu se separar daquele que foi o companheiro de toda a civilização humana. Esse elo ancestral que fascina pensadores de todos os tipos, sejam eles filósofos, cientistas ou até mesmo teólogos, legou uma literatura abundante, por vezes milenar, sobre o assunto da consciência animal, ponto principal que nos preocupa aqui. O animal sofre? Ele pensa? Pode refletir? Pode sentir emoções? Está consciente da morte – ou de sua morte?

Entre os povos primitivos – no sentido de “primeiros”, e não de “subdesenvolvidos” – o animal possui, se não uma alma, ao menos uma mente. É algo inconcebível para esses povos que o animal não seja um ser pensante. Estes seres misteriosos de pêlos, penas ou escamas dão prova de tal inteligência e tanto fascinam por suas aptidões que perturbam o homem em sua natureza mais interior e mais sagrada num magnífico elo místico por natureza.

Entre os gregos antigos, essa questão da consciência fascinava e animava os debates filosóficos, causando até mesmo repercussões sociais. Logo, era necessário definir o animal para saber quem era o homem, um não podendo existir senão se comparado com o outro, o que levou certos autores a escrever que “sem os animais, o mundo não seria humano”. Essa dicotomia profunda entre humanidade e animalidade tem sua fonte naquela época. Procura-se diferenciar de maneira absoluta o homem da besta, a civilização da barbárie e a “humanidade” daquilo a que chamaremos de “animalidade”.

As regiões monoteístas acentuarão por sua vez essa tendência sacralizando o homem sem levar em conta por vezes a Criação. Nenhum versículo, a não ser o do Gênese bíblico (Gn 1, 28), proporcionou tantas desculpas para os comportamentos mais inumanos para com os animais. Lá está dito de fato que “Deus os abençoou [Adão e Eva] e lhes disse: sede fecundos e prolíficos, cobri a terra e a dominai; subjugai os peixes no mar, os pássaros no céu e todos os animais que se movem sobre a terra”. Porém, muitas outras passagens insistem na sabedoria animal. Nessa concepção de sabedoria, a inteligência é absoluta: o animal nasce perfeito? Sim, de acordo com os jesuítas, que inventaram a expressão “de instinto”, para não dizer que o animal era inteligente, ou – suprema blasfêmia – consciente. E sim também de acordo com René Descartes, rosacruz que, querendo devolver ao homem seu justo lugar numa Europa inquietante e inquisitória, tentou mais uma vez efetuar a comparação, desta vez de ordem metafísica: o homem é o pensamento, originando a palavra articulada.

Descartes não compreendia bem o furor contra sua concepção dos “animais-máquinas”, que ele regularmente corrigiu ao longo de suas “objeções”, percebendo a imprecisão que envolvia sua teoria. Em outras palavras, para ele o animal tinha uma inteligência corporal e não-reflexiva – isto sob influência da poderosa igreja romana, que havia desposado a concepção de Aristóteles no nível de uma alma tripartida (nutritiva, sensitiva, reflexiva). Apenas a nutritiva e a sensitiva animariam os animais, perfeitos autômatos de Deus. Numa carta datada de 5 de fevereiro de 1649, ele chegou a escrever o seguinte: “Todavia, ainda que, como uma coisa demonstrada que não saberíamos como provar, haja pensamentos nas bestas, não creio que se possa demonstrar o contrário, pois o espírito humano não pode penetrar o coração delas”.

Os partidários acirrados de Descartes, como Malebranche por exemplo, castraram as mentalidades ocidentais quanto aos animais ainda mais do que o fez a própria filosofia, pois seus defensores irão ainda mais longe. No furor dogmático do sagrado que reinava na época, acabar-se-á por afirmar que apenas a alma reflexiva existe. Consequentemente, os organismos de toda a Natureza são rebaixados ao plano de autômatos, certamente sutis, mas ainda assim autônomos, desprovidos de qualquer forma de alma – em outras palavras, de pensamento ou de mente. Esta concepção redutora, amplamente difundida pela Igreja por razões teológicas (pois resvalou-se no “Homem-máquina”), justificará de alguma forma as piores crueldades infligidas ao mundo animal.

