FITOTERÁPICOS UTILIZADOS NA MEDICINA VETERINÁRIA, EM CÃES E GATOS.

Dos métodos utilizados em terapia na Medicina Natural,
a fitoterapia é, sem dúvida, um dos mais antigos. Dele
já lançava mão o homem pré-histórico, que aprendeu, como
os animais, a distinguir as plantas comestíveis daquelas
que podiam ajudá-lo a sanar suas moléstias (YWATA et al,
2005).
A fitoterapia constitui uma forma de terapia medicinal
que vem crescendo, notadamente, nestes últimos anos,
tanto que, atualmente, o mercado mundial de fitoterápicos
gira em torno de aproximadamente 22 bilhões de dólares
(YUNES et al, 1999).
Até bem pouco tempo, as indústrias farmacêuticas
não valorizavam nem investiam em extratos de plantas medicinais.
Os preconceitos que cercava os produtos fitoterá-
picos ainda existem, hoje em dia, mas já se podem observar
mudanças neste conceito. O preconceito aumenta devido
ao uso indevido e sem conhecimento de ervas medicinais
(BOBANY, 2006).
Como a utilização de fitoterápicos em humanos já é
bastante difundida, neste trabalho, através de levantamentos
bibliográficos, vamos abordar o uso de fitoterápicos de
interesse em Medicina Veterinária, comprovando, assim, a
possibilidade de seu uso nesta terapêutica.
Apenas 1% do mercado de fitoterápicos, no País, é
voltado ao segmento veterinário. Porém, é o setor que
mais cresce – cerca de 25% ao ano. Hoje, os fitoterápicos
já representam 6,7% do mercado total de medicamentos
(QUINTELA, 2004).
Em busca da diminuição de efeitos colaterais provocados
pela alopatia e no anseio de técnicas mais personalizadas,
donos de animais de estimação já encontram no
mercado produtos alternativos e profissionais gabaritados
na área da Medicina Veterinária (MOLIN, 2006). Por ser uma
Medicina Alternativa, a fitoterapia pode ser uma opção do
veterinário, ao escolher entre o remédio alopático, o produto
fitoterápico, ou o uso concomitante dos dois (BOBANY,
2006).
As vantagens conseguidas no tratamento com plantas
medicinais são inegáveis. A excelente relação custo/benefício
(ação biológica eficaz com baixa toxicidade e efeitos
colaterais), deve ser aproveitada, uma vez que a natureza
oferece gratuitamente a cura para as doenças. Sua forma de
ação é um efeito somatório ou potencializador de diversas
substâncias de ação biológica suave e em baixa posologia,
resultando num efeito farmacológico identificável. O uso
de plantas medicinais para tratamento de doenças passou a
ser oficialmente reconhecido pela Organização Mundial da
Saúde (SOUSA, 2006).
Um veterinário experiente em fitoterapia vai, com
certeza, encontrar a planta certa para cada caso. Atualmente,
dispomos no mercado de laboratórios fitoterápicos
sérios, de qualidade comprovada que produzem produtos
fitoterápicos totalmente naturais, nas concentrações certas
de plantas cultivadas especialmente para servirem de
remédio. Também as farmácias de manipulação fornecem
os concentrados de plantas da mais alta pureza (BOBANY,
2006).
DOSAGEM EM MEDICINA VETERINÁRIA
A Medicina Veterinária, semelhante à Medicina humana,
emprega medicamentos nas várias formas e concentraFITOTERÁPICOS
UTILIZADOS NA MEDICINA VETERINÁRIA,
EM CÃES E GATOS
ANDRÉIA TIEMI OZAKI;
Endereço: Rua Profº Miguel Russiano n° 372
Vl. Aricanduva. CEP: 03502-030. São Paulo-SP.
Telefone: (11) 69418747 Celular: (11) 91363873
E-mail: andreia.ozaki@terra.com.br
PAULA DA CUNHA DUARTE
Endereço: Rua Cantagalo, nº 612 ap 21
Tatuapé. CEP: 03319-000. São Paulo- SP.
Telefone: (11) 61938596 Celular: (11) 74434444
E-mail: p.cduarte@yahoo.com.br
UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI – UAM.
Rua Dr. Almeida Lima, 1.134 – Brás.
CEP: 03046010. São Paulo – SP. Brasil.
Tel: 0800 0159020.
E-mail: http://www.anhembi.br18 Infarma, v.18, nº 11/12, 2006
ções para o tratamento de doenças, e os farmacêuticos são
frequentemente solicitados para manipular ou dispensar medicamentos
de prescrições de veterinários (ANSEL, 2005).
O cálculo da dosagem é geralmente baseado na sua
área de superfície corporal (BSA, body surface area). Embora
os métodos de cálculo sejam os mesmos, tanto para pacientes
humanos como animais, existem diferenças substanciais
nos níveis de dosagem de medicamentos e nos valores da
BSA, conforme demonstrado na Tabela 1 para a determina-
ção da BSA de cães e gatos (ANSEL, 2005).
Dose com base na área de superfície corporal
A BSA de um animal pode ser usada na determina-
ção da dose do medicamento. Tabelas específicas têm sido
desenvolvidas para a determinação da BSA de pequenos
animais (ANSEL, 2005). Para calcular a dosagem com base
na BSA, precisa-se substituir o peso do animal pelo valor
de BSA (em m2
) indicado na Tabela de conversão de peso
para área de superfície corporal para cães e gatos (ANSEL,
2005).
Por exemplo: A dosagem indicada de Cardo santo
para humanos é de 60mg/kg. Quanto eu usaria para um
cachorro de 10 kg?
