Ativistas protestam contra testes com animais na Espanha.

Protesto ocorreu na praça Sant Jaume, em Barcelona.
Grupo ‘AnimaNaturalis’ usou mulher nua para simular experimentos.

 

Ativistas protestaram contra a vivissecção e experimentação com animais na praça Sant Jaume, no centro de Barcelona, na Espanha, neste domingo (20). Ativistas do grupo “AnimaNaturalis” usaram mulher nua para simular experimentos diante do público.

Ativistas protestaram contra a vivissecção e experimentação com animais  (Foto: Josep Lago/AFP)Ativistas protestaram contra a vivissecção e experimentação com animais (Foto: Josep Lago/AFP)

Ativistas do grupo 'AnimaNaturalis' usaram mulher nua para simular experimentos  (Foto: Josep Lago/AFP)

 

 

Fonte: G1

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Protesto contra testes em animais fecha rodovia Raposo Tavares, e PM usa gás de pimenta e bombas de efeito moral.

Houve confronto entre a polícia e um grupo de ativistas durante uma manifestação em frente ao centro de pesquisas Royal, em São Roque (SP), na manhã deste sábado. Cerca de 200 pessoas estavam no local, na altura do quilômetro 56 da rodovia Raposo Tavares, quando manifestantes tentaram furar o isolamento policial que cercava o instituto. A rodovia foi interditada por volta das 11h40. A Tropa de Choque da Polícia Militar disparou tiros de borracha e usou bombas de efeito moral para liberar a rodovia, o que aconteceu às 14h. Pelos menos dois carros da imprensa e um da polícia foram incendiados por vândalos.

A manifestação ocorre um dia depois de mais de 100 ativistas entrarem no instituto para libertar 178 cães da raça beagle, além de sete coelhos. Os manifestantes alegam que os animais sofriam maus-tratos durante pesquisas para a área farmacêutica.

Na manhã deste sábado, a polícia posicionou os manifestantes no acesso da rodovia Raposo Tavares ao centro de pesquisas. Manifestantes chegaram de várias partes do país, alguns deles, com rostos cobertos e com máscaras.

Quando um grupo partiu para forçar a barreira policial e entrar na área restrita, começou o confronto. Policiais Militares da Tropa de Choque jogaram bombas de efeito moral e usaram gás de pimenta para conter os manifestantes. Muitos correram para a rodovia.

Mascarados depredaram viaturas da imprensa e da polícia e ccolocaram galhos na estrada para interditar para o tráfego de veículos.

Empresa nega maus-tratos
O diretor científico do instituto, João Antônio Pegas Henrique, rebateu a acusação dos ativistas. “Aqui nossos animais não sentem dor. Não é feito nenhum tipo de teste com crueldade. Seguimos todas as normas da Comissão de Ética no Uso de Animais, além de termos a supervisão do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal”, diz.

Segundo João Antônio, os animais são submetidos a testes com pomadas e medicamentos aplicados por via oral e intravenosa. “Não fazemos nenhum teste invasivo com animais vivos. Na internet circulou informação de que foram encontrados animais decepados, sem olhos, isso não existe aqui.”

Manifestantes e policiais discutem em frente ao Instituto Royal (Foto: Geraldo Nacimento/G1)
Manifestantes e policiais discutem em frente ao Instituto Royal (Foto: Geraldo Nacimento/G1)
Fonte: G1 / (Título editado por Ana Cardoso.)

Ativistas resgatam Beagles do Instituto Royal, em São Roque, SP.

 

Empresa é acusada de maltratar animais em testes de produtos cosméticos e farmacêuticos. Um cachorro foi encontrado morto, congelado no local


 

São Paulo – Cerca de 100 ativistas invadiram o Instituto Royal, em São Roque, a 59 quilômetros de São Paulo, por volta das 2h da madrugada desta sexta-feira. O grupo, formado por integrantes de diversas ONGs em proteção aos animais, chegou ao local, que funciona como laboratório de testes em animais, após denúncias de que experimentos químicos eram realizados em cachorros da raça beagle. Cerca de 300 cães que serviam como cobaias foram resgatados um a um. Animais de todos os tamanhos e até filhotes foram encontrados no Instituto.

Cães da raça beagle resgatados do Instituto Royal por ativistas

Foto:  Reprodução Internet

Os manifestantes acusam a empresa Royal de maltratar animais, ratos e coelhos em testes de produtos cosméticos e farmacêuticos.

A apresentadora Luisa Mell, defensora assídua dos animais, fez um apelo em sua conta no Facebook dizendo que a situação estava horrível no local. Ela alega que muitos gritos e latidos de dor eram ouvidos.

“Amigos a situação está terrível por aqui! Escutamos agora gritos e latidos de dor! Nunca ouvi gritos assim antes!! Tivemos informações que eles vao matar os animais esta noite!!! A policia esta do lado deles! Uma ativista foi levada para a delegacia!! Socorro me ajudem!” (SIC), pediu ela na rede social.