Charles Darwin será o primeiro a de fato lançar a pedra na lagoa ao publicar, no século XIX, diversas obras nas quais as observações comportamentais que ele fará quanto aos animais causarão uma reviravolta nas relações que o homem podia ter com o animal até então. O período industrial rebaixa ainda mais o animal à categoria de objeto para justificar sua exploração e a vivisseção. Veremos nascer as primeiras sociedades de defesa dos animais na Inglaterra. Infelizmente, o dogma lançado por nossa modernidade, não-passível de discussão e ainda tenaz em nossos dias, permanece: apenas o homem possui uma alma no sentido espiritual ou psicológico do termo, apenas o homem pensa, apenas o homem é capaz de reflexão, de altruísmo, de moral, de amor, de sentido de sagrado… Essa breve recapitulação histórica era necessária para que compreendêssemos um pouco que fosse da relação tumultuada que o homem sempre manteve com o reino animal.

O assunto da consciência animal deve ser abordado com extrema prudência, inicialmente porque é difícil dar uma definição de consciência por si mesma, e também porque a consciência nos organismos vivos tem essa particularidade de se encaixar à moda das matrioshkas russas. Para termos uma imagem concreta disso, os cientistas reconhecem no homem a existência de um cérebro reptiliano e de um cérebro mamífero. Um será mais ligado aos instintos e o outro às emoções.

Nesse contexto, o termo atualmente muito empregado de “animalidade”, pressupostamente destinado a ser a contraparte do termo “humanidade”, deve ser utilizado com circunspecção. De fato, isso pode redundar em considerar que a animalidade reúne em seus extremos todas as formas de vida e de consciência animal e as põe em pé de igualdade. Nesse caso, coloca-se no mesmo patamar, na escala da consciência, uma ostra e um chimpanzé… É necessário prudência, pois generalizações não podem ser feitas. Quanto mais a consciência se refina em suas manifestações, mais difícil será se esquivar das generalizações, pois se haverá de convergir insensível e invariavelmente para o conceito de “Indivíduo”.

Assim sendo, somos mais sensíveis – é fato – aos animais biologicamente mais próximos a nós. Talvez seja também por essa razão que, quando falamos de animais, o homem é naturalmente levado, por fenômeno de empatia, a se representar como um mamífero, assim como um cão, um gato, um cavalo, um elefante ou um leão, e muito mais raramente como um réptil ou um peixe. Desse modo, e a fim de estabelecer balizadores para guiar esse estudo, referiremo-nos regularmente ao “animal” no sentido geral do termo. Contudo, será preciso termos em mente a extrema multiplicidade de formas que isso pode assumir, pois veremos que certos animais, por mais simples ou pequenos que sejam, encerram um tanto de surpresas para uma pessoa de espírito aberto.

A primeira questão que poderia ser feita é sobre o sofrimento animal e que forma este sofrimento pode ter. Durante muitíssimo tempo, era costumeiro pensar que o sofrimento era submetido ao pensamento. O Ocidente, como vimos, tendo recusado o pensamento ao animal, recusou-lhe também ao mesmo tempo a sua capacidade de sofrimento. Citávamos Malebranche, e é ele quem manifesta a concepção mais redutora e a mais desumana. A história relata que um homem se indignou ao ver Malebranche bater numa cadela grávida e foi interpelá-lo. Malebranche lhe respondeu que os gritos emitidos pelo animal eram apenas um mecanismo dos órgãos e do ar e que era absolutamente pueril considerar o sofrimento animal como um sofrimento real. Como agora sabemos, o sofrimento é conduzido pelo sistema nervoso e, ainda que o pensamento não esteja totalmente excluído do processo, ele não desempenha o papel absoluto que se acreditava. Assim, é preciso que levemos em consideração que todo animal dotado de sistema nervoso é capaz de sofrer. É impossível negar essa evidência científica. É preciso no entanto levar em conta igualmente o grau de sofrimento.

Alguns insetos, como por exemplo o lucano (espécie de escaravelho), munido de impressionantes defesas, quando em combate com outros machos por vezes têm a cabeça decapitada: os dois segmentos do animal – a cabeça separada do tronco – são ainda capazes de viver independentemente um do outro durante mais de uma semana. Podemos também elencar certos vermes que, cortados em dois, originarão dois indivíduos; ou ainda a raposa que, pega numa armadilha, não hesitará em roer sua pata de modo a seccioná-la e se livrar da emboscada… Estas situações, incríveis do ponto de vista humano, não excluem o sofrimento, mesmo que esses animais sobrevivam às mutilações.