Cão de 10kg = 0,46 m2
BSA
60mg/m2
x 0,46 m2
= 27,6mg
m2
Resposta: 27,6 mg
Tabela 1. Conversão de peso para área de superfície corporal para cães e gatos.
BSA = K x (peso corporal em gramas2/3) x 10-4
K = constante (10,1 para cães e 10,0 para gatos)
C Ã E S G A T O S
Peso Corporal (kg) BSA (m2
) Peso Corporal (kg) BSA (m2
) Peso Corporal (kg) BSA (m2
)
0,5 0,06 26 0,88 0,5 0,06
1 0,10 27 0,90 1,0 0,10
2 0,15 28 0,92 1,5 0,12
3 0,20 29 0,94 2 0,15
4 0,25 30 0,96 2,5 0,17
5 0,29 31 0,99 3 0,20
6 0,33 32 1,01 3,5 0,22
7 0,36 33 1,03 4 0,24
8 0,40 34 1,05 4,5 0,26
9 0,43 35 1,07 5 0,28
10 0,46 36 1,09 5,5 0,29
11 0,49 37 1,11 6 0,31
12 0,52 38 1,13 6,5 0,33
13 0,55 39 1,15 7 0,34
14 0,58 40 1,17 7,5 0,36
15 0,60 41 1,19 8 0,38
16 0,63 42 1,21 8,5 0,39
17 0,66 43 1,23 9 0,41
18 0,69 44 1,25 9,5 0,42
19 0,71 45 1,26 10 0,44
20 0,74 46 1,28
21 0,76 47 1,30
22 0,78 48 1,32
23 0,81 49 1,34
24 0,83 50 1,36
25 0,85
(ANSEL, 2005)Infarma, v.18, nº 11/12, 2006 19
DESENVOLVIMENTO
Distúrbios gastrintestinais
A gastrite crônica e aguda é uma doença comum nos
cães e gatos; sendo a crônica classificada com base nas
características histológicas, como o tipo de infiltrado in-
flamatório e a presença de fibrose, atrofia ou hipertrofia da
mucosa. A aguda, geralmente é uma afecção autolimitada
e suave que raramente justifica a confirmação com biópsia;
seu diagnóstico clínico é feito quando ocorre vômito agudo
sem causa aparente (BIRCHARD et al, 1998).
Corpos estranhos gástricos, vômitos, obstrução do
fluxo gástrico, distúrbios da motilidade gástrica, diarréia,
infecções virais e parasitas, protozoários do intestino e úlcera,
são também doenças gastrintestinais que comumente
afetam esses animais (BIRCHARD et al, 1998).
As plantas apresentadas possuem ação comprovada
no tratamento de algumas doenças gastrintestinais em cães
e gatos, porém, a maioria das informações são baseadas em
literatura humana, pois a literatura de ervas em veterinária
é relativamente rara. As doses foram calculadas, referente
ao peso humano citado na literatura e não são específicas
para dosagens veterinárias (BERSCHNEIDER, 2002).
A Aloe vera pode ser usada na constipação, mas é contra
indicada para obstrução intestinal e sobretudo para inflama-
ções intestinais. Ela também tem sido prescrita por ter atividade
imunoestimulante em feridas e potencialmente inibidor
da ciclooxigenase. O uso crônico pode resultar na deficiência
de potássio de acordo com a Comissão Germânica e monográfica.
Seus efeitos primários são laxativos. Extratos patenteados
são comercializados para minimizar esses efeitos em
feridas. Doses diárias de 0,3 a 0,4 mg/kg podem provocar
efeitos laxantes. Prescrições acima de 1500mg/kg desses extratos
patenteados têm sido administradas sem observação
de efeitos colaterais em cachorros (BERSCHNEIDER, 2002).
A casca do Sabugueiro tem propriedades diuréticas,
adstringentes, hemostática locais e cicatrizante. Já os seus
frutos são diuréticos. Em doses médias são laxantes e em
doses maiores têm ação purgativa. Deve-se estar atento,
pois quando o fruto está insuficientemente maduro, pode
causar diarréia (CUNHA et al, 2003).
As habilidades da Calêndula para obter a epitelização
e suas propriedades antiinflamatórias são potencialmente
usadas na cicatrização de lesões de úlceras gástricas, orais
e gastrite. A administração dessa droga é uma colher de
chá da erva em pó, num copo de água, quando necessário
(BERSCHNEIDER, 2002).
A Camomila tem ação antiespasmódica, antioxidante
e antibactericida; tem sido usada no tratamento de úlceras
intestinais e gástricas, gastrite e espasmos gastrintestinais,
assim como doenças inflamatórias intestinais. A dosagem
humana é de um copo, preparado como chá, ou seja, 3g de
camomila desidratada em 150 mL de água fervente. Doses
em pequenos animais devem ser proporcionais embora nenhum
efeito colateral tenha sido documentado na ingestão
de doses excessivas (BERSCHNEIDER, 2002).
O Gengibre é comumente usado para dispepsia e doenças
motoras, ele tem propriedade antiemética, ajuda na
secreção de saliva e sucos gástricos e é antiespasmódico. A
dosagem de 30 a 60mg/kg ao dia de sua raiz na água (chá)
é sugerida (BERSCHNEIDER, 2002).
O Hidraste apresenta propriedades antibacteriana,
antifúngica, adstringente e antigiardial. Tonifica as membranas
mucosas e melhora o tônus muscular do estômago
e intestinos, melhorando o apetite e a digestão; devido a
estes efeitos na tonificação muscular, seu uso durante a
gravidez deve ser cauteloso. Seu uso em pacientes ictéricos
é contra indicado. A dosagem sugerida é proporcional à
dosagem humana (BERSCHNEIDER, 2002).