Em vídeo divulgado no Facebook por ativistas, é possível ver os animais acuados, com medo das pessoas que estavam chegando perto para resgatá-los.

Os ativistas também relataram a situação precária do prédio de três andares, que estava bastante sujo e com muitas fezes e urinas espalhadas pelo chão. No local de testes, eles encontraram cães debilitados com dificuldade de andar e com pelos cortados. A empresa também mantinha um centro cirúrgico com toda a instrumentação. Um cachorro foi encontrado morto, congelado em nitrogênio líquido.

Nenhum representante do laboratório apareceu. A Polícia Militar chegou no momento do resgate e pediu que os manifestantes deixassem prédio. Os ativistas ainda tentaram negociar a entrada novamente alegando que precisavam resgatar coelhos, ratos e outros animais que também eram submetidos aos experimentos.

Vários ativistas resgataram os cães da raça beagle um a um do Instituto Royal

Foto:  Reprodução Internet

O Instituto Royal classificou a invasão como um ato de terrorismo e afirmou que os testes realizados em animais estão dentro das normas e exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A empresa acrescentou ainda que a invasão prejudicou o trabalho que vinha sendo realizado e negou que os animais sofram maus tratos. Os PMs apreenderam os computadores da empresa e a documentação.

 

Assista o vídeo da Record:
http://videos.r7.com/manifestantes-protestam-contra-uso-de-caes-em-testes-de-industria-farmaceutica/idmedia/5032e2e292bb2caabb2fa06e.html …

 

 

 

 

 

 

Fonte: http://odia.ig.com.br

 

 

 

Criança de 4 anos escreve carta para Deus cuidar de sua cadela que morreu.

Esta história aconteceu em Agosto de 2006 quando Abbey uma cadela de 14 anos de idade morreu, e a pequena Meredith de 4 anos não parava de chorar sentindo a falta do animal. Então a criança perguntou à sua mãe se poderia escrever uma carta para Deus para que ele reconhecesse Abbey assim que ela chegasse ao céu. A pequena Meredith passou a ditar as palavras e a mãe a transcrevê-las na carta.

“Querido Deus.

O Senhor poderia tomar conta da minha cadela? Ela morreu ontem e está aí no céu com o Senhor. Estou com muitas saudades dela. Fico feliz porque o Senhor a deixou conosco mesmo que ela tenha ficado doente. Espero que o Senhor brinque com ela. Ela gosta de nadar e de jogar bola. Estou mandando uma foto dela para que assim que a veja, o Senhor reconheça logo que é a minha cadela. Eu sinto muita saudade dela. Meredith.”

De acordo com a mãe de Meredith, elas colocaram a carta em um envelope com duas fotos de Abbey junto de Meredith e endereçaram a “Deus no Céu”. Depois, escreveram o próprio endereço no remetente e Meredith colou um monte de selos na frente dizendo que era necessário para que a carta pudesse chegar até o Céu.

“Naquela tarde ela colocou a carta numa caixa do correio. Dias depois ela perguntou se Deus já tinha recebido a carta. Respondi que achava que sim. “, disse a mãe.

Após passar alguns dias a família recebe um pacote embrulhado em papel dourado e com um cartão endereçado a Meredith. Dentro do pacote, tinha um livro escrito por Mr. Rogers, intitulado “quando um animal de estimação morre”. Na capa interna do livro estava a carta de Meredith. Na outra página estava colada as fotos da cadela Abbey enviadas pela menina com a inscrição “para Meredith”. E na página seguinte mãe e filha encontram um bilhete cor de rosa escrito à mão:

“Querida Meredith,
A Abbey chegou bem ao Céu. A foto, que você me enviou, ajudou muito e eu a reconheci imediatamente. Abbey não está mais doente. O espírito dela está aqui comigo assim como está no seu coração. Ela adorou ter sido seu animal. Como não precisamos de nossos corpos no Céu, não tenho bolso para guardar a sua foto. Assim, a estou devolvendo dentro do livro para você guardar como uma lembrança da Abbey. Obrigado por sua linda carta e agradeça à sua mãe por tê-la ajudado a escrevê-la e enviá-la a mim. Que mãe maravilhosa você tem! Eu a escolhi especialmente para você. Eu envio minhas bênçãos todos os dias e lembre-se que amo muito vocês. A propósito, sou fácil de encontrar: estou em todos os lugares onde exista amor. Com amor, Deus”.

Uma história para mudar o seu dia. Mudou o meu.

meredith

Fonte: Facebook

“Os cães, são pessoas também. “

Que os cães experimentar esse mundo através de uma lente de emoções é talvez já entendido pelos amantes do cão. Mas as tentativas de provar cientificamente que isto tem sido repleta – até agora.

Para medir respostas emocionais no cérebro humano , os cientistas olham para exames de ressonância magnética para ver quais partes do cérebro ” se acendem ” em diferentes situações. Mas , tradicionalmente, os animais tiveram de ser sedado para digitalizar seus cérebros , tornando-se impossível medir sua atividade cerebral consciente.

