Algumas Considerações sobre a Proteção de Animais Domésticos.

Dicas muito legais sobre iniciar a proteção animal:

 

Este texto foi realizado em parceria com diversos protetores e tem como objetivo servir de orientação para aqueles que estão se iniciando na proteção animal. Muitos principiantes não sabem dos riscos que eles e os animais podem correr e que são provocados por excessos ou por ausência de sensatez na hora de tomar algumas decisões. 
Este guia é uma obra aberta e espera a qualquer momento receber sugestões. 

Quantas vezes você já ouviu esta frase: melhor deixar o animal na rua do que o levar para o abrigo tal. Pode parecer absurdo, mas na rua ele terá alguma chance de sobreviver, pois pode ser que alguém tenha compaixão e o leve para sua casa. Já no abrigo, ele nunca será doado e ainda poderá acabar morrendo. 
Infelizmente muitas vezes esta é a mais pura verdade.

Abrigos ou mesmo casas de protetores superlotados são um risco para a saúde física e mental de cães e gatos. Superlotação é sinônimo de brigas, fome e transmissão de doenças. Nos abrigos, os animais acabam se tornando ariscos e até violentos e vivem permanentemente estressados, pois têm que lutar para se alimentar ou para receber um pouco de atenção.

Por tudo isto, antes de resgatar um animal, você precisa saber se tem para onde levá-lo e se tem condições de pagar uma consulta veterinária ou mesmo interná-lo em uma clínica, se houver necessidade. 
Você pode pedir desconto para animais de rua, mas não adianta se revoltar porque a clínica cobra pelos seus serviços. Por mais que eles tenham compaixão e queiram ajudar animais e protetores, eles também têm contas a pagar e precisam cobrar pelo serviço prestado para poder sobreviver. Lembre-se que trabalho sem remuneração é caridade.

Infelizmente o protetor é obrigado a fazer uma seleção e decidir se ele pode ou não ajudar aquele animal que está na rua e, na maioria das vezes, ele só deve resgatar um animal que está doente, sofrendo ou correndo perigo iminente. Ele tem que tomar cuidado para não recolher aqueles que são criados soltos e, apesar da irresponsabilidade dos donos, estão habituados a dar suas “voltinhas” e, na maioria das vezes, conseguem retornar para suas casas.

O animal perdido ou abandonado tem uma postura diferente na rua: ele normalmente está em mau estado, sempre à caça de comida e parece assustado e desorientado, procurando voltar para sua casa. Ele não tem um caminhar decidido e vai e volta até encontrar um local que julgue seguro.

Depois do resgate, vem o segundo passo: quando o animal é recolhido e você o leva para sua casa, precisa ter em mente que cães ou gatos que ficaram por algum tempo na rua estão desnutridos, fracos e com a resistência baixa. 
O ideal é oferecer ração de boa qualidade e deixar que eles se fortaleçam antes de dar remédio para vermes e antes da vacinação. 
Uma dica excelente e que já salvou muitas vidas é a da vermifugação suave para cães e gatos. 

Ao contrário dos vermífugos tradicionais que eliminam os vermes de uma só vez e podem até matar, no caso de filhotes enfraquecidos e com muitos vermes, o Licor de Cacau, vermífugo para humanos em pequenas doses livra o animal dos vermes de forma lenta e sem prejudicar sua saúde. Dê 1 ml para cães e ½ ml para gatos por cinco dias consecutivos, uma vez ao dia. Dê um intervalo de cinco dias e depois repita a dose. Esta dica não serve para animais com verminose severa e, neste caso, só o veterinário poderá indicar a medicação correta. 

Quando o cão ou gato estiver livre de vermes e sem sintomas de nenhuma outra doença, poderá ser vacinado e depois disto castrado. 
Outro cuidado importante que se deve ter logo após o resgate é deixar o animal, filhote ou adulto em quarentena, isolado dos outros. Isto para o caso dele estar contaminado por alguma doença e poder transmiti-la para cães e gatos saudáveis. No caso dos filhotes existe também o risco deles se contaminarem por doenças transmitidas por adultos, pois eles não têm nenhuma proteção. 
Assim que os animais estiverem saudáveis, castrados e vacinados, deve ter início o processo de doação. 
Doar sempre deve ser o lema de todo protetor consciente. 

Claro que você precisa fazer sempre uma doação responsável e nunca doar para se livrar do animal. É preciso ter certeza que ele estará em local seguro e terá acesso à boa alimentação e a cuidados médicos. 

Se todos estes requisitos não forem preenchidos, o resgate do animal terá sido em vão e você não terá feito nada de útil por ele. O protetor precisa salvar o animal e encaminhá-lo para uma vida melhor e mais segura do a que ele tinha antes. 
Para que este trabalho seja realizado com sucesso é fundamental para o protetor saber respeitar seus limites, sejam eles de espaço, financeiros ou de disponibilidade de tempo para poder cuidar dos animais recolhidos. Uma regra de ouro é que somente para cada animal doado, outro poderá ser resgatado. 

Seguindo estes princípios básicos, os protetores estarão poupando os animais e ao mesmo tempo preservando sua saúde física e psicológica. 
Este equilíbrio é indispensável para que não haja superpopulação, para que os animais não sofram e também para que os próprios protetores não se endividem e fiquem privados de necessidades básicas, de conforto e lazer. 
A palavra correta é impor limites para si e para sua atuação, para seu próprio bem e pelo bem dos animais necessitados. 

É muito difícil chegar a este equilíbrio, mas o bem-estar dos animais que nós ajudamos deve dar a tônica: se todos estiverem bem, estamos fazendo a coisa certa. Quando eles começarem a passar necessidades ou não estivermos conseguindo manter o ambiente limpo, livre de pulgas e tendo controle sobre as doenças contagiosas, precisamos rever nossas atitudes. 

Voltando à doação, todo protetor que consegue doar bem os animais pode resgatar sempre que nunca irá virar colecionador. 
Mas, todo este processo implica em acompanhamento posterior e este é primordial para que o animal se adapte à nova vida e para que o protetor se sinta seguro de ter realizado uma doação bem sucedida. Só depois de alguns meses de controle poderemos ter certeza do resultado. 

Outro ponto fundamental é que todos os animais doados devem ser castrados. Esta é a única maneira de evitar que o ciclo de abandonos e de nascimentos indesejados prossiga. Não adianta tirar o animal da rua e lhe arrumar um lar, pois se ele não estiver castrado, seus descendentes poderão ser novamente abandonados e assim se perpetuar este ciclo de mortes e sofrimentos.

Castrar sempre deve ser o lema de todo protetor consciente.

Concluímos que todo este processo é lento e trabalhoso e implica em gastos financeiros e emocionais. Os animais podem levar muito tempo até estarem prontos para seu novo lar e ainda temos aqueles que podem demorar meses ou até anos para serem doados, caso dos vira-latas adultos ou de cães e gatos com algum problema físico. 
Então, qual é o motivo que leva um protetor a passar por todo este processo? 
Além de poder ajudar os seres que ama, o protetor de animais se sente gratificado por salvar uma vida e a encaminhá-la para um futuro promissor. 
Neste processo se mesclam Trabalho e Prazer: o Prazer de fazer o Bem. 

Maria Augusta Toledo

 

 

 Fonte: http://www.petfeliz.com.br/

 

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