O Alcaçuz contém muitos tipos de derivados e tem sido
usado em úlcera gástrica e gastrite. Ele tem propriedades
antiinflamatórias e colerética e pode diminuir a produção
de HCl, através de inibidores gástricos. Algumas referências
indicam potencial contra indicação em pacientes com distúrbios
estomacais ou insuficiência renal séria. Algumas outras
sugerem que o alcaçuz pode ser um protetor estomacal.
Cuidados são necessários. A dosagem sugerida é de 75 a 150
mg/kg (da raiz) ao dia (BERSCHNEIDER, 2002).
A Hortelã tem propriedades antiespasmódica, carminativa
e antibacteriana. Ela tem sido usada na prevenção de
náuseas e espasmos gastrintestinais e flatulências. A dosagem
indicada é de 1 a 2 gotas de óleo a cada 10 kg diariamente
misturada na comida ou na água (BERSCHNEIDER, 2002).
O Dente de leão é estimulante do apetite e diurético,
estimula o líquido biliar, dispepsia e possível flatulência.
Tradicionalmente, é usado no tratamento de doenças hepatocelulares
e contra indicado nos casos de obstrução do
ducto biliar e doenças colestáticas. Devido a seus efeitos
diuréticos, a hidratação dos pacientes deve ser monitorada.
A dose é 1 a 2 gotas de chá ou tintura a cada 10 kg, 3 vezes
ao dia (BERSCHNEIDER, 2002).
O Funcho ajuda na mobilidade gastrintestinal, é antiespamódico
em altas concentrações e usado no tratamento
de flatulências. A dosagem é de 50 a 100 mg/kg diariamente
(BERSCHNEIDER, 2002).
A Genciana é usada no tratamento para falta de apetite
e flatulência. Aumenta a salivação e secreção de sucos
gástricos, sendo contra indicado em úlceras gástricas e intestinais
e pode aumentar a secreção bronquial em alguns
animais. A dosagem é de 30 a 50 mg/kg diariamente (BERSCHNEIDER,
2002).
O Pisilium é indicado em distúrbios estomacais e
constipação e é usado também para diarréia. Dose diária
1,5 a 5 g (BERSCHNEIDER, 2002).20 Infarma, v.18, nº 11/12, 2006
O Sene é usado como laxante sendo contra indicado em
casos de obstrução intestinal. Doses diárias de 0,3 a 0,4 mg/kg
para os efeitos laxantes pretendidos (BERSCHNEIDER, 2002).
A Mil folhas têm propriedades antiespasmódicas, adstringente
e antibacteriana, e tem sido documentados seu
uso no tratamento da perda de apetite, dispepsia e espasmos
intestinais. A dosagem recomendada é 65 mg/kg ao dia
(BERSCHNEIDER, 2002).
O Mentrasto apresenta propriedades antiespasmódicas,
é usado no tratamento psicotrópico de gatos, ajuda no
tratamento da digestão, dispepsia e flatulência (BERSCHNEIDER,
2002).
A Cáscara sagrada é usada como laxante. Dosagem
indicada: 0,3 a 0,4mg/kg ao dia (BERSCHNEIDER, 2002).
A Linhaça é usada na constipação, gastrite, diverticulite
e enterite; contém muitas fibras e óleos. Ela deve ser
mantida refrigerada com ventilação mínima para preservar
os valores do óleo. A dosagem recomendada é de 1/4 à meia
colher de chá, 2 a 3 vezes ao dia (BERSCHNEIDER, 2002).
A Nogueira e o Ulmeiro menor são usados para diarréia
(BERSCHNEIDER, 2002). Recomenda-se usar a nogueira
quando não houver gastrite e úlceras gastroduodenais
(CUNHA et al, 2003).
A Picrorriza é usada no tratamento de problemas do
fígado e tratamento crônico de problemas nos brônquios
(BERSCHNEIDER, 2002). É hepatoprotetora e pode ser usada
como tintura ou extrato encapsulado (CUNHA et al, 2003).
O Cardo mariano é uma das mais antigas ervas medicinais
conhecidas. Possui efeito hepatoprotetor, antiinflamatório
e antifibrótico. Seus componentes não são solúveis
em água, portanto a erva deve ser encapsulada e extratifi-
cada. Nenhuma toxicidade tem sido relatada em humanos e
animais (BERSCHNEIDER, 2002).
A Urtiga e a Grama apresentam ação diurética e antiinflamatória,
porém a grama possui ainda uma ação ligeiramente
anti-séptica (CUNHA et al, 2003).
O Cardo santo é um digestivo amargo que também
pode estimular a secreção de sucos gástricos e saliva, é
usual no tratamento de dispepsia atônica e falta de apetite;
a dosagem diária recomendável é de 60 a 90 mg/kg de erva
seca (desidratada) (BERSCHNEIDER, 2002).
A catinga de mulata é usada no tratamento da falta de
apetite e é analgésica nos espasmos gastrintestinais. Dose
recomendada de 2 a 5 g por dia. Devido à sua toxicidade,
recomenda-se usar apenas medicamentos padronizados e
deve-se evitar a administração do óleo essencial (CUNHA
et al, 2003).
A Caiena ajuda na circulação do sangue, assim como
na secreção de muco e sucos gástricos e intestinais. Pode
ser usada como estimulante na má digestão e no tratamento
de flatulências (BERSCHNEIDER, 2002).