O neurocientista Dr. Gregory Berns , com uma pequena ajuda de seu amigo de quatro patas Callie , está mudando tudo isso . Usando apenas um treinamento positivo, e permitindo cão ‘ voluntários ‘ para sair a qualquer momento , a equipe do Dr. Berns , até agora, 12 cães treinados para ficar parado em um scanner de ressonância magnética , enquanto seu cérebro é digitalizado .

Eles descobriram que a atividade cerebral dos cães é ” muito semelhante ” ao dos humanos . Quando estes cães viu ou cheirou seu companheiro humano , ou foram lembrados de alimentos, a mesma parte de seu cérebro ativada como faz para nós quando antecipar coisas que gostamos , como a música ou evidência food.The é tão convincente que o Dr. Berns disse : ” Minha única conclusão inevitável é esta: os cães são pessoas também. ” ( http://www.nyti.ms/1a35NGT )

Que um cão pode sentir afeição , ou até mesmo o amor é provavelmente óbvio para qualquer um que tenha experimentado companhia canina – mas para os cínicos do mundo, estudos como este podem promover uma maior compreensão dos ricos vida emocional não só dos cães, mas todos os animais . Talvez com esse conhecimento, mais pessoas podem começar a olhar para os animais da mesma maneira que nossos amados cães olham para nós .

That dogs experience this world through a lens of emotions is perhaps already understood by dog lovers. But attempts to scientifically prove this have been fraught – until now.

To measure emotional responses in human brains, scientists look to MRI scans to see which parts of the brain ‘light up’ in different situations. But traditionally animals have needed to be sedated to scan their brains, making it impossible to measure their conscious brain activity.

Neuroscientist Dr Gregory Berns, with a little help from his four-legged friend Callie, is changing all that. By using only positive training, and allowing dog ‘volunteers’ to quit at any time, Dr Berns’s team has so far trained 12 dogs to sit still in an MRI scanner, while their brain is scanned.

They’ve found that dogs’ brain activity is “strikingly similar” to that of humans. When these dogs saw or smelt their human companion, or were reminded of food, the same part of their brains activated as does for us when we anticipate things we enjoy, like music or food.The evidence is so compelling that Dr Berns has said: “My one inescapable conclusion is this: dogs are people, too.” (www.nyti.ms/1a35NGT)

That a dog can feel affection, or even love is probably obvious to anyone who has experienced canine companionship – but to the cynics of the world, studies like this may foster a greater understanding of the rich emotional lives of not only dogs, but all animals. Perhaps with this knowledge, more people can start to look at animals the same way our beloved dogs look at us.

 

dogs are people too

 

 

 

Fonte: https://www.facebook.com/AnimalsAustralia?hc_location=stream

“Se todos fizessem um pouco…”

Esse texto maravilhoso é de autoria de Maria Augusta Toledo, e foi me cedido carinhosamente por  Luísa Nóbrega, apresentadora do  excelente  programa de rádio:
PROGRAMA SEMPRE PELOS ANIMAIS
RADIO CONTINENTAL 1520 AM – sábados – 12 às 13h

Você também pode ouvir, ao vivo, pela internet pelo site: 
http://www.continental1520.com.br
PARTICIPEM DO ORKUT e FACEBOOK: 
semprepelosanimais@yahoo.com.br 
TWITTER: @sempreanimais
gato e borboleta.
Se as pessoas cuidassem adequadamente de seu animal de estimação e o tratassem com o respeito que ele merece, não haveria abandonos e maus-tratos e os animais fariam parte da família que eles tanto amam.
Se nas escolas ensinassem as crianças desde cedo como cuidar dignamente de um animal e discutissem a importância desta atitude, elas cresceriam valorizando seu amigo, além de se tornarem seres mais responsáveis.

Se as crianças aprendessem a valorizar todas as formas de vida, quando adultos saberiam como ninguém amar e respeitar o ser humano e seriam menos preconceituosas também.

Se estas crianças transmitissem os conhecimentos adquiridos sobre posse responsável aos pais, familiares e amigos e conseguissem influenciá-los, a realidade dos animais seria bem mais positiva.
Se os proprietários entendessem a necessidade de levar seus animais de estimação para castrar, como coisa rotineira, não haveria nascimentos indesejados, abandonos e mortes.
Se as Prefeituras de todas as cidades realizassem campanhas de castração gratuitas para que as pessoas de baixa renda pudessem utilizar este serviço, o problema da superpopulação estaria resolvido ou pelo menos minimizado.

Se os governos entendessem que é muito mais barato e eficaz castrar os animais do que manter a carrocinha e a morte indiscriminada de cães e gatos por injeção letal, já teriam modificado há muito tempo a política dos centros de zoonozes.

Se os animais estivessem todos castrados, não haveria superpopulação e os que porventura ainda estivessem nas ruas não procriariam, o que diminuiria significativamente o número dos desabrigados.
Se não houvesse animais vagando pelas ruas, as pessoas passariam a valorizá-los e eles seriam poucos e especiais.
Se os animais que são comercializados só fossem vendidos já castrados, isto evitaria que muitos aproveitadores quisessem animais de raça só com o intuito de procriação e venda de filhotes.