Mas qual é fundamentalmente o papel do sofrimento? Ainda que isso pareça paradoxal, ele protege o corpo orgânico, suporte da vida. É um ferrão que indica o umbral que não deve ser cruzado para a preservação do corpo físico. E com que objetivo? Na filosofia rosacruz, a vida em geral e as diferentes formas de existência em particular acumulam experiências para perfazer a expressão de uma consciência cada vez mais ampla. Para tanto, é preciso que admitamos uma forma de memória, e essa memória se produz em ligação com o presente através do pensamento. Existem memórias rudimentares, outras mais elaboradas, e talvez mesmo uma forma de memória ou de inteligência mais sutil que poderíamos evocar, no que se refere ao instinto.

O pensamento no animal não é mensurável em estrito senso da mesma forma como o é no humano. Alguns cientistas medem o pensamento em microvolts… Isso porém não revela informações sobre seu conteúdo. O mesmo ocorre com o animal. Tentar compreender o animal unicamente segundo os critérios do pensamento humano é um verdadeiro caminho para aquilo que alguns tanto condenam: a antropomorfização, ou seja, a projeção dos afetos humanos sobre os animais. Wittgenstein escreveu a esse respeito: “Se um leão falasse, não poderíamos compreendê-lo”. Os gregos já refletiam sobre a eventualidade de o animal formular uma representação do mundo que lhe seja própria. Para essa representação do mundo, virtual ou abstrata, salientamos, é preciso uma determinada forma – ainda que elementar – de reflexão.

Ora, essa faculdade que pensávamos até aqui ser propriedade exclusiva do homem e de alguns mamíferos superiores está espalhada bastante amplamente pelo mundo animal. Um dos exemplos mais chocantes é o de um animal que acompanha o homem há milênios – e não é o cachorro, o gato ou o cavalo, que poderíamos todos evocar longamente –, mas um que nos acompanha de forma muito mais modesta: a abelha. Os trabalhos de Frisch, comentados por Sir John Eccles, são a esse respeito interessantes sob todos os ângulos. Ele não apenas pôs em evidência a existência de uma linguagem simbólica entre as abelhas, executada com a ajuda de uma dança que informa as outras abelhas quanto à presença de uma fonte de alimento, à distância e à direção em que esta se encontra, como também ressaltou outro fato menos conhecido e que servirá aqui ao nosso propósito: o enxameamento.

Quando o enxame é formado e as abelhas buscam um local para abrigar a colônia, várias delas partem para explorar as cavidades, grotas ou outros endereços suscetíveis de lhes oferecer um abrigo confortável, próximo às fontes de alimento, em que haja incidência de sol, umidade e que esteja a salvo dos predadores. Quando as abelhas regressam, elas executam a famosa dança destinada a informar suas congêneres. Fato extraordinário é que é preciso uma unanimidade para que o enxame se desloque e, para tanto, é necessário que as abelhas façam uma escolha. Para complicar a situação, acontece de algumas delas não estarem de acordo, cada qual dançando para o endereço que encontrou. Nesse caso, cada abelha se desloca até o outro local para inspecioná-lo e verificar se ele é mais acolhedor do que o seu. Algumas vezes ela insiste e outras vezes muda de ideia. A abelha dá prova de representação, de comunicação simbólica, de comparação, de reflexão e, por fim, de escolha. Lembremos que a abelha possui apenas alguns milhares de neurônios, comparados aos bilhões de um cérebro humano…

Essa consciência nascente do mundo animal é fácil de se identificar entre os animais sociais, e ainda mais entre os mamíferos. A vida em sociedade exige que cada qual encontre seu lugar e isso só pode se fazer evidentemente numa relação com um novo conceito. Esse tipo de organização é uma mão estendida à consciência para uma nova progressão no animal, pois ela incita a considerar o outro e a cooperar com ele para a coesão e a sobrevida da microssociedade estabelecida. Dessa necessidade nascerá a empatia – a capacidade de se colocar no lugar do outro e imaginar o que ele sente. Este é o caso, agora reconhecido, dos grandes símios, dos elefantes, dos golfinhos e muito provavelmente das baleias. Essa empatia oferece numerosas vantagens à consciência animal, originando muitos exemplos de altruísmo, o que oferece aos filósofos debates suficientes sobre a moral e a ética entre os animais. Assim, as leoas tomam conta das mais idosas entre elas, caçando em seu lugar e chegando até mesmo a pré-mastigar a comida para aquelas cuja dentição já esteja muito desgastada. Encontramos esse comportamento entre os cavalos selvagens, entre os elefantes que tomam conta de seus semelhantes mais fracos ou dos que foram mutilados, e ainda em muitos outros casos…