Cenoura crua ralada ou alho cru ralado (uma colher de
chá) misturados na comida, podem aliviar a constipação em
cães e gatos. Tal mistura pode ser usada algumas vezes. Durante
uma semana como preventivo, ou adicionar de meia
colher de chá a uma colher de sopa de farelo de trigo nas
refeições, enquanto necessário. Um pouco de leite, óleo de
oliva ou manteiga derretida também são laxantes para os
animais. Para constipação em gatos usa-se uma colher de
chá de farelo de trigo misturado com meia colher de chá de
manteiga. Também se usa cascas secas de frutas com água
como laxante (STEIN, 1993).
Na tabela 2 é apresentado um resumo das principais
plantas utilizadas no tratamento de problemas gastrintestinais,
seus nomes científicos, família botânica, nome popular
e qual a parte utilizada como fitoterápico.
Tabela 2. Plantas usadas para problemas gastrintestinais.
Nome Científico Família Botânica Nome Popular Parte Usada Ref.
Achillea millefolium L. Compositae Mil folhas Planta toda BERSCHNEIDER, 2002
ALONSO, 1998
Agropyron repens L beauv Poaceae Grama Rizoma e raíz VIEGI et al, 2003
ALONSO, 1998
Aloe vera L. Liliaceae Babosa Seiva das folhas BERSCHNEIDER, 2002
ALONSO, 1998
Berberis vulgaris L. Berberidaceae Uva espim Cascas do caule e raiz BERSCHNEIDER, 2002
ALONSO, 1998
Calendula officinalis L. Asteraceae Calêndula Flores, folhas e caule BERSCHNEIDER, 2002
ALONSO, 1998
Cnicus Benedictus L. Asteraceae Cardo santo Partes aéreas floridas BERSCHNEIDER, 2002
CUNHA et al, 2003
Capsicum annum L. Solanáceas Caiena Fruto fresco ou seco BERSCHNEIDER, 2002
ALONSO, 1998
Cassia angustifolia Leguminosae Sene Folíolos BERSCHNEIDER, 2002
ALONSO, 1998
Foeniculum vulgare gaert. Umbelliferae Funcho Sementes BERSCHNEIDER, 2002
ALONSO, 1998Infarma, v.18, nº 11/12, 2006 21
Gentiana lutea L. Gentianáceas Genciana Rizoma e raiz BERSCHNEIDER, 2002
ALONSO, 1998
Glycyrrhiza glabra L. Fabaceae Alcaçuz Raiz BERSCHNEIDER, 2002
ALONSO, 1998
Helleborns foetidus e odorus Ranunculaceae Heléboro verde Raiz VIEGI et al, 2003
ALONSO, 1998
Hydrastis canadensis L. Ranunculaceae Hidraste Raiz e rizoma BERSCHNEIDER, 2002
ALONSO, 1998
Juglans regia L Juglandaceae Nogueira flores VIEGI et al, 2003
CUNHA et al, 2003
Linum usitatissimum L. Linaceae Linhaça Semente e óleo de
semente
BERSCHNEIDER, 2002
ALONSO, 1998
Matricaria chamomilla Asteraceae Camomila Capítulos secos BERSCHNEIDER, 2002
ALONSO, 1998
Mentha piperita Labiatae Hortelã Folhas e sumidades
florais
BERSCHNEIDER, 2002
ALONSO, 1998
Nepeta cataria L. Lamiaceae Mentrasto Partes aéreas da flor BERSCHNEIDER, 2002
CUNHA et al, 2003
Picrorhiza kurroa Escrofulariáceas Picrorriza Rizoma e raíz BERSCHNEIDER, 2002
CUNHA et al, 2003
Plantago psyllium L. Plantaginaceae Pisilium Semente BERSCHNEIDER, 2002
ALONSO, 1998
Rhamnus purshiana D.C Rhamnaceae Cáscara sagrada Casca seca BERSCHNEIDER, 2002
ALONSO, 1998
Ruta chalepensis L Rutaceae Arruda VIEGI et al, 2003
ALONSO, 1998
Sambucus nigra L Loniceracea Sabugueiro Folhas, flores, casas
e frutos
VIEGI et al, 2003
ALONSO, 1998
Silybum marianum L. Asteraceae Cardo mariano Frutos secos BERSCHNEIDER, 2002
CUNHA et al, 2003
Solanum tuberosum L Solanaceae Batata Tubérculos. VIEGI et al, 2003
ALONSO, 1998
Tanacetum vulgare L Asteraceae Catinga de mulata Folhas VIEGI et al, 2003
ALONSO, 1998
Taraxacum officinale weber Compositae Dente de leão
Rizoma, folhas,
inflorescência e
sementes.
BERSCHNEIDER, 2002
ALONSO, 1998
Ulmus campestris L. Ulmáceas Ulmeiro menor Casca BERSCHNEIDER, 2002
CUNHA et al, 2003
Urtica dióica L Urticaceae Urtiga Folhas frescas ou
secas e raíz.
VIEGI et al, 2003
ALONSO, 1998
Zingiber officinale Zingiberiaceae Gengibre Rizoma e óleo
essencial
BERSCHNEIDER, 2002
ALONSO, 1998
PLANTAS USADAS COMO ANTIHELMÍNTICO
A folha de Tabaco com álcool pode ser passada com
um algodão no nariz do cachorro eliminando os parasitas
que ficam depositados no mesmo (LANS et al, 2000).
Guandu manipulado com sal e mel, ou apenas a sua
decocção é dado ao cachorro para matar parasitas internos
(LANS et al, 2000).
