OS GATOS NA HISTÓRIA.

Tem tanta coisa que se pode contar sobre a Magia dos nossos amados felinos que fico um pouco tenso pensando no que seria melhor dizer, então, antes de começar, vou pegar o meu bichano e colocá-lo no colo, pois sei que o seu ronronar vai me acalmar e vai me direcionar as melhores palavras. Pronto, vamos lá…

Sim, era isso que se via nos gatos, o poder de acalmar, dissipar energias negativas, acessar o mundo dos mortos e despertar o seu poder ancestral. Eles eram vistos como verdadeiros filtros das energias negativas e mostravam uma capacidade incrível de ver aquilo que nossos olhos não viam.

Na Idade Média, acreditava-se que poderiam ser bruxas que se transformavam ou que eram seres capazes de indicar e ensinar a elas os melhores feitiços, porém, provavelmente toda a magia acerca dos gatos começou com as lendas egípcias.

Uma de suas deusas era uma mulher com cabeça de Gato, Bastet, a Deusa da Fertilidade. Naquela época, os gatos eram tão importantes que ninguém podia atentar contra a vida deles, pois se assim ocorresse, nem o próprio Faraó poderia absolver tal indivíduo. Isto aconteceu com o Rei Tolomeo XII (pai de Cleópatra), que não pôde livrar um romano do linchamento que, por descuido, causou a morte de um gato.

Os Gatos eram chamados de “miw” ou “miut” e quando morriam os egípcios guardavam luto. Para demonstrar a dor e aflição que se abatia sobre a família, raspavam as sobrancelhas. Depois eram embalsamados e colocados em um sarcófago especial, pois deveriam ser levados à cidade de Bastet, Bubastis, para serem enterrados com solenidade.

A sociedade egípcia tinha uma adoração tão grande pelo felino que em várias de suas escritas existem suas imagens. São várias as estátuas encontradas e muitos dos deuses da época eram vistos, quando desciam à Terra, como gatos transformados. A coisa era tão séria que dentro das leis existia uma regra que em caso de incêndio os gatos deveriam ser os primeiros a serem salvos e protegidos a todo custo.

Esta importância também trouxe perdas aos egípcios, pois sabendo desta adoração à espécie, o rei persa Cambises II ordenou ao seu exército que utilizasse gatos como escudos na batalha de Pelusa e, assim, com a rendição das forças egípcias, conseguiu tomar a cidade.

Outro lado que podemos citar é a forma de maquiagem egípcia, que fazia as mulheres delinearem seus olhos como uma imitação do formato amendoado dos olhos da deusa Bastet.

Talvez, em lugar nenhum do mundo os felinos foram tão admirados e adorados como no Egito, porém, em toda a história eles sempre foram vistos como seres mágicos.

Voltando a Idade Média é que podemos ver o outro lado da moeda, foi nesta época que os nossos amados bichanos mais sofreram. Acredito que de todos os animais que foram relacionados ao demônio, como morcegos, cobras ou rãs, foram os gatos que mais pagaram com estas tolices humanas. Acreditava-se que os gatos mantinham as forças do Diabo ativas, como no ritual chamado de “endemoniação”, onde acreditavam que as bruxas possuíam um gato preto e se ligavam as forças infernais, recebendo sempre as benções do próprio Satã. Este é mais um dos relatos ridículos e absurdos daquela época, mas foi assim que o ser sagrado dos egípcios viu-se difamado sem piedade.

Quero lembrar que naquela época acreditava-se que todas as bruxas eram praticantes de Magia Negra, o que não é bem verdade. Se uma mulher desse carinho a um gato ou conversasse com ele já era acusada de bruxaria. Em 1233, o Papa Gregório IX declarou os gatos “oficialmente” como satânicos em sua bula “Vox in Roma”, e isso desencadeou a exterminação de milhares de gatos, muitos desses foram queimados vivos em nome do banimento dos demônios. Não podemos esquecer que, além dos felinos, a Inquisição também matou mais de 9 milhões de pessoas em suas fogueiras e torturas. Com a morte dos gatos criou o aumento da população de ratos que, com a falta de saneamento e condições precárias de higiene, ajudaram a deixar o século 14 marcado na Europa pela Peste Bubônica. Transmitida através da picada de pulgas infectadas por ratos doentes, a “Peste Negra” dizimou cerca de um terço da população europeia.

Agora, se sob o catolicismo os gatos se deram mal, na cultura islâmica (os árabes e turcos), ao contrário, se deram bem, pois eles adoravam este animal. Diz a lenda que Maomé, o profeta, estava em sua casa e fora atacado por uma cobra, mas seu gato conseguiu salvá-lo antes que ela desferisse o bote. Devido a isto, o profeta abençoou todos os felinos com a capacidade de caírem sempre de pé e, inclusive, com o poder das sete vidas, número sagrado para a filosofia.

Já no Japão, os gatos também ganharam um lugar de destaque, afinal, quem nunca passeou em um bairro oriental ou no próprio país nipônico e percebeu a imagem de um gato com um das patas de pé? Aquele gato chama-se Maneki-Neko, símbolo que determina a boa sorte à todos aqueles que visitam o local e, apesar de algumas divergências, a grande maioria acredita que quando estão com a pata direita levantada atrai o dinheiro, enquanto a pata esquerda levantada atrai clientes. Alguns utilizam o Maneki com as duas patas levantadas.

Bem, posso citar ainda os gatos na cultura nórdica, que eram os animais responsáveis por puxar a carruagem de Freya, umas das deusas mais importantes para eles. Na cultura celta, o filho da deusa Cerridwen, Taliesin, teria sido um gato em uma de suas encarnações e por isso existe a presença dos felinos nos cultos de fecundidade. Nos templos da Birmânia, atual Myamar, existiam gatos destinados a proteção e benção dos templos budista, daí a origem de uma das raças mais famosas da atualidade, os Sagrados da Birmânia. Já na China, estatuetas de gatos eram usadas para expulsar os maus espíritos.

Enfim, podemos dizer que, apesar dos mistérios de sua presença, os gatos são lindos e é sempre bom tê-los por perto. Em estudos feitos em 2012, em países como Estados Unidos, França e Alemanha, a população de gatos já é maior que a de cães. No Brasil, segundo um cálculo feito pela Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), estamos nesta mesma trajetória. Diz o engenheiro agrônomo José Edson Galvão de França, presidente executivo da Abinpet “Em 2022, para cada cachorro que for visto passeando na rua de coleira, haverá um gato dentro de uma casa“.

Assim, fico feliz em compartilhar com vocês todas estas histórias. Bom, vou continuar acariciando meu gato e tomando um belo chá.

Até a próxima história!

gatospb

 

 

 

 

Fonte:    http://escolaesoterica.com.br

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