Se as pessoas entendessem que os animais são seres vivos e sensíveis, elas não desejariam possuir um determinado animal só porque sua raça está na moda. Elas saberiam que por trás daquela raça existe um ser que ama e sofre e que se apega às pessoas que cuidam dele.

Se as pessoas entendessem que os animais, assim como nós, sentem dor e medo, elas se compadeceriam deles e tentariam ajudá-los quando estivessem necessitados.
Se as pessoas se compadecessem dos animais que estão sofrendo nas ruas e os resgatassem e cuidassem deles para depois encaminhá-los para adoção, diminuiria muito o número de mortes por doenças e desnutrição.
Se as pessoas ficassem atentas às necessidades básicas dos animais como alimentação adequada, vacinação anual e abrigo contra as intempéries, todos eles teriam uma vida longa e digna.

Se as pessoas soubessem que os animais além de comida e abrigo precisam também de atenção e carinho, eles seriam muito mais felizes.

Se todos soubessem que prender animais em correntes ou espaços mínimos só gera revolta e infelicidade, todos os animais viveriam livres e satisfeitos no espaço a eles destinado.

Se todos soubessem que os filhotes deveriam ser ensinados apenas com recompensas pelo acerto e nunca com castigos e violência, as pessoas teriam em sua companhia animais adestrados e educados.

Se as pessoas soubessem que seu animal de estimação pode viver entre 12 e 15 anos, dependendo do porte, não haveria tantos abandonos provocados por velhice.
Se as pessoas soubessem que, como qualquer ser humano, os animais precisam mais delas quando estão doentes ou velhos, eles não seriam abandonados no momento que mais necessitam de cuidados.
Se as pessoas proporcionassem uma vida boa aos animais de estimação, receberiam em troca uma gratidão sem limites e uma dedicação que não se iguala a nenhum sentimento humano.

Se todos fizessem um pouco, com certeza esta situação de abandonos, sofrimentos  e mortes seria atenuada.

Para que isto aconteça, precisamos lutar e nos empenhar, pois os animais dependem de nós.
Maria Augusta Toledo
recolhe um cão de rua

 

Algumas Considerações sobre a Proteção de Animais Domésticos.

Dicas muito legais sobre iniciar a proteção animal:

 

Este texto foi realizado em parceria com diversos protetores e tem como objetivo servir de orientação para aqueles que estão se iniciando na proteção animal. Muitos principiantes não sabem dos riscos que eles e os animais podem correr e que são provocados por excessos ou por ausência de sensatez na hora de tomar algumas decisões. 
Este guia é uma obra aberta e espera a qualquer momento receber sugestões. 

Quantas vezes você já ouviu esta frase: melhor deixar o animal na rua do que o levar para o abrigo tal. Pode parecer absurdo, mas na rua ele terá alguma chance de sobreviver, pois pode ser que alguém tenha compaixão e o leve para sua casa. Já no abrigo, ele nunca será doado e ainda poderá acabar morrendo. 
Infelizmente muitas vezes esta é a mais pura verdade.

Abrigos ou mesmo casas de protetores superlotados são um risco para a saúde física e mental de cães e gatos. Superlotação é sinônimo de brigas, fome e transmissão de doenças. Nos abrigos, os animais acabam se tornando ariscos e até violentos e vivem permanentemente estressados, pois têm que lutar para se alimentar ou para receber um pouco de atenção.

Por tudo isto, antes de resgatar um animal, você precisa saber se tem para onde levá-lo e se tem condições de pagar uma consulta veterinária ou mesmo interná-lo em uma clínica, se houver necessidade. 
Você pode pedir desconto para animais de rua, mas não adianta se revoltar porque a clínica cobra pelos seus serviços. Por mais que eles tenham compaixão e queiram ajudar animais e protetores, eles também têm contas a pagar e precisam cobrar pelo serviço prestado para poder sobreviver. Lembre-se que trabalho sem remuneração é caridade.

Infelizmente o protetor é obrigado a fazer uma seleção e decidir se ele pode ou não ajudar aquele animal que está na rua e, na maioria das vezes, ele só deve resgatar um animal que está doente, sofrendo ou correndo perigo iminente. Ele tem que tomar cuidado para não recolher aqueles que são criados soltos e, apesar da irresponsabilidade dos donos, estão habituados a dar suas “voltinhas” e, na maioria das vezes, conseguem retornar para suas casas.

O animal perdido ou abandonado tem uma postura diferente na rua: ele normalmente está em mau estado, sempre à caça de comida e parece assustado e desorientado, procurando voltar para sua casa. Ele não tem um caminhar decidido e vai e volta até encontrar um local que julgue seguro.