Esse tipo de comportamento não oferece portanto nenhuma explicação puramente evolucionista satisfatória. Na filosofia rosacruz, o altruísmo é um atributo potencial de certo grau de consciência, que aqui os animais possuem. A empatia porém oferece também, em estado embrionário, a consciência de si e de se fazer escolhas. Ora, revela-se que, como dizíamos, esse altruísmo é potencial e só se desenvolve ao ser solicitado. A capacidade de imaginar aquilo que o outro pode sentir também possui um lado contrário…

Para ilustrar isso, citaremos os chimpanzés, que são extremamente hierarquizados. A luta pelo poder preocupa o conjunto da comunidade, originando coalizões que se estendem por vezes durante vários anos. O chimpanzé é agitado e por vezes muito agressivo, sendo capaz de chegar a cometer uma morte premeditada. Assim, Jane Goodall, primatologista célebre mundialmente, fez nos anos 1980 a seguinte observação, que ela hesitou em tornar pública, tamanha a perturbação que ela lhe provocou:

Chimpanzés patrulhavam e velavam ciosamente pelo território de sua colônia. Um dia, um casal de chimpanzés estranhos à comunidade, tendo penetrado na zona proibida, foi violentamente agredido. A fêmea conseguiu escapar, refugiando-se no alto de uma árvore. O macho foi morto sem cerimônias. Esta foi a primeira vez em que o homem constatou no meio animal uma “deformidade” das especificidades “humanas”: o assassinato. E para perfazer a situação, atraído pelo ruído do tumulto, o macho dominante, vendo a fêmea, manifestou-se ruidosamente. Esta, descendo da árvore, fez o gesto de amizade e de submissão e tentou um abraço de reconciliação. O macho dominante se afastou violentamente dela e, tomando uma folha de árvore, raspou precisamente o local em que havia sido tocado pela fêmea desconhecida… Uma primeira forma de hostilidade? A fêmea porém, após diversas tentativas, foi finalmente admitida no clã e não foi morta. Quando a consciência se afina, como no caso dos macacos, a escolha se impõe a nós.

Terminaremos esse estudo com a consciência da morte entre os animais e o possível nascimento do sagrado entre eles. Por muito tempo também, e porque o homem honra seus mortos por meio de rituais fúnebres, pensou-se que o homem era capaz de perceber essa mudança de estado que é a morte. Mais uma vez a observação atenta dos animais revelou o contrário. Quais são as razões que levam uma gazela a fugir de um leão? Seria simplesmente instintivo ou porque ela seria capaz de pressentir sua morte iminente? De fato, é difícil responder essa pergunta. Foi observado que, muitas vezes, gazelas se amontoavam, arriscando suas próprias vidas, parecendo fascinadas em contemplar um leão devorando uma de sua espécie.

Todavia, a percepção da morte como mudança de estado existe entre muitos animais, e especificamos mais uma vez que isso não ocorre unicamente entre os mais evoluídos. As formigas, por exemplo, possuem no formigueiro uma câmara especial na qual depositam os cadáveres de suas congêneres. Não há cultos observáveis, mas qual seria portanto o interesse evolutivo de se conservar os cadáveres? Por que não se livrar deles no exterior do formigueiro? Os elefantes acompanham seus mortos e conhecem um ritual fúnebre particularmente emocionante. Os macacos também fazem rituais e cobrem o corpo com galhos. As baleias ajudam até o último suspiro as suas congêneres no fim da vida e as mantêm na superfície. Destacamos assim a grande emoção sentida pelos animais sabendo da morte de seu mestre, indo até a tumba e por vezes mesmo deixando-se morrer também.

