A UE define a proibição de testes de cosméticos em animais.

Os pioneiros da campanha, The Body Shop e a organização Cruelty Free International, comemoram após 20 anos de militância

LONDRES, 30 de janeiro de 2013 – /PRNewswire/ — Depois de mais de 20 anos de campanha, o varejista de beleza eticamente correto, The Body Shop, e a organização sem fins lucrativos Cruelty Free International estão, finalmente, comemorando o fim dos testes de cosméticos em animais na Europa, com o anúncio antecipado de que a importação e a venda de cosméticos testados em animais será proibida na UE a partir de 11 de março de 2013.

(Foto: http://photos.prnewswire.com/prnh/20130130/591114 )

EU Set to Ban Animal Testing for Cosmetics

 

 

 

 

Esta vitória revolucionária significa que, a partir 11 de março, qualquer pessoa que pretenda vender novos produtos e ingredientes cosméticos na UE não poderá testá-los em animais em nenhum lugar do mundo. A proibição afeta todos os cosméticos, inclusive produtos de higiene pessoal e produtos de beleza, do sabonete ao creme dental. The Body Shop é uma das poucas marcas de beleza que não será afetada pela proibição, tendo sempre sido contra os testes em animais.

A loja The Body Shop e a organização Cruelty Free International estão lançando uma série de atividades comemorativas especiais, na contagem regressiva até 11 de março, informados pela confirmação pessoal do Comissário Tonio Borg de que a proibição acontecerá conforme o proposto.  Tonio Borg escreveu, numa carta recente aos ativistas de experimentação animal,“Acredito que a proibição deverá entrar em vigor em março de 2013, pois o Parlamento e o Conselho já decidiram. Não estou, portanto, a propor que a proibição seja adiada ou revogada“.

A proposta de proibição transmite uma mensagem forte ao mundo todo, em apoio a produtos de beleza sem crueldade e, em especial, a países como a China, que ainda exigem que os cosméticos sejam testados em animais, para que também responda e proíba tais testes.

A diretora executiva da Cruelty Free International, Michelle Thew, disse: “Este é realmente um evento histórico e o fim de mais de 20 anos de campanha.  Agora aplicaremos a nossa determinação e visão em um palco global, para assegurar que o resto do mundo siga o mesmo caminho“.

Paul McGreevy, diretor de valores internacionais da loja The Body Shop, prestou uma homenagem aos clientes que têm apoiado a campanha da empresa contra os testes de cosméticos em animais há muitos anos, dizendo: “Esta grande conquista na Europa é apenas o encerramento de um capítulo. O futuro da beleza deve ser sem crueldade“.

Em 1991, a BUAV (fundadora da Cruelty Free International) estabeleceu a Coligação Europeia para a Abolição das Experiências com Animais em toda a Europa (ECEAE), com o objetivo de acabar com os testes de cosméticos em animais. Isso desencadeou uma campanha pública e política de ampla divulgação em toda a Europa, por mais de 20 anos.  Em 1993, The Body Shop, a primeira empresa de produtos de beleza a tomar medidas acerca de testes de cosméticos em animais, apoiou a campanha, conseguindo o apoio de seus consumidores em toda a Europa. Três anos mais tarde, em 1996, Anita Roddick, fundadora da The Body Shop, juntou-se aos membros da ECEAE e MEPs na apresentação de uma petição contendo 4 milhões de assinaturas para a Comissão Europeia.

Em 2012, a BUAV estabeleceu a Cruelty Free International, a primeira organização mundial dedicada a banir os testes de cosméticos em animais no mundo. A The Body Shop e a Cruelty Free International lançaram juntas uma nova campanha internacional que, até o momento, conta com clientes de 55 países assinando um compromisso global de apoiar o fim dos testes de cosméticos em animais.

Imagens e informações básicas: http://www.crueltyfreeinternational.org/en/a/Cruelty-Free-International-The-Body-Shop-campaign-history-and-images

Notas:

A proibição da UE sobre a importação e venda de produtos testados em animais foi planeada em 2009. No entanto, muitas empresas de produtos de beleza esperavam que a proibição fosse adiada ou revogada.  Contudo, o novo Comissário Europeu da Saúde e Defesa do Consumidor, Tonio Borg, confirmou, numa recente carta, que a proibição continua.