Depois do resgate, vem o segundo passo: quando o animal é recolhido e você o leva para sua casa, precisa ter em mente que cães ou gatos que ficaram por algum tempo na rua estão desnutridos, fracos e com a resistência baixa. 
O ideal é oferecer ração de boa qualidade e deixar que eles se fortaleçam antes de dar remédio para vermes e antes da vacinação. 
Uma dica excelente e que já salvou muitas vidas é a da vermifugação suave para cães e gatos. 

Ao contrário dos vermífugos tradicionais que eliminam os vermes de uma só vez e podem até matar, no caso de filhotes enfraquecidos e com muitos vermes, o Licor de Cacau, vermífugo para humanos em pequenas doses livra o animal dos vermes de forma lenta e sem prejudicar sua saúde. Dê 1 ml para cães e ½ ml para gatos por cinco dias consecutivos, uma vez ao dia. Dê um intervalo de cinco dias e depois repita a dose. Esta dica não serve para animais com verminose severa e, neste caso, só o veterinário poderá indicar a medicação correta. 

Quando o cão ou gato estiver livre de vermes e sem sintomas de nenhuma outra doença, poderá ser vacinado e depois disto castrado. 
Outro cuidado importante que se deve ter logo após o resgate é deixar o animal, filhote ou adulto em quarentena, isolado dos outros. Isto para o caso dele estar contaminado por alguma doença e poder transmiti-la para cães e gatos saudáveis. No caso dos filhotes existe também o risco deles se contaminarem por doenças transmitidas por adultos, pois eles não têm nenhuma proteção. 
Assim que os animais estiverem saudáveis, castrados e vacinados, deve ter início o processo de doação. 
Doar sempre deve ser o lema de todo protetor consciente. 

Claro que você precisa fazer sempre uma doação responsável e nunca doar para se livrar do animal. É preciso ter certeza que ele estará em local seguro e terá acesso à boa alimentação e a cuidados médicos. 

Se todos estes requisitos não forem preenchidos, o resgate do animal terá sido em vão e você não terá feito nada de útil por ele. O protetor precisa salvar o animal e encaminhá-lo para uma vida melhor e mais segura do a que ele tinha antes. 
Para que este trabalho seja realizado com sucesso é fundamental para o protetor saber respeitar seus limites, sejam eles de espaço, financeiros ou de disponibilidade de tempo para poder cuidar dos animais recolhidos. Uma regra de ouro é que somente para cada animal doado, outro poderá ser resgatado. 

Seguindo estes princípios básicos, os protetores estarão poupando os animais e ao mesmo tempo preservando sua saúde física e psicológica. 
Este equilíbrio é indispensável para que não haja superpopulação, para que os animais não sofram e também para que os próprios protetores não se endividem e fiquem privados de necessidades básicas, de conforto e lazer. 
A palavra correta é impor limites para si e para sua atuação, para seu próprio bem e pelo bem dos animais necessitados. 

É muito difícil chegar a este equilíbrio, mas o bem-estar dos animais que nós ajudamos deve dar a tônica: se todos estiverem bem, estamos fazendo a coisa certa. Quando eles começarem a passar necessidades ou não estivermos conseguindo manter o ambiente limpo, livre de pulgas e tendo controle sobre as doenças contagiosas, precisamos rever nossas atitudes. 

Voltando à doação, todo protetor que consegue doar bem os animais pode resgatar sempre que nunca irá virar colecionador. 
Mas, todo este processo implica em acompanhamento posterior e este é primordial para que o animal se adapte à nova vida e para que o protetor se sinta seguro de ter realizado uma doação bem sucedida. Só depois de alguns meses de controle poderemos ter certeza do resultado. 

Outro ponto fundamental é que todos os animais doados devem ser castrados. Esta é a única maneira de evitar que o ciclo de abandonos e de nascimentos indesejados prossiga. Não adianta tirar o animal da rua e lhe arrumar um lar, pois se ele não estiver castrado, seus descendentes poderão ser novamente abandonados e assim se perpetuar este ciclo de mortes e sofrimentos.

Castrar sempre deve ser o lema de todo protetor consciente.

Concluímos que todo este processo é lento e trabalhoso e implica em gastos financeiros e emocionais. Os animais podem levar muito tempo até estarem prontos para seu novo lar e ainda temos aqueles que podem demorar meses ou até anos para serem doados, caso dos vira-latas adultos ou de cães e gatos com algum problema físico. 
Então, qual é o motivo que leva um protetor a passar por todo este processo? 
Além de poder ajudar os seres que ama, o protetor de animais se sente gratificado por salvar uma vida e a encaminhá-la para um futuro promissor. 
Neste processo se mesclam Trabalho e Prazer: o Prazer de fazer o Bem. 

Maria Augusta Toledo

 

 

 Fonte: http://www.petfeliz.com.br/

 

O cotidiano de um protetor de animais.