O óleo da Erva-Santa é usado contra Toxascaris e Toxocara
em cachorros (HAMMOND et al, 1997).
A casca do Mamão e suas folhas também são usadas
para cães com vermes. A Grama e a Nogueira são outras op-
ções de antihelmínticos (CUNHA et al 2003). Misturando-se
a grama com óleo de oliva e sal obtêm-se um liquido que é
dado ao cachorro (LANS et al, 2000).
O mais comum dos remédios é a decocção dos galhos
do algodão; que é dado ao cão para beber com leite ou
misturado em sua comida. A dose frequentemente descrita
é de 1 ou 2 folhas. Duas folhas para um cachorro pequeno,
com até 16 kg, e 4 ou 5 folhas para um cachorro grande,
com mais de 25 kg. A dose é feita de meia colher de chá ou
2,5 ml. Os cachorros devem ser amarrados por muitas horas
após administração desse remédio, pois ele possui forte
efeito purgativo (LANS et al, 2000).
PROBLEMAS DA PELE
A pele de cães e gatos pode ser afetada por infecções
causadas por fungos, bactérias, protozoários e parasitas,
dermatite alérgica a pulgas, sarnas, alopécia, cortes, queiNome
Científico Família Botânica Nome Popular Parte Usada Ref.22 Infarma, v.18, nº 11/12, 2006
maduras, lesões e feridas decorrentes não só de algum tipo
de acidente, mas também decorrentes de algumas doenças
(BIRCHARD et al, 1998).
Micoses tanto em animais quanto em humanos nem
sempre são satisfatoriamente tratadas; já que os remédios
antifúngicos disponíveis são por vezes, ineficientes, além
de apresentarem efeitos colaterais com decorrente desenvolvimento
de resistência (SELITRENNIKOFF, 2001).
Como antifúngicos são usados os extratos de Pterocaulon
que possuem grande espectro de atividades contra
patógenos oportunistas responsável pelos maiores sistemas
fúngicos, assim, P. alopecuroides, P. interruptum e P. polystachyum
possuem componentes positivos no uso contra
infecções fúngicas em seres humanos e animais (STEIN,
2005).
A polpa de calabaça (Crescentia cujete) é aplicada em
dermatites, cortes, queimaduras de sol e problemas de pele
de cachorros. Ele tem propriedades repelentes contra pulgas
(LANS et al, 2000). O crisântemo de jardim também possui
propriedades repelentes para cães e gatos (BERSCHNEIDER,
2002). O extrato de neem é usado no controle de parasitas
e também como repelente (OLIVEIRA et al, 2005).
Na tabela 03, estão citadas algumas plantas utilizadas
para o tratamento de problemas na pele de cães e gatos.
Tabela 3. Plantas usadas como repelentes e para problemas de pele e pêlo.
Nome Científico Família Botânica Nome Popular Parte Usada Ref.
Allium sativum L. Liliáceas Alho Bulbo CUNHA et al, 2003
STEIN, 1993
Aloe vera L. Liliaceae Babosa Seiva das folhas BERSCHNEIDER, 2002
ALONSO, 1998
Azadirachta indica A. Meliaceae Neem Folhas e casca OLIVEIRA et al, 2005
CUNHA et al, 2003
Bixa orellana Bixáceas Urucum Sementes e folhas LANS et al, 2000
CUNHA et al 2003
Calendula officinalis L. Asteraceae Calêndula Flores, folhas e caule BERSCHNEIDER, 2002
ALONSO, 1998
Capsicum annum L. Solanáceas Caiena Fruto fresco ou seco BERSCHNEIDER, 2002
ALONSO, 1998
Hydrastis canadensis L. Ranunculaceae Hidraste Raiz BERSCHNEIDER, 2002
ALONSO, 1998
Hypericum perforatum L. Hipericáceas Erva de são João Partes aéreas floridas CUNHA et al, 2003
STEIN, 1993
Juglans regia L Juglandaceae Nogueira Folhas VIEGI et al, 2003
ALONSO, 1998
Melilotus officinalis L Fabáceas Trevo dos prados Parte aérea florida CUNHA et al, 2003
STEIN, 1993
Saccharomyces cerevisiae
Meyen Sacaromicetáceas Levedura de
cerveja Pó CUNHA et al, 2003
STEIN, 1993.
Salix alba L Salicáceas Salgueiro Casca CUNHA et al, 2003
STEIN, 1993
Tanacetum Parthenium Asteraceae Crisan
temum de jardim Partes aéreas GUARRERA,2004
ALONSO, 1998
Verbascum sp Scrophularia ceal Verbasco Folhas, flores e raiz. VIEGI et al, 2003
ALONSO, 1998
Viola tricolor L Violáceas Violeta Azul Parte aérea florida CUNHA et al, 2003
STEIN, 1993
Muitos animais de estimação sofrem de reações alérgicas
resultantes de mordidas de pulgas e passam mal durante
todo o verão com as conseqüentes lesões cutâneas.
Ministrar uma combinação de levedo de cerveja e alho (cru
ou em pó) torna os cães e gatos menos atraentes para as
pulgas e consegue-se o mesmo efeito colocando uma colher
de chá de vinagre de maça na água que eles bebem
todos os dias. Ao invés de coleiras químicas contra pulgas,
que contem gases, e que também provocam alergias em
muitos cães e gatos, pode ser usado uma coleira herbácea
impregnada com óleo de poejo, citronela, cedro ou eucalipto
(STEIN, 1993).