“Eu acredito que a proibição entrará em vigor em março de 2013, pois o Parlamento e o Conselho já decidiram. Não estou, portanto, planejando a propor que a proibição seja adiada ou revogada. Esta decisão significa também que temos de intensificar os nossos esforços para o desenvolvimento, validação e aceitação de métodos alternativos, bem como o reconhecimento internacional desses métodos. Eu sei que a ECEAE tem sido uma parceira valiosa e experiente nessas áreas e conto com seu futuro apoio”.

A diretora executiva da Cruelty Free International, Michelle Thew, encontrar-se-á com o Comissário Tonio Borg na quarta-feira, 30 de janeiro, em nome da Coligação Europeia para a Abolição das Experiências com Animais (ECEAE), para discutir a implementação da proibição.

media@crueltyfreeinternational.org  Tel.: +44-(0)-7850-510-955/+44-(0)207-619-6978

FONTE  Cruelty Free International

FONTE Cruelty Free International

 

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DENÚNCIA. Turista Italiano realiza ato criminoso e cruel em praia de Sabiaguaba – Ceará. Brasil.

DENÚNCIA.

Turista Italiano realiza ato criminoso e cruel em praia de Sabiaguaba – Ceará.
Estive no dia 28/01/2013 na praia de Sabiaguaba no Ceará e me deparei com uma cena muito forte de uma matança de filhotes de peixe Bagre. No início, achei que eram pessoas pescando como qualquer outro pescador, porém ao observar a cena, percebi o ato cruel que estava acontecendo e na mesma hora resolvi intermediar a situação em favor da natureza.

Haviam dois homens e uma mulher em uma mesa, os homens estavam pescando na parte rasa da praia e quando fisgavam FILHOTES de peixe Bagre eles esfaqueavam o animal e jogavam areia para vê-lo morrer lentamente. Havia uma cesta de lixo próximo a mesa e estava cheia de filhotes de bagre mortos e esfaqueados, alguns sem a cabeça, rabo, picotado e etc.

A Cena era super forte e rapidamente tirei a foto, não pude tirar mais fotos porque a moça brasileira, que estava com eles, alertou o homem mais idoso e o mesmo veio tirar satisfação com as seguintes palavras:
– “É Bagre, isso não serve para nada!”.

Respondi na mesma hora, “Está errado, eles tem uma função no mar sim, além disso, eles são filhotes e isso é proibido!.
A moça que os acompanhava começou a falar em tom alto, com vocabulário chulo e descontrolada, “Feio é o que brasileiro faz na Itália, com um p%@& gigante e é tudo vi@d#”.

Em seguida ela pegou o celular e gritou ao telefone para me ameaçar, “Tem uma mulher tirando foto do seu sobrinho aqui e vai coloca-lo na internet”.
Eu estava um pouco pasma com a situação e fiquei quieta, a menina continuou a gritar, “E tem uma, meu tio é do IBAMA e disse que isso pode sim, se mete não!”.
Depois de um tempo a moça ficou mostrando os seus seios para a minha família dizendo, “Quero ver tirar foto disso e colocar na internet”.

Eu guardei a foto registrada e venho por meio da mídia social tentar divulgar essa situação, tenho a foto original com a foto dos indivíduos.

Peço que cada um de vocês compartilhe ou envie para alguém que conhece alguma pessoa ou saiba como posso denunciar essa ação para um órgão de defesa ambiental.

É muito vergonhoso para mim, brasileira e moradora do Rio de Janeiro, ir até o nordeste, um refúgio lindo e paradisíaco, que cada brasileiro deveria ter o dever de zelar pelo que é nosso, encontrar um estrangeiro rindo e se deliciando pela falta de impunidade no nosso território.

Conto com a ajuda de cada um de vocês.

italianos

 

 

 

Fonte: https://www.facebook.com/ruteelisia.barbosa

Cadela que mobilizou 25 agentes em resgate na Ponte é apelidada de ‘Nina’. Trânsito foi interditado duas vezes na Ponte Rio-Niterói nesta quinta (31). Animal ganhou apelido em alusão a outra cadela resgatada na via.

Ao todo, 25 agentes e seis carros da Concessionária CCR Ponte foram mobilizados, na manhã desta quinta-feira (31), para resgatar a cadela que interditou duas vezes as pistas da Ponte Rio-Niterói, sentido Rio. Segundo os agentes que participaram da ação, na primeira vez que a via foi fechada, a cadela estava extremamente agitada, e as equipes ficaram com receio que o animal se jogasse na direção dos carros ou na Baía de Guanabara. Na segunda tentativa, quando o animal estava mais calmo, os agentes conseguiram se aproximar para fazer o resgate.