Tratamos até esse momento da morte do outro. Mas poderia o animal ser consciente de sua própria morte? Para responder essa pergunta seria necessário que penetrássemos a mente de um animal. Isso é materialmente impossível, contudo através da linguagem isso poderia ser concebível. No momento, os únicos animais capazes de se comunicar com o homem por meio de uma linguagem comum, a linguagem americana de sinais, são os grandes símios. O caso que nos interessa aqui é o de Koko, um gorila apaixonado por gatos ao qual foi ensinada a linguagem dos sinais. Eis o que Koko respondeu quando lhe fizeram perguntas sobre a morte:

Pergunta: “Para onde vão os gorilas quando morrem?”
Koko: – “Confortável – buraco – adeus”.
P.: “Quando morrem os gorilas?”
Koko: – “Preocupações – velhos”.
P.: “Como os gorilas se sentem quando morrem? Felizes, tristes, amedrontados?”
Koko: – “Dormir”.

Este não é o único caso espontâneo conhecido que possa deixar presumir a consciência da morte num animal: é também conhecido agora o do gorila-de-dorso-prateado Michael, órfão que foi criado com Koko. Perguntado sobre sua mãe, ele evocou a lembrança que tinha do seu massacre por caçadores na floresta africana quando era bebê, explicando: “desordem-[para]-carne-gorila, fazer careta-batalha, gritar-de-dor, tumulto-ruidoso, terror-mágoa-enfrentar-fazendo careta, cortar-o-pescoço, boca-mãe-[ficar]-aberta” (tradução aproximada da ASL – Linguagem Americana de Sinais). Relata-se por outro lado que quando os caçadores africanos penetram uma floresta e se deparam com uma mãe chimpanzé com seu filhote, caso o homem esteja armado, ela coloca espontaneamente o pequeno à sua frente: estaria ela consciente do perigo de sua morte e, caso estivesse, esperaria a compaixão do caçador? Se for este efetivamente o caso, então as emoções que ela evoca são as mesmas no chimpanzé e no homem.

Essa proximidade emocional partilhada com os animais nos conduz irremediavelmente à questão do sagrado. É bastante extraordinário ver que certos animais, como os ursos por exemplo, ou os grandes símios, permanecem por horas diante de um pôr-do-sol ou de uma belíssima paisagem, igualmente hipnotizante para o homem. Esses animais possuiriam uma noção de estética? Essa contemplação produziria na consciência animal uma intensa emoção de beleza? Esse breve momento de harmonia exterior convocaria a harmonia da consciência interior a se manifestar?
Muitos pontos diferentes foram abordados nesse texto, porém há outros que mereceriam ser ditos ou salientados. Muitos de nós certamente vivenciamos momentos intensos com os animais e deles temos compreensões distintas. Cada qual é livre para formar suas opiniões a esse respeito.

“Olha teu cão nos olhos e não poderás afirmar que ele não tem alma”.

(Victor Hugo)

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Fonte: www.floraisecia.com.

Chakras do gato.