Para coceiras na pele, também, é indicado massagear
o local com rinse de limão (Fazer um chá de erva, derramando
meio litro de água fervente sobre um limão novo,
partido e com casca, de molho, durante 24 horas). A casca
do salgueiro também é um anti-histamínico. Mas não deve
ser ministrado a gatos. Outro é o kyolic, alho sem odor,
encontrado sob forma liquida ou cápsula, que também é
desintoxicante (STEIN, 1993).
A Anemone hortensis L é usada para cura de envenenamento
(PIERONI, 2004).
Para a cura de alergias utilizando ervas é aconselhável
começar o tratamento com alguns dias de jejum para elimi-Infarma, v.18, nº 11/12, 2006 23
nar as toxinas, seguido de alimentos integrais ou uma dieta
sem conservantes e apoiar o processo de desintoxicação
com enemas de água quente e ervas como dente de leão ou
trevos dos prados. Todas estas ervas podem ser usadas para
alergias de cães e gatos; apenas com diferença na dosagem;
para os cães as doses são maiores (STEIN, 1993).
Para problemas na pele e pelagem um remédio clássico
é lavar as áreas com uma infusão fria de folha de Violeta
azul e Trevo dos prados, essa receita tem sido eficaz até
para cânceres de pele, podendo também ser ingerida. Uma
outra opção é o hidraste.
O hidraste é usado para problemas na pele e pelagem
do animal (STEIN, 1993), é também usado em problemas gastrintestinais
e possui ação antifúngica (CUNHA et al, 2003).
O chá ou infusão de hidraste é usado para lavar ou
em compressas nos locais ulcerados, principalmente onde
houver pus. Hidraste pode ser usada em ferimentos, cortes
e queimaduras não tão graves, pulverizando–o em forma de
pó diretamente sobre o ferimento onde o sangramento é
renitente. A pimenta de caiena tem o mesmo efeito, porém
arde. A tintura de hidraste, cinco gotas em uma xícara ou
menos de água pura, pode ser usada para limpar cortes e
ferimentos, bem como para irrigar abscessos e no enxágüe
final, é aconselhável adicionar cinco gotas de tintura de
calêndula para apressar a cura. O mel com calêndula ou mel
com comfrey também funcionam como um ótimo cataplasma
para queimaduras, assim como a polpa de batata crua
ralada (STEIN,1993). O uso externo da calêndula é sempre
indicado quando se pretende obter uma ação anti-séptica,
antiinflamatória e cicatrizante (CUNHA et al, 2003).
Queimaduras (de primeiro ou segundo grau, escaldaduras)
devem ser tratadas primeiramente mergulhando a
área queimada em água fria por, pelo menos, dez a quinze
minutos. Depois deve se banhar a área com vinagre de maçã
e, em seguida aplicar uma camada grossa de mel sobre a
queimadura. Para gatos com infecções, echinacea ou hidraste
em compressa (e também ingeridas) funciona como
antibiótico, mas é preciso manter o animal com tal medicação
durante alguns dias, até que a infecção esteja curada
(STEIN, 1993).
A OMS indica o gel de Aloe vera para o tratamento de
queimaduras de primeiro ou segundo grau ou irritações da
pele (CUNHA et al, 2003). A Aloe vera também é eficaz para
tratar a pele e o pêlo de animais e é a erva clássica para
queimaduras. Se houver uma ulceração prurida, inflamada,
renitente, pode se misturar a ela três cápsulas de alho diariamente,
ou colocar um quarto ou um dente inteiro de
alho ralado diariamente na comida do animal e no caso de
queimaduras, retire uma folha da planta e use o gel, que
também pode ser usado com a vitamina E. Aumente a quantidade
de vitamina C durante o tratamento para impedir
infecções (STEIN, 1993).
A Tintura de Hypericum (erva de São João) ingerida
diminui a dor a acelera a cura, quando os tecidos foram dilacerados
ou os nervos danificados (STEIN, 1993). A Erva de
São João pode também ser usada externamente; seu óleo,
obtido por maceração é usado em mialgias e queimaduras
ligeiras. Quando os cortes forem mais graves, usa-se a raiz
da echinacea, principalmente E. angustifólia e E. pallida
(CUNHA et al, 2003) ou alho internamente para prevenir
infecções (STEIN, 1993).
O Verbasco é usado para dermatites, queimaduras e é
antialérgico. A Nogueira internamente é usada como antielmíntico,
e externamente em inflamações cutâneas, além de
apresentar também ação antifúngica (CUNHA et al, 2003).
O mange é uma doença causada por ácaros (Demodex
canis) que vivem na raiz do pêlo dos animais, só abandonando
essa localização após multiplicação intensa, causando graves
desordens na pele dos animais (COTRAM et al, 2000). Para o
tratamento desta doença, folhas de bambu combinadas com
“black sage” (espécie do gênero Salvia) são administradas
via banho ao cão (LANS et al, 2000). O urucum (B. orellana)
pode ser usado no tratamento de mange. A vagem do urucum
é quebrada e suas sementes são friccionadas na área da pele
do animal que apresenta sinais do mange. Algumas pessoas
preferem banhar o animal primeiro com vários produtos, e
depois, aplicar o urucum. O extrato de B. orellana pode ser
usado em micoses cutâneas (CUNHA et al, 2003), e têm sido
responsável pela causa de hiperglicemia em cachorros quando
é dado ao cachorro em quantidades de 2 g por dia, durante
14 dias. A polpa da calabaça (Crescentia cujete) pode ser
aplicada externamente em cães afetados. Em casos leves, o
mange também pode ser tratado com a água de bananeira;
o sulco retirado da bananeira é aplicado em casos leves de
mange (LANS et al, 2000).