Assim começa o dia de um protetor de animais. Ele tem que madrugar para cuidar de todos os animais que estão sob sua proteção e que não conseguiram ser doados: são os idosos, doentes, especiais, ou seja, os que foram rejeitados pela sociedade. Depois de passar horas limpando, alimentando e medicando, o protetor finalmente liga o computador para ler as mensagens, com a esperança que perguntem sobre a turma que ele tem para doar. Felizmente, sempre tem alguém interessado nos cães ou gatos e também muitas, muitas pessoas pedindo ajuda: “Você pode recolher o gato que foi atropelado na minha rua? Você pode abrigar os animais que estão em um terreno baldio? Por favor, me ajude com um caso grave de maus-tratos.” Nesta hora tem início a sensação de medo e impotência que acompanha o protetor durante todo o seu dia. Os apelos são muitos e ele sabe de suas limitações. Mas, apesar dos problemas, ele precisa ir cuidar da turma (cada vez maior) de animais que tem para doar. São animais resgatados em péssimas condições ou que estavam correndo perigo de morte, muitos deles adultos e doentes. Sair de casa se tornou uma agonia, pois o protetor vê, cada vez com mais frequência, muitos animais abandonados pelo caminho e não tem como ajudá-los. Se ele não estabelecer um limite, não haverá como cuidar dos que já estão sob sua responsabilidade.
À tarde, ele volta para o computador para responder aos pedidos de adoção e receber notícias dos animais que já foram encaminhados. É sempre muito difícil ler o tempo todo sobre abandono e crueldades contra os animais e ter que confiar em quem vai adotar seu protegido. Isto é um exercício de superação, mas enfim, ele precisa confiar nas pessoas. A doação é o objetivo de seu trabalho, é o que o motiva a continuar nesta luta. Mas, muitas vezes a doação não dá certo e as causas podem ser as mais absurdas: ou o gato não mia nunca ou ele mia demais. O motivo é sempre a falta de perseverança das pessoas que, diante da menor dificuldade, desistem de tentar. Esta é uma das maiores tristezas para o protetor: colocar o animal que já estava se habituando a uma casa, a uma família, de volta em um abrigo. A maioria dos animais adoece ou entra em depressão. No final da tarde, outra sessão de limpeza, alimentação e medicação. À noite, exausto, o protetor consegue dormir em paz, aquele sono pesado e gratificante de quem batalhou o dia todo. Ele só perde o sono quando as dívidas nas clínicas veterinárias e nas casas de ração excedem o seu limite mensal. Aí começa outra batalha, a de levantar dinheiro para saldar seus compromissos. O certo é que o tempo todo o protetor de animais oscila com altos e baixos, com notícias boas e ruins e com vitórias e derrotas. Diante disto tudo, o que o faz continuar? Apenas uma coisa: o olhar de gratidão de um animal desesperado e sem saída. Alguns protetores piram, outros desistem, eu escrevo…
protetores da vida

Maria Augusta Toledo –
www.anjosparaadocao.com

OS GATOS NA HISTÓRIA.

Tem tanta coisa que se pode contar sobre a Magia dos nossos amados felinos que fico um pouco tenso pensando no que seria melhor dizer, então, antes de começar, vou pegar o meu bichano e colocá-lo no colo, pois sei que o seu ronronar vai me acalmar e vai me direcionar as melhores palavras. Pronto, vamos lá…

Sim, era isso que se via nos gatos, o poder de acalmar, dissipar energias negativas, acessar o mundo dos mortos e despertar o seu poder ancestral. Eles eram vistos como verdadeiros filtros das energias negativas e mostravam uma capacidade incrível de ver aquilo que nossos olhos não viam.

Na Idade Média, acreditava-se que poderiam ser bruxas que se transformavam ou que eram seres capazes de indicar e ensinar a elas os melhores feitiços, porém, provavelmente toda a magia acerca dos gatos começou com as lendas egípcias.

Uma de suas deusas era uma mulher com cabeça de Gato, Bastet, a Deusa da Fertilidade. Naquela época, os gatos eram tão importantes que ninguém podia atentar contra a vida deles, pois se assim ocorresse, nem o próprio Faraó poderia absolver tal indivíduo. Isto aconteceu com o Rei Tolomeo XII (pai de Cleópatra), que não pôde livrar um romano do linchamento que, por descuido, causou a morte de um gato.

Os Gatos eram chamados de “miw” ou “miut” e quando morriam os egípcios guardavam luto. Para demonstrar a dor e aflição que se abatia sobre a família, raspavam as sobrancelhas. Depois eram embalsamados e colocados em um sarcófago especial, pois deveriam ser levados à cidade de Bastet, Bubastis, para serem enterrados com solenidade.

A sociedade egípcia tinha uma adoração tão grande pelo felino que em várias de suas escritas existem suas imagens. São várias as estátuas encontradas e muitos dos deuses da época eram vistos, quando desciam à Terra, como gatos transformados. A coisa era tão séria que dentro das leis existia uma regra que em caso de incêndio os gatos deveriam ser os primeiros a serem salvos e protegidos a todo custo.

Esta importância também trouxe perdas aos egípcios, pois sabendo desta adoração à espécie, o rei persa Cambises II ordenou ao seu exército que utilizasse gatos como escudos na batalha de Pelusa e, assim, com a rendição das forças egípcias, conseguiu tomar a cidade.