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CHAKRAS PRINCIPAIS DO GATO

O gato por ter Doze Chakras Principais, pode ser um veículo para “aspirar” energias negativas do ambiente. Por esse motivo precisa de tantas horas de sono por dia – para repor, refazer as energias perdidas.
“Estudos de laboratório em animais de zoológico e selvagens revelam que a quantidade de sono não está relacionada à classificação taxonômica (de acordo com a história evolutiva) dos animais: o período de tempo de sono dos diferentes primatas se sobrepõe extensivamente ao dos roedores, que se sobrepõe ao dos carnívoros, e assim por diante nas várias ordens de mamíferos. Se a correspondência evolutiva não determina o tempo de sono, então o que o faz?
A extraordinária resposta é que o tamanho é o maior determinante: animais de grande porte simplesmente necessitam dormir menos. Os elefantes, as girafas e os grandes primatas (como os humanos) requerem relativamente pouco sono, enquanto ratos, gatos e outros animais pequenos passam a maior parte do tempo dormindo. A razão está aparentemente relacionada ao fato de animais de porte pequeno apresentarem valores metabólicos mais altos e temperaturas corporais e cerebrais mais altas que animais de grande porte. E o metabolismo é uma ação confusa que gera radicais livres – produtos químicos extremamente reativos que danificam ou até matam as células. Altas taxas de metabolismo, portanto, provocam um prejuízo maior às células e aos ácidos nucléicos, gorduras e proteínas neles contidas.
Os danos por radicais livres aos vários tecidos do corpo podem ser tratados pela substituição das células comprometidas por outras novas, produzidas pela divisão celular; porém a maior parte das regiões no cérebro não produz um número significativo de novas células após o nascimento. O hipocampo, envolvido com o aprendizado e a memória, é uma exceção importante. O baixo índice do metabolismo e a temperatura do cérebro registrados durante o sono não REM aparentemente proporcionam uma oportunidade para recomposição do dano causado durante a vigília. Por exemplo, as enzimas normalmente ocupadas com a manutenção podem ser direcionadas para o reparo. Ou enzimas velhas, elas mesmas já alteradas por radicais livres, podem ser substituídas por outras recém sintetizadas e estruturalmente perfeitas”. “Porque dormimos” por Jerome M. Siegel.
As glândulas do gato são muito semelhantes em termos de localização às do cão. Não existem mais glândulas. Pelo fato de haver mais Chakras, pode-se perceber que o gato é um ser energético especial.
Os Chakras Cardíacos fazem um triângulo. Um dos pontos (verdes) está perto do Coração, outro do Timo e outro da Medula Dorsal.
Pontos Amarelos – o mais dorsal está na região do rim e um pouco do pâncreas.
Ponto Branco: ali fica o Plexo Braquial que é uma encruzilhada de nervos, linfonodos e vasos sangüíneos.
O gato possui:
1- Um Chakra Básico;
2- Um Chakra Sacral;
3- Dois Chakras do Plexo Solar;
4- Três Chakras Cardíacos;
5- Dois Chakras Laríngeos;
6- Um Chakra do Terceiro Olho;
7- Um Chakra Coronário;
8- Um Chakra Braquial; esse chakra foi descoberto pela terapeuta de animais Margrit Coates. Está localizado em cada lado do pescoço, abaixo do ombro.
Pode-se acessar todo o campo energético do animal rapidamente, colocando a mão sobre esse Chakra. Anatomicamente esse Chakra acessa o Plexo Braquial de Nervos, uma importante rede de inervação da cabeça, pescoço e peito.
Por ele também se pode acessar todos os outros Chakras, o que é útil no tratamento de um animal muito nervoso que não tolera ser tocado em qualquer outro lugar.
Em animais muito sensíveis pode-se fazer o tratamento somente pelo contato com esta área.
O Corpo Etérico, que rodeia o corpo dos animais, está situado muito perto do corpo físico, e é composto de uma matriz de energia – ele segue a mesma forma que o corpo do ser humano/animal, e é o projeto para o corpo do ser humano/animal.
Os Chakras, e o Corpo Etérico podem ficar bloqueados, o que afeta a entrada de força de vida e determinados centros de energia.
A doença é geralmente percebida nos corpos sutis antes de se manifestar no corpo físico – os centros de energia, e o campo bioelétrico já mostrarão sinais de fraqueza, blocos ou rombos de energia.
A Medicina Ocidental passa muito tempo tratando o corpo – porém o tratamento com a Medicina Vibracional é muito importante, como prevenção.
Martha Follain
http://www.floraisecia.com.br

Cão comunitário de Nova Friburgo ganha família após enchente na região; conheça a história de carinho do pet.

Pet com comportamento arredio encontrou novo lar e vive cheio de amigos e carinho. Confira!

Infelizmente, ainda é comum ver cãezinhos abandonados pelas ruas das cidades, mas um deles ganhou destaque e chamou atenção dos moradores de Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro: o Lobinho. O animal de grande porte e extremamente bonito viveu por aproximadamente 10 anos pelas rua, conhecido como um frequentador assíduo da Avenida Alberto Braune, uma das principais da cidade. Apesar da sua beleza logo chamar atenção de quem passava pelo local, o temperamento, por vezes arisco e não muito sociável, não ajudava nas muitas tentativas de adoção do pet, que sempre escapava e voltava para as ruas.

Diferente da maioria dos animais de rua, no entanto, Lobinho sempre teve uma relação especial com os moradores de Nova Friburgo, que o adotaram como o “cão comunitário” e se dividiam entre tarefas como dar banho, alimentar e cuidar da saúde, além de encontrar abrigo em uma agência bancária, onde os funcionário permitiam sua permanência. Foi a tragédia que atingiu a região em 2011 que mudou por completo a vida do cãozinho. Durante a enchente, uma comerciante se solidarizou com os pets que viviam na rua e resolveu fazer o possível para ajudá-los.