SISTEMA NERVOSO
As plantas medicinais citadas na Tabela 04 são de uso
calmante, sedativo e relaxante para cães e gatos.
A passiflora pode ser usada em excitações constantes
de cães com propensão a convulsões. Recomenda-se 2 ml
de tintura, três vezes ao dia por 90 dias e lúpulo – tintura 2
a 3 ml ao dia, durante 21 dias (CAVALCANTI, 1997).
O Mentrasto, além de suas propriedades citadas anteriormente,
é usado no tratamento psicotrópico de gatos
(BERSCHNEIDER, 2002) controle da ansiedade e insônia
(CUNHA et al, 2003).
A Valeriana é usada como sedativo, relaxante muscular
e indutor de sono (CUNHA et al, 2003).
É recomendada uma cápsula de ginseng durante três
dias, associada a Fumaria officinalis para o tratamento de
stress em cães, e em tintura, 15 ml ao dia, divididos em 3
doses de 5 ml (CAVALCANTI, 1997).24 Infarma, v.18, nº 11/12, 2006
COMENTÁRIOS E CONCLUSÃO
O uso de plantas medicinais é uma prática que vem se
mantendo em evidência pelos valiosos ensinamentos propagados
por todas as nossas gerações passadas garantindo
assim, a base milenar do uso de plantas medicinais no
tratamento de doenças, podendo tomar o lugar de muitos
fármacos médicos veterinários ou humanos e muitas vezes
podem ser usadas simultaneamente.
A facilidade na obtenção das plantas, o baixo custo,
a eficiência na prevenção e no tratamento de doenças são
fatores que contribuem para o uso freqüente das mesmas,
aumentando assim, a procura por produtos fitoterápicos, tornando-se
uma alternativa viável para a saúde humana e animal,
além de proporcionar melhoria na qualidade de vida.
Comparadas as suas contrapartes farmacêuticas, as
plantas medicinais demonstram uma ação mais lenta e mais
profunda dando assistência ao processo de cura, ajudando o
corpo a eliminar e a se desintoxicar, não agredindo o meio
ambiente, (o que pode ocorrer no caso do uso de produtos
químicos para controle de população de insetos); não oferecendo
perigos ao homem e cuidando assim do problema
que os sintomas estão expressando, além do preço ser mais
acessível. Portanto, as vantagens conseguidas no tratamento
com plantas medicinais, são inegáveis e a excelente
relação custo/benefício, ou seja, ação biológica eficaz com
baixa toxicidade e efeitos colaterais, deve ser aproveitada,
uma vez que a natureza oferece gratuitamente a cura para
as doenças sendo esta terapia já reconhecida pela Organização
Mundial da Saúde (OMS).
Na saúde animal, o emprego da fitoterapia é pouco
abordado e explorado, portanto; este trabalho visa proporcionar
aos profissionais da medicina veterinária e farmacêuticos
novos conhecimentos e ações que possibilitarão um
tratamento de plantas medicinais em animais de estimação.
A idéia de que o tratamento com plantas é simplesmente
fazer um chá de folhas, faz com que as pessoas acabem
usando partes da planta sem princípio ativo, quantiTabela
4. Plantas usadas para problemas do sistema nervoso.
Nome Científico Família Botânica Nome Popular Parte Usada Ref.
Valeriana officinalis L Valerianaceae Valeriana Raiz VIEGI et al 2003
ALONSO, 1998
Nepeta cataria L. Lamiaceae Mentrasto Partes aéreas da flor BERSCHNEIDR, 2002
CUNHA et al 2003
Passiflora alata Passifloráceas Maracujá Toda planta CAVALCANTI, 1997
ALONSO, 1998
Humulus Lúpulus Canabináceas Lúpulo Cone ou estróbilo CAVALCANTI, 1997
CUNHA et al 2003
Ginseng Araliáceas Panax ginseng Raiz CAVALCANTI, 1997
ALONSO, 1998
Fumaria Officinalis Fumariaceas Fumária Flores CAVALCANTI, 1997
ALONSO, 1998
dade insuficiente ou exagerada, podendo gerar na maioria
das vezes, ineficiência no tratamento ou alguma indisposição
passageira pelo uso abusivo, pois elas apresentam
toxicidade dependendo da dosagem ou da parte utilizada
e podem apresentar ação sinérgica (interação com outras
drogas). Por isso, devemos lembrar que antes de adotar a
fitoterapia como terapêutica, é imprescindível a consulta a
um especialista, que a partir da observação dos sintomas
manifestados, descobrirá as causas da doença e irá traçar
as diretrizes do tratamento para o animal.
O médico veterinário prescreve o fitoterápico de acordo
com a patologia apresentada e juntamente com o farmacêutico,
pode decidir a dosagem de acordo com o peso do
animal e a melhor forma de obtenção do ativo e administração
do medicamento para o animal.
REFERÊNCIAS BILBIOGRÁFICAS
ALONSO, J. R; Tratado de Fitomedicina, Bases Clínicas y Farmacológicas.
Argentina: ISIS, 1998. p 175, 238, 327, 342, 348, 354, 365,
448, 539, 573, 605, 612, 634 – 635, 658, 690, 718, 725, 767,
828, 852, 884, 888, 911.
ANSEL, C. H; PRICE, J. S; Manual de Cálculos Farmacêuticos; São Paulo:
Artmed, 2005. p 194 – 198.