Outro lado que podemos citar é a forma de maquiagem egípcia, que fazia as mulheres delinearem seus olhos como uma imitação do formato amendoado dos olhos da deusa Bastet.

Talvez, em lugar nenhum do mundo os felinos foram tão admirados e adorados como no Egito, porém, em toda a história eles sempre foram vistos como seres mágicos.

Voltando a Idade Média é que podemos ver o outro lado da moeda, foi nesta época que os nossos amados bichanos mais sofreram. Acredito que de todos os animais que foram relacionados ao demônio, como morcegos, cobras ou rãs, foram os gatos que mais pagaram com estas tolices humanas. Acreditava-se que os gatos mantinham as forças do Diabo ativas, como no ritual chamado de “endemoniação”, onde acreditavam que as bruxas possuíam um gato preto e se ligavam as forças infernais, recebendo sempre as benções do próprio Satã. Este é mais um dos relatos ridículos e absurdos daquela época, mas foi assim que o ser sagrado dos egípcios viu-se difamado sem piedade.

Quero lembrar que naquela época acreditava-se que todas as bruxas eram praticantes de Magia Negra, o que não é bem verdade. Se uma mulher desse carinho a um gato ou conversasse com ele já era acusada de bruxaria. Em 1233, o Papa Gregório IX declarou os gatos “oficialmente” como satânicos em sua bula “Vox in Roma”, e isso desencadeou a exterminação de milhares de gatos, muitos desses foram queimados vivos em nome do banimento dos demônios. Não podemos esquecer que, além dos felinos, a Inquisição também matou mais de 9 milhões de pessoas em suas fogueiras e torturas. Com a morte dos gatos criou o aumento da população de ratos que, com a falta de saneamento e condições precárias de higiene, ajudaram a deixar o século 14 marcado na Europa pela Peste Bubônica. Transmitida através da picada de pulgas infectadas por ratos doentes, a “Peste Negra” dizimou cerca de um terço da população europeia.

Agora, se sob o catolicismo os gatos se deram mal, na cultura islâmica (os árabes e turcos), ao contrário, se deram bem, pois eles adoravam este animal. Diz a lenda que Maomé, o profeta, estava em sua casa e fora atacado por uma cobra, mas seu gato conseguiu salvá-lo antes que ela desferisse o bote. Devido a isto, o profeta abençoou todos os felinos com a capacidade de caírem sempre de pé e, inclusive, com o poder das sete vidas, número sagrado para a filosofia.

Já no Japão, os gatos também ganharam um lugar de destaque, afinal, quem nunca passeou em um bairro oriental ou no próprio país nipônico e percebeu a imagem de um gato com um das patas de pé? Aquele gato chama-se Maneki-Neko, símbolo que determina a boa sorte à todos aqueles que visitam o local e, apesar de algumas divergências, a grande maioria acredita que quando estão com a pata direita levantada atrai o dinheiro, enquanto a pata esquerda levantada atrai clientes. Alguns utilizam o Maneki com as duas patas levantadas.

Bem, posso citar ainda os gatos na cultura nórdica, que eram os animais responsáveis por puxar a carruagem de Freya, umas das deusas mais importantes para eles. Na cultura celta, o filho da deusa Cerridwen, Taliesin, teria sido um gato em uma de suas encarnações e por isso existe a presença dos felinos nos cultos de fecundidade. Nos templos da Birmânia, atual Myamar, existiam gatos destinados a proteção e benção dos templos budista, daí a origem de uma das raças mais famosas da atualidade, os Sagrados da Birmânia. Já na China, estatuetas de gatos eram usadas para expulsar os maus espíritos.

Enfim, podemos dizer que, apesar dos mistérios de sua presença, os gatos são lindos e é sempre bom tê-los por perto. Em estudos feitos em 2012, em países como Estados Unidos, França e Alemanha, a população de gatos já é maior que a de cães. No Brasil, segundo um cálculo feito pela Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), estamos nesta mesma trajetória. Diz o engenheiro agrônomo José Edson Galvão de França, presidente executivo da Abinpet “Em 2022, para cada cachorro que for visto passeando na rua de coleira, haverá um gato dentro de uma casa“.

Assim, fico feliz em compartilhar com vocês todas estas histórias. Bom, vou continuar acariciando meu gato e tomando um belo chá.

Até a próxima história!

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Fonte:    http://escolaesoterica.com.br

Neurocientistas de todo o mundo assinam manifesto reconhecendo consciência dos animais.

Da Veja |Neurocientista explica por que pesquisadores se uniram para assinar manifesto que admite a existência da consciência em todos os mamíferos, aves e outras criaturas, como o polvo, e como essa descoberta pode impactar a sociedade.