“Na madrugada da tragédia, quando estávamos em nossa loja tentando salvar as mercadorias da enchente, acabamos percebendo o desespero desses cães que frequentavam a rua, sem saber o que fazer. Acabamos abrigando três cães no segundo andar da loja, e por fim vimos que o Lobinho também estava em apuros. Após várias tentativas, conseguimos prendê-lo numa corda – o que não foi fácil, por seu temperamento e também por ele estar nervoso com a situação – e acabamos levando-o conosco pro nosso apartamento, aonde ele passou a noite abrigado”, contou o casal Claudia Lessa Cereja, comerciante e Frank Frossard Sanglard, engenheiro e professor. No dia seguinte, no entanto, Lobinho voltou para as ruas, mas desta vez com mais dois novos amigos.

Mobilização da população ajudou Lobinho a encontrar novos tutores

O “porto seguro” de Lobinho continuou sendo a agência bancária por mais algum tempo, até que um cliente reclamou da permanência do cãozinho, alegando ter sido atacado. “A agência pediu para a prefeitura que o recolhesse ou ‘desse um jeito’ nele. Esta informação mobilizou um grande número de pessoas em relação à causa ‘Lobinho’, para que não fosse eutanasiado nem enviado para um abrigo”, contou o casal Claudia e Frank. Foi então que um jovem da região teve a ideia de criar uma página no facebook para ajudar o amado cãozinho. O perfil “Lobinho, o cão comunitário de Nova Friburgo”, já conta com mais de 2 mil seguidores mobilizados com sua história.

Com medo do que aconteceria com Lobinho, os seguidores da rede social se uniram para procurar um abrigo temporário para o cãozinho. O casal Claudia e Frank, que já haviam cuidado do pet anteriormente, resolveram abrir mais uma vez a porta da sua casa. Mas dessa vez tudo foi diferente: eles se apaixonaram pelo cachorrinho e nunca mais o deixaram ir embora. “A intenção era apenas abrigá-lo por uns dias, pois já tínhamos feito isto na tragédia, e o que aconteceu foi que, na verdade, encontramos os melhores adotantes para o Lobinho dentro de nossa casa: nós mesmos”, contaram.

Casal afirma que Lobinho está mais amável e feliz em novo lar

Provando que tudo que faltava em sua vida era um lar cheio de amor e carinho, Lobinho logo se estabilizou em sua nova casa e hoje não apresenta mais comportamento arredio e se tornou um pet bem mais sociável, convivendo bem com o casal e até mesmo mantendo sua ótima relação com os amigos que fez pela cidade de Nova Friburgo. “Fomos conhecendo seus hábitos, pois resolvemos mantê-los para que não deprimisse, como encontros com amigos na rua, lugares que frequentava e frequenta até hoje, pessoas que o alimentavam e que fazemos questão de deixá-lo em contato até hoje, em visitas e encontros semanais”, afirmou o casal Claudia e Frank.

O novo comportamento do cãozinho, mais alegre e sociável, influenciou até mesmo na escolha de seu nome. Logo que foi adotado, o pet mais famoso de Friburgo respondia por diversos nomes, como: General, Napoleão, Delegado, Playboy. O preferido dos novos tutores, no entanto, foi Lobinho, já que o pet gosta de uivar como um lobo quando está muito feliz, coisa que faz com uma frequência ainda maior atualmente. “Hoje posso dizer que o Lobinho adora a sua vida, pois não perdeu as referências do passado. E também posso dizer que ele é um dos cães mais amorosos, carinhosos e fiéis que já tivemos”, contaram os novos tutores do cãozinho comunitário.

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Fonte: Msn.

Museu do Gato em Moscou.

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Fundado em março de 1993 pelo casal Andrei Abramov e Ekaterina Efimova, o Museu dos Gatos de Moscou procura reunir tudo o que estiver de alguma maneira ligado ao tema “gato”, na arte ou na vida. Sua versão on line mostra um pouco do acervo que o casal reuniu, divididos por temas como “olhos de gato”, “gatos e crianças”, “gatos engraçados” etc. Um lugar simpático.

 VALE SUPER A PENA: Visita virtual ao museu:http://www.moscowcatmuseum.com/eng/

Fiz um passeio virtual e conferi um arsenal vasto de temas e telas sobre essa temática tão encantadora e enigmática, que é o gato. Vale conferir e voltar sempre!


Amei essa fotografia, entre outras, com o fator de dimensão e gigantismo das formas, com algo tão simples e funcional: um vaso com erva de gato em forma de casa. A mesma me remeteu para a infância, momento em que sonhava ao assistir a minha série predileta, Terra dos Gigantes.

