Encontros e reencontros com nossos irmãos animais.

Jan/Fev, 2013
Volume 24. JAN/FE.
Encontros e reencontros com
nossos irmãos animais.
“Nascer, morrer, renascer tantas vezes quanto for necessário, eis a lei”.
Kardec

Esta é a época mais linda do ano, isto porque em todas as partes desse planeta o sentimento da vida pulsa em todos os corações.
A vida se mostra de tantas maneiras e formas que demandaria muito tempo e trabalho para compreender a
plenitude de Nosso Criador.
É por isso que uma única existência não é suficiente
ao nosso aprendizado e, com todo o respeito aos que
nos leem, vou tratar de um assunto que é um tanto
quanto delicado, mas que tem sido o consolo, a alegria e a certeza de que nada se acaba, e sim que tudo se
transforma.
A nossa ciência já comprova a evolução das espécies
e em cada uma delas existe o Princípio Inteligente Universal.
O Princípio Inteligente Universal é à base de tudo e de
todas as coisas, aonde os espíritos construtores vão
modelando-os, através de seu magnetismo, pelas fases nos reinos mineral e vegetal; quando adentram no
reino animal passa a ser reconhecidos como
“espírito” com a letra minúscula.
É aqui que começa o nosso humilde diálogo com você, meu irmão e minha irmã.
Todo “ser” ou “criatura” tem o direito de evoluir, pois é
uma Lei Divina e Natural.
Através da pluralidade das existências e respeitando
sempre as opiniões contrárias, nós viemos do átomo e
chegaremos até os arcanjos – e para que isso aconte-
ça, é necessário aprendizado e evolução.
Cada “ser” é único, mas a roupagem para sua
evolução é, digamos assim, infinita como nosso PAI
CRIADOR também o é.
A despedida sempre gera dor tanto de um lado como o
do outro e o reencontro é o consolo e nossa alegria,
dando-nos a certeza que tudo se renova.

Uma assistida de nosso humilde grupo, o Grupo Fraternal Francisco de Assis – gffa –http://www.gffa.org.br, relatou-nos o reencontro de seu tutelado.
(Renno-Rottweiler que retornou)
Ela tinha um animal da espécie canina e da raça Rottweiler. Adestrado, aprendera algumas manias como,
por exemplo, passar a pata
no focinho ou ao sair de
carro, antes ir até a porta do automóvel e colocar a pata próximo à maçaneta. Os anos se passaram, a velhice chegou e a irmã morte o arrebatou. Dor, sofrimento,
tristeza, angústia e vazio envolveram a família como
um todo.
Passados alguns anos, não muitos, e esta irmã ao sair
de seu trabalho deparou-se com um cachorro sem raça
definida, vira-lata mesmo, todo sarnento e quase acabado, sentado em postura firme e olhando-a com alegria como quem reencontra alguém. Ela por sua vez
disse-lhe que não poderia leva-lo para casa, pois já
tinha outros dezesseis para cuidar. Mas algo lhe chamou atenção, ele fazia o mesmo gesto de esfregar à
pata no focinho.
Em pensamento, nossa irmã, por saber da pluralidade
das existências, questionou-se: “como um rotivailer
poderia vir na condição de um vira lata? E lembrando
da outra mania e dando uma de São Tomé, se despediu e foi em direção ao carro, só que não o dela, mas outro que estava ao lado. Para
sua surpresa, ele levantou-se e foi em direção ao carro certo, colocou pata dele próximo à maçaneta e olhando-a ficou balançando seu rabinho como quem diz “sou eu, estou de volta, vamos para casa”.
Diante disto, não teve jeito. Era seu tutelado que retornara em nova matéria, contudo
tinha seu corpo mental preservado para este reencontro.
Existem outros fatos acerca dos reencontros maravilhosos, relatos dos próprios assistidos ou de outros irmãos que, pelas palestras que fazemos por aí afora, nos abordam
com alegria e emoção e compartilham suas experiências; e mais do que isto, como
estão consolados por essa Lei Divina e Misericordiosa.
Sabendo disso é que sempre dizemos aos tutores nos momentos de muita dor na despedida de seus “entes queridos” tutelados: para agradecerem sempre a oportunidade
que tiveram nessa existência de ter o convívio fraterno com eles e que nunca percam
as esperanças, pois os benfeitores espirituais sempre providenciam os nossos encontros e reencontros mesmo que seja no cruzar de um caminho em um passeio, na mesma espécie ou em outra mais evoluída.
Fica aqui meu apreço e gratidão por esta oportunidade de vida de ajudar a propagar
este consolo a tantos irmãos e irmãs que sofrem por suas perdas.
Irmão Gilberto.

* Foto da capa. Livro
L i b e r t a ç ã o
Animal, Peter Singer, o
estudo do livro começa
dia 09/02/2013, no
GFFA.
Redação
Em Fevereiro de 2013 o Informativo do GFFA completou 2 anos, dois anos.

Fonte: http://www.gffa.org.br/informativo.pdf

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s