“É uma ocorrência séria. A gente quer muito resgatar o animal, mas ele também pode causar um acidente. Imagina você está trafegando a 90 km/h e entra um animal na sua frente O cachorro é imprevisível, a gente tem que ter cuidado”, afirmou Julio Amorim, coordenador de Atendimento da CCR.

Em alusão a outro cachorro resgatado na via no ano passado, a cadela ganhou o  apelido de “Nina”. Em outubro, um animal recolhido na Ponte ganhou o nome de “Carminha”, pois fechou o trânsito no local por uma hora e meia. O apelido foi uma homenagem à personagem de Adriana Esteves na novela Avenida Brasil, que causou grandes transtornos durante a trama.

Equipe da concessionária chegou a fechar a ponte duas vezes para resgatar a cadela Nina (Foto: Matheus Giffoni/G1)
Equipe da concessionária chegou a fechar a ponte duas vezes para resgatar a cadela Nina (Foto: Matheus Giffoni/G1)

Nesta quinta, os dois sentidos da Ponte foram completamente interditados às 9h22 para o resgate de “Nina”. Às 9h05, devido ao animal solto na via, as duas pistas foram fechadas e, em seguida liberadas. Logo depois, o cachorro acessou a pista pelo Elevado da Perimetral e ficou se alternando entre as duas pistas.O animal foi resgatado às 9h37.

Na quarta-feira (30), um cachorro vira-lata também invadiu a pista da Ponte e fechou a via por 4 minutos. O animal chegou até a altura da Praça do Pedágio, mas não foi resgatado, porque ele mesmo retornou a Niterói.

Cadela apelidada de 'Carminha' passou a noite tranquila na Suipa (Foto: Renata Soares/G1)
Cadela apelidada de ‘Carminha’ apareceu em outubro na Ponte (Foto: Renata Soares/G1)
Fonte: http://g1.globo.com

Por Que Os Gatos Se Esfregam?

Comportamento animal

gato se esfregando1

É uma delícia receber carinho de um gato, principalmente porque ele veio na sua direção e se esfregou na sua perna. Primeiro a cabeça depois o pescoço até chegar no final do seu lindo corpo as vezes com um pulinho no meio do caminho.
Você sabia que ele está se comunicando?
Os gatos possuem glandulas na testa, ao redor dos lábios, nas patas e nas laterais do corpo que secretam feromonios.
Estes feromonios atuam como comunicadores químicos.

Existem diferentes tipos com diversos significados que afetam o comportamento felino:

  • feromonios que indicam o status reprodutivo, isto é, a receptividade para acasalamento
  • marcadores de território e de objetos
  • sinais de conforto e familiaridade

Os feromonios são únicos, como a nossa impressão digital, cada gato tem o seu.  As glandulas da face secretam substancias com efeito calmante nos gatos. Quando eles esfregam a face em objetos ou pessoas deixam “uma marca olfativa”. O próximo gato que passar vai parar, cheirar, talvez se esfregar e identificar se o cheiro é de um gato conhecido, quando ele esteve por ali, em que direção estava se dirigindo e até perceber se estava de bom humor.

Quando os  gatos esfregam suas cabeças, uma contra a outra, pode ter certeza que estão confortáveis e fazendo questão de reforçar que são do mesmo grupo.

Quanto as esfregadas nas suas pernas…saiba que seu gato está te marcando como propriedade dele! Não é ótimo saber disso!?

 

Fonte: http://www.bichosaudavel.com/por-que-os-gatos-se-esfregam/

Só faltava essa..Fala Sério!!!! ” Gatos matam bilhões de animais e ameaçam vida selvagem dos EUA”

HELLO BBC, ACORDEM!!!!

O QUE ELES QUEREM, QUE OS GATOS PERCAM SEUS INSTINTOS….????  SÓ RINDO, PARA NÃO CHORAR….LEIAM:

 

Estudo mostra que até gatos domésticos representam perigo para aves, esquilos e camundongos.

 

Os gatos estão entre as principais ameaças à vida selvagem nos Estados Unidos, matando bilhões de animais todos os anos – um número muito maior do que estimativas anteriores.