NATUREZA MÁGICA Conheça Honey Bee: a gata cega que adora caminhar nas montanhas.

A gata da imagem se chama Honey Bee. Ela é completamente cega, mas não parece se incomodar nem um pouco com isso: Honey é uma aventureira e um exemplo de superação. Sua atividade favorita é fazer trilhas pelas montanhas e passear com sua família. As informações são do portal Gatinho Branco.

Foto: Divulgação

Ela foi adotada por um casal de Seatle (EUA) em Fiji, onde estava sob os cuidados da ONG Animals Fiji e sempre gostou de explorar os arredores. Mas como não era seguro deixá-la solta na cidade grande, sua família começou a ensiná-la a passear com uma coleira peitoral. As explorações de Honey não pararam no quintal da residência, foi mais longe e chegou às montanhas.

Foto: Divulgação

Trilhas em caminhos montanhosos são o sonho de qualquer gato, mas para uma pequena cega como ela o mundo de sons e cheiros da natureza é completamente mágico.

Foto: Divulgação

Quando não está se aventurando, Honey Bee divide a casa com outros quatro gatos especiais e outros gatos e coelhos que a família abriga temporariamente até encontrarem um lar.

Foto: Divulgação

Após adotar Honey, os tutores da gata decidiram abrir uma lojinha online de camisetas para ajudar a ONG de Fiji, que resgatou Honey e muitos outros animais especiais. Todos os produtos são entregues no Brasil. Para acessar é só clicar aqui.

Foto: Divulgação

Novidades da ULA, União Libertária Animal.

Selecionamos 5 notícias para você ficar por dentro e atuante da causa animal. Confira!

1. Os 10 livros de Direitos Animais que você precisa ler

Listamos nossa lista de livros prediletos sobre Direitos Animais. Veja aqui a lista.

2. 10 explorações de animais para turismo que brasileiros costumam apoiar

Muita gente acaba por financiar exploração de animais no turismo por não saber dos maus tratos que ela envolve, ou por acreditar do discurso panfletário dos guias do próprio local! Veja aqui quais são e boicote Se posicione contra.

3. Inusitada campanha de carnaval pela esterilização

Campanha está sendo vinculada no facebook (gatos / cães) e twitter.

4. A prótese do golfinho Winter e a nossa inocência emotiva explorou animais e lucrou milhões.

Saiba a verdade por trás disso aqui.

5- Cavalos continuam sendo escravizados na Ilha do Medo.

Cavalos continuam sendo escravizados para turismo na Ilha de Paquetá. Prefeitura do Rio de Janeiro se omite diante de tantos crimes de maus tratos. Veja imagens atualizadas e acompanhe aqui.

EXTRA:

Assista Cowspiracy online!

Assistimos a esse novo documentário ambiental e nos surpreendeu muito de forma positiva! Você pode assistir online com legendas em portuguêsaqui.

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Campanha de prevenção no carnaval é feita para cães e gatos‏.

Carnaval é época para campanhas pontuais relacionadas ao uso de preservativos para a prevenção de doenças e gravidez não planejada. Pensando nisso, a União Libertária Animal, grupo de direitos animais da zona oeste do Rio de Janeiro, criou a campanha “Castra o bichinho, castra, por amor.”, lembrando que nós humanos usamos preservativos, mas cães e gatos não. Sendo assim, a esterilização é a melhor forma de evitar doenças, superpopulação e abandono para eles.

Um dado interessante colocado na campanha é que o bloco de carnaval mais antigo do Rio, o Cordão do Bola Preta, reúne mais de 2 milhões de foliões em um dia. Parece um número bem alto, né. No entanto, em uma comparação assustadora, há um número triste e alarmante de mais de 20 milhões de cães morrendo abandonados nas ruas e abrigos só no Brasil. Não pro eutanásia, mas por omissão. Tem como não ver a necessidade do controle de natalidade e adoção para preservar vidas? Adote e esterilize.
A campanha acompanha um link informando os 12 motivos para esterilizar cães e gatos: http://bit.ly/1EDoN2P 
No Rio de Janeiro há esterilização gratuita pela SEPDA em diversos postos. A cirurgia poe ser agendada pela internet. http://www.rio.rj.gov.br/web/sepda/exibeconteudo?article-id=130799
Por Dani Miranda, ULA União Libertária Animal.
carnaval gato (1)
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