BERSCHNEIDER, H. M; Complementary and Alternative Veterinary Medicine
and Gastrointestinal Disease. Clinical Techniques in Small
Animal Practice, Vol 17. p 19 – 24, 2002.
BICHARD, S. J; SHERDING, R. G; Manual Saunders, Clínica de Pequenos
Animais; São Paulo: Roca, 1998. p 739, 745, 753.
BRASIL. Ambiente Brasil. Introdução à Fitoterapia; Disponível em:
http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./agropecuario/index.html&conteudo=./agropecuario/artigos/intro_fi-
tot.html. Acesso em 10 Jul. 2006.
BRASIL. Diário do Comercio e Indústria. Fitoterápico chega a hospitais
e veterinária. Disponível em: http://www.sebrae-sc.com.
br/novos_destaques/oportunidade/mostrar_materia.asp?cd_noticia=7190.
Acesso em 15 Agos. 2006.Infarma, v.18, nº 11/12, 2006 25
BRASIL. Herança Ecológica. Fitoterapia. Disponível em: http://www.
herançaecologica.com.br. Acesso em: 17 Agos 2006.
BRASIL. Jornal da Comunidade. Terapias naturais para pets. Disponível
em: http://www.jornaldacomunidade.com.br. Acesso em: 20 Jul.
2006.
BONTEMPO, M; Medicina Natural; São Paulo: Nova Cultural, 1994. p 356.
CARVALHO, J. T. C; Formulário Médico Farmacêutico de Fitoterapia; Alfenas
MG: Ciência Brasilis, 2005. p 3 – 4, 6.
CAVALCANTI, M;. A importância dos flavonóides naturais na Medicina
Veterinária e na Terapia do Stress de animais de companhia. 1997.
50p. Dissertação (Mestrado – Área de Fitoterapia) – FACIS – Faculdade
de Ciências da Saúde de São Paulo, São Paulo.
CUNHA, A. P; SILVA, A. P; ROQUE, O. R; Plantas e Produtos vegetais em
Fitoterapia. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2003. p 100,
102, 114, 166, 186, 198, 358, 378, 398, 420, 450, 470, 524, 572,
588, 602, 634.
GUARRERA, P. M; FORTI, G; MARIGNOLI;. Ethnobotanical and ethnomedicinal
uses of plants in the district of Acquapendente (Latinum,
Central Italy). Journal of Ethnopharmacology. Vol 96. p
441, 2004.
HAMMOND, J. A; FIELDING, D; BISHOP, S. C;. Prospects for plant anthelmintics
in tropical Veterinary Medicine. Veterinary Research
Communications. Vol 21. p 214, 217, 1997.
LANS, C; HARPER, T; GEORGES, K; BRIDGEWATER, E;. Medicinal plants
used for dogs in Trinindad and Tobago. Preventive Veterinary Medicine.
Vol 45. p 207 – 210, 213-214, 2000.
MAURY, E. A; RUDDER, C; Guia das plantas Medicinais; São Paulo: Ridel,
2002. p 75 – 76.
OLIVEIRA, F; AKISUE, G; Fundamentos de Farmacobotânica; São Paulo:
Atheneu, 1995. p 67, 83, 95, 101, 113, 129, 191.
OLIVEIRA, F; AKISUE, G; AKISUE, M. K; Farmacognosia; São Paulo:
Atheneu, 1998. p 237, 345.
OLIVEIRA, M. P. B; SOUSA, D. P; FAUSTINO, M. A. G; ALVES, L. C;
WANDERLEY, A. G; ARRUDA, A. C; ARRUDA, M. S. P; RIBEIRO, A.
R; Avaliação da atividade biológica de extrato de neem (zadirachta
indica A.) larvas de musca domestica L. 2005. Trabalho desenvolvido
com apoio do CNPq, uma entidade do Governo Brasileiro
voltado ao desenvolvimento científico e tecnológico. Rio de Janeiro.
p 1 – 2.
PIERONI, A; HOWARD, P; VOLPATO, G; SANTORO, R. F;. Natural Remedies
and Nutraceuticals used in Ethnoveterinary Pratices in Inland
Southern Italy. Veterinary Research Communications. Vol 28. p 55-
56, 75-76, 2004.
STEIN, A. C; SORTINO, M; AVANCINI, C; ZACCHINO, S; POSER, G. V;.
Ethnoveterinary medicine in the search of antimicrobial agents:
Antifungal activity of some species of Pterocaulon (Asteraceae).
Journal of Ethnopharmacology. Vol 99. p 212 – 213, 2005.
STEIN, D; A cura Natural para Cães e Gatos; São Paulo: Ground, 1993.
p 41, 45, 47– 48, 135, 140-141, 148, 150 – 151.
TESKE, M; TRENTINI, A. M; Compêndio de Fitoterapia; Curitiba: Herbarium,
2004. p 3, 8 – 9.
VIEGI, L; PIERONI, A; GARRERA, P. M; VANGELISTI, R;. A review of
plants used in folk veterinary medicine in Italy as basics for a
databank. Journal of Ethnopharmacology. Vol 89. p 223 –233;
240, 2003.
YUNES, Rosendo; PEDROSA, Rozangela Curi; FILHO, Valdir Cechinel;
São Paulo. Fármacos e fitoterápicos: a necessidade do desenvolvimento
da indústria de fitoterápicos e fitofármacos no Brasil. Quí-
mica. Nova, Fev 2001, vol.24, no.1, p.147-152.
YWATA, C; ANTÔNIO, J. CORDEIRO, R; Medicina Natural; São Paulo:
Três, 2005. p 35.

 

fitoterapicos

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s