As conclusões são de um estudo realizado por pesquisadores do Instituto Smithsonian de Biologia e Conservação e do Departamento de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos.

Os autores estimam que os gatos são responsáveis pela morte de entre 1,4 bilhão e 3,7 bilhões de pássaros e entre 6,9 bilhões a 20,7 bilhões de mamíferos todos os anos.

Publicado no site “Nature Communications”, o estudo diz que gatos de rua estão entre as piores ameaças, mas gatos domésticos também representam perigo.

Instinto matador
Segundo os cientistas, mais animais estão morrendo nas patas de gatos nos Estados Unidos do que em acidentes em estradas, colisões com prédios (no caso de animais que voam) ou envenenamento.

O instinto caçador de gatos domésticos tem sido bem documentado em muitas ilhas mundo afora, em que felinos foram responsabilizados pela extinção de 33 espécies.

Já o impacto dos gatos em áreas continentais tem sido pouco estudado.

Por isso, os cientistas fizeram uma revisão dos estudos realizados até então sobre a ação predatória dos gatos.

A análise revelou que o número de mortes provocadas por esses animais era muito mais alto do que o que se sugeria anteriormente. Eles descobriram que o número de pássaros mortos por gatos era quatro vezes do que se acreditava até então.

Pássaros nativos dos Estados Unidos estão entre os mais ameaçados, seguidos por animais como camundongos, ratos-do-campo, esquilos e coelhos.

Esquilos e coelhos
“Nosso estudo sugere que eles (os gatos) estão no topo das ameaças à vida selvagem americana”, diz Pete Marra, do Instituto Smithsonian.

De acordo com os cientistas, gatos sem dono – que incluem gatos de rua e os que vivem soltos na natureza ou em fazendas – matam três vezes mais do que os domésticos. Mas eles afirmaram que, ainda assim, seus donos poderiam fazer mais para coibir a ação de seus animais de estimação.

“Esperamos que essa grande mortalidade de animais selvagens incentive as pessoas a manterem seus gatos dentro de casa e sirva de alerta para as autoridades”, disse Marra.

A ONG britânica RSPCA, que atua na defesa dos animais, disse que o uso de uma coleira com um sino já reduz em até um terço as chances de um gato conseguir caçar outro animal.

gato1

 

 

Fonte: BBC de Londres/  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/01/gatos-matam-bilhoes-de-animais-e-ameacam-vida-selvagem-dos-eua.html

 

“Não acredito que perdi por essa história”, diz Dhomini sobre caso de maus-tratos a cão.

Eliminado na noite de ontem do “BBB13?, Dhomini se disse surpreso com a repercussão negativa de sua declaração de que teria arrancado os dentes de um cachorro.

“Não acredito que perdi essa p**** por causa dessa história”, disse o brother em conversa com jornalistas na noite desta terça-feira (22).

Segundo ele, a história foi apenas mais um dos “causos” que ele gosta de contar. “Pensa num caboclo que gosta de contar histórias, tipo o Guimarães Rosa. Esse sou eu. Contei essa história só pra acalmar o Yuri, que é muito explosivo”, afirmou.

Campeão do “BBB3?, Dhomini foi eliminado com 54% dos votos. Indicado ao paredão pelos colegas com seis votos, ele deixou a casa, em grande parte, pela revolta do público quanto à suas declarações dentro do programa.

Além do absurdo de ter arrancado os dentes do cão com um machado, Dhomini já declarou também que sua primeira relação sexual foi com uma égua, e deu detalhes sobre o ato criminoso de bestialismo. Como se não bastasse, também confessou ter feito sexo com sua esposa na presença dos filhos usando termos obscenos.

Quando questionado sobre o fato, Dhomini declarou que isso não é problema. “Faço até hoje. O que as pessoas têm a ver com isso?”, questionou. “O berço fica ao lado da cama”, completou.

Fonte: Uol

 

 

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medicamentos tóxicos para gatos!

ATENÇÃO: nunca medique seu gato sem prescrição veterinária.
Veja aqui alguns dos medicamentos que podem ser tóxicos para os gatos dependendo da dose e frequência.
Em caso de ingestão acidental não induzir vômito, não dar leite e levar ao veterinário imediatamente.