O neurocientista canadense Philip Low ganhou destaque no noticiário científico depois de apresentar um projeto em parceria com o físico Stephen Hawking, de 70 anos. Low quer ajudar Hawking, que está completamente paralisado há 40 anos por causa de uma doença degenerativa, a se comunicar com a mente. Os resultados da pesquisa foram revelados no último sábado (7) em uma conferência em Cambridge. Contudo, o principal objetivo do encontro era outro. Nele, neurocientistas de todo o mundo assinaram um manifesto afirmando que todos os mamíferos, aves e outras criaturas, incluindo polvos, têm consciência. Stephen Hawking estava presente no jantar de assinatura do manifesto como convidado de honra.

Low é pesquisador da Universidade Stanford e do MIT (Massachusetts Institute of Technology), ambos nos Estados Unidos. Ele e mais 25 pesquisadores entendem que as estruturas cerebrais que produzem a consciência em humanos também existem nos animais. “As áreas do cérebro que nos distinguem de outros animais não são as que produzem a consciência”, diz Low, que concedeu a seguinte entrevista ao site de VEJA:

Estudos sobre o comportamento animal já afirmam que vários animais possuem certo grau de consciência. O que a neurociência diz a respeito?
Descobrimos que as estruturas que nos distinguem de outros animais, como o córtex cerebral, não são responsáveis pela manifestação da consciência. Resumidamente, se o restante do cérebro é responsável pela consciência e essas estruturas são semelhantes entre seres humanos e outros animais, como mamíferos e pássaros, concluímos que esses animais também possuem consciência.

Quais animais têm consciência?
Sabemos que todos os mamíferos, todos os pássaros e muitas outras criaturas, como o polvo, possuem as estruturas nervosas que produzem a consciência. Isso quer dizer que esses animais sofrem. É uma verdade inconveniente: sempre foi fácil afirmar que animais não têm consciência. Agora, temos um grupo de neurocientistas respeitados que estudam o fenômeno da consciência, o comportamento dos animais, a rede neural, a anatomia e a genética do cérebro. Não é mais possível dizer que não sabíamos.

É possível medir a similaridade entre a consciência de mamíferos e pássaros e a dos seres humanos?
Isso foi deixado em aberto pelo manifesto. Não temos uma métrica, dada a natureza da nossa abordagem. Sabemos que há tipos diferentes de consciência. Podemos dizer, contudo, que a habilidade de sentir dor e prazer em mamíferos e seres humanos é muito semelhante.

Que tipo de comportamento animal dá suporte à ideia de que eles têm consciência?
Quando um cachorro está com medo, sentindo dor, ou feliz em ver seu dono, são ativadas em seu cérebro estruturas semelhantes às que são ativadas em humanos quando demonstramos medo, dor e prazer. Um comportamento muito importante é o autorreconhecimento no espelho. Dentre os animais que conseguem fazer isso, além dos seres humanos, estão os golfinhos, chimpanzés, bonobos, cães e uma espécie de pássaro chamada pica-pica.

Quais benefícios poderiam surgir a partir do entendimento da consciência em animais?
Há um pouco de ironia nisso. Gastamos muito dinheiro tentando encontrar vida inteligente fora do planeta enquanto estamos cercados de inteligência consciente aqui no planeta. Se considerarmos que um polvo — que tem 500 milhões de neurônios (os humanos tem 100 bilhões) — consegue produzir consciência, estamos muito mais próximos de produzir uma consciência sintética do que pensávamos. É muito mais fácil produzir um modelo com 500 milhões de neurônios do que 100 bilhões. Ou seja, fazer esses modelos sintéticos poderá ser mais fácil agora.

Qual é a ambição do manifesto? Os neurocientistas se tornaram militantes do movimento sobre o direito dos animais?
É uma questão delicada. Nosso papel como cientistas não é dizer o que a sociedade deve fazer, mas tornar público o que enxergamos. A sociedade agora terá uma discussão sobre o que está acontecendo e poderá decidir formular novas leis, realizar mais pesquisas para entender a consciência dos animais ou protegê-los de alguma forma. Nosso papel é reportar os dados.

As conclusões do manifesto tiveram algum impacto sobre o seu comportamento?
Acho que vou virar vegetariano. É impossível não se sensibilizar com essa nova percepção sobre os animais, em especial sobre sua experiência do sofrimento. Será difícil, adoro queijo.

O que pode mudar com o impacto dessa descoberta?
Os dados são perturbadores, mas muito importantes. No longo prazo, penso que a sociedade dependerá menos dos animais. Será melhor para todos. Deixe-me dar um exemplo. O mundo gasta 20 bilhões de dólares por ano matando 100 milhões de vertebrados em pesquisas médicas. A probabilidade de um remédio advindo desses estudos ser testado em humanos (apenas teste, pode ser que nem funcione) é de 6%. É uma péssima contabilidade. Um primeiro passo é desenvolver abordagens não invasivas. Não acho ser necessário tirar vidas para estudar a vida. Penso que precisamos apelar para nossa própria engenhosidade e desenvolver melhores tecnologias para respeitar a vida dos animais. Temos que colocar a tecnologia em uma posição em que ela serve nossos ideais, em vez de competir com eles.

Publicado em 16 de julho de 2012 .

 

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Fonte:  http://vista-se.com.br