 

toxicos remedios

 

 

Fonte: Facebook. medicina felinos

A longa e (incompleta) domesticação do gato Descobertas genéticas e arqueológicas indicam que os gatos selvagens foram domesticados precocemente e em um local diferente do que se supunha.

Às vezes, ele é alheio ou carinhoso; outras, sereno ou arisco; ou ainda, encantador ou irritante. Entretanto, apesar da natureza volúvel, o gato doméstico é o animal de estimação mais popular do mundo. Um terço dos lares americanos tem felinos, e mais de 600 milhões de gatos vivem entre os homens em todo o mundo. Mesmo assim, por mais familiares que esses animais sejam, é difícil comprovar totalmente suas origens. Enquanto outros animais selvagens foram domesticados devido ao leite, à carne, à lã ou ao trabalho, os gatos não contribuem praticamente em nada para as ações humanas em termos de sustento ou trabalho. Como, então, se tornaram tão comuns em nossos lares?Os estudiosos já acreditavam há muito tempo que os antigos egípcios foram os primeiros a manter o gato como animal de estimação, há cerca de 3.600 anos. Mas as descobertas genéticas e arqueológicas feitas nos últimos cinco anos revisaram esse cenário – gerando conceitos mais atualizados tanto sobre a ancestralidade do gato doméstico quanto sobre a evolução de seu relacionamento com os seres humanos.Cama-de-gato
A questão sobre o local de origem dos gatos é difícil de desvendar por vários motivos. Embora vários investigadores suspeitassem que todas as variedades descendiam apenas de uma única espécie – Felis silvestris, o gato selvagem – não podiam ter certeza. Além disso, essa espécie não está confinada a um pequeno canto do globo. É representada por populações que ocupam todo o Velho Mundo – da Escócia à África do Sul e da Espanha à Mongólia –, e até recentemente os cientistas não tinham como determinar, precisamente, quais dessas populações de gatos selvagens deram origem ao tipo mais manso, o chamado gato doméstico.

CORTESIA DE KATHRIN STUCK Gato savana
AINDA EM EVOLUÇÃO: o cruzamento de gatos domésticos com espécies exóticas de felinos vem revolucionando sua genética. A fotografia mostra um gato savana, resultado do cruzamento entre um gato doméstico e um cerval.

Como alternativa à hipótese da origem egípcia, alguns pesquisadores chegaram a propor que a domesticação do felino ocorreu em vários locais diferentes, e que cada domesticação gerou uma raça diversa. Para confundir ainda mais a questão havia o fato de os membros desses grupos de gatos selvagens serem difíceis de discernir dos domésticos com a pelagem tigrada, pois todos têm o mesmo padrão de pelagem de listas em curva e se acasalam entre si, confundindo ainda mais os limites populacionais.

Em 2000, um de nós (Driscoll) se propôs a estudar a questão, viajando e coletando amostras de DNA de 979 gatos selvagens e domésticos do sul da África, Azerbaidjão, Cazaquistão, Mongólia e Oriente Médio. Como em geral os gatos selvagens defendem um único território durante toda a vida, ele esperava que uma composição genética de grupos de gatos selvagens variasse conforme a geografia, mas permanecesse estável no tempo, como ocorre com muitas outras espécies felinas. Se os grupos autóctones regionais desses animais pudessem ser distintos, uns dos outros, com base no DNA; e se o DNA de gatos domésticos fosse mais semelhante que o das populações de gatos selvagens, ele teria uma evidência clara de onde a domesticação se iniciou.

Na análise genética, publicada em 2007, Driscoll e outro de nós (O’Brien) e colegas se concentraram em dois tipos de DNA que os biólogos moleculares tradicionalmente examinam para diferenciar os subgrupos de espécies mamíferas: o DNA mitocondrial, herdado exclusivamente da mãe, e pequenas e repetitivas sequências do DNA nucleico, denominado microssatélites. Usando rotinas já estabelecidas no computador, avaliaram a ancestralidade de cada um dos 979 indivíduos da amostragem, baseando-se em suas assinaturas genéticas. Especificamente, mediram como o DNA de cada gato era semelhante ao de todos os gatos e agruparam os animais com DNAs similares. Então, perguntaram se a maioria dos animais de um grupo habitava a mesma região.

Os resultados revelaram cinco agrupamentos genéticos, ou linhagens, de gatos selvagens. Quatro dessas linhagens correspondiam exatamente a quatro das subespécies conhecidas de gato selvagem que habitam locais específicos: a F. s. silvestris na Europa, a F.s. bieti na China, a F. s. ornata na Ásia Central e a F.s. cafra no sul da África. No entanto, a quinta linhagem incluiu não apenas a quinta subespécie conhecida do gato selvagem – a F. s. lybica do Oriente Médio –, mas também as centenas de gatos domésticos da amostragem, incluindo os de raças puras e os felinos híbridos dos Estados Unidos, Reino Unido e Japão. Geneticamente, os gatos selvagens F. s. lybica coletados nos distantes desertos de Israel, nos Emirados Árabes ou na Arábia Saudita eram praticamente indistinguíveis dos gatos domésticos. O fato de eles se agruparem apenas com o F. s. lybica sugere que os gatos domésticos de todo o mundo surgiram de um único local, o Oriente Médio, e não de outras regiões, onde os gatos selvagens são comuns.Assim que descobrimos o local de origem dos gatos domésticos, o próximo passo foi determinar quando foram domesticados. Com frequência, os geneticistas podem estimar quando um evento evolucionário particular ocorreu, estudando a quantidade de mutações genéticas randômicas que se acumulam a uma taxa constante ao longo fodo tempo. Mas esse “relógio molecular” anda devagar demais para datar precisamente eventos tão recentes quanto os últimos dez mil anos, o intervalo provável da domesticação do gato. Para se ter uma ideia de quanto se iniciou o amansamento do gato, nos voltamos ao registro arqueológico. Uma descoberta recente provou-se especialmente esclarecedora em relação a essa questão.Em 2004, Jean-Denis Vigne, do Museu Nacional de História Natural de Paris, e seus colegas reportaram ter desenterrado as evidências mais antigas sugerindo que os homens mantinham os gatos como animais de estimação. A descoberta vem da ilha mediterrânea de Chipre, onde, há 9.500 anos, um adulto humano de sexo desconhecido foi deixado para o descanso fi nal em uma cova rasa. Objetos variados acompanhavam o corpo: ferramentas de pedra, um pedaço de óxido de ferro, um punhado de conchas e, em sua própria minúscula cova, a apenas 40 cm de distância, um gato de oito meses de idade, o corpo voltado na mesma direção oeste que o do humano.

Como os gatos não são nativos das ilhas mediterrâneas, sabemos que as pessoas os trouxeram de barco, provavelmente da costa oriental ao lado. Juntos – o transporte de gatos à ilha e o enterro do humano próximo ao gato – indicam que as pessoas do Oriente Médio já tinham uma relação especial, intencional, com os gatos há quase dez mil anos. Essa localização é consistente com a origem geográfica a que chegamos por meio das análises genéticas. Portanto, parece que os gatos foram sendo domesticados ao mesmo tempo que o homem se estabelecia nos primeiros povoados na parte do Oriente Médio conhecida como Crescente Fértil.

Jogo de Gato e Rato?
Com o estabelecimento do local e da idade aproximada das fases iniciais da domesticação dos gatos, pudemos começar a analisar novamente a velha questão: por que os gatos e os humanos desenvolveram uma relação especial? Em geral, os gatos não são candidatos prováveis à domesticação. Os ancestrais da maioria dos animais domésticos viviam em manadas ou bandos com hierarquias de domínio bem definidas. (Os homens, espertamente, se aproveitaram dessa estrutura suplantando o indivíduo alfa, facilitando, assim, o controle de grupos coesos inteiros.) Esses animais de manadas já estavam acostumados a viver em bandos; portanto, desde que houvesse comida e abrigo, se adaptavam facilmente ao confinamento.Mas os gatos são caçadores solitários, que defendem os limites de seu lar bravamente contra outros gatos do mesmo sexo (os orgulhosos leões são a exceção a essa regra). Além disso, enquanto a maioria dos animais domesticados se alimenta de plantas, bem abundantes, os gatos são carnívoros natos, ou seja, têm uma capacidade limitada de digerir qualquer coisa além da carne – um item de cardápio muito menos disponível. De fato, até mesmo perderam a capacidade de distinguir o sabor de carboidratos doces. No quesito utilidade para o homem, vamos apenas dizer que não são nada propensos a seguir ordens. Esses atributos sugerem que enquanto os outros domesticados foram resgatados da vida selvagem pelos homens, que os criaram para tarefas específicas, os gatos mais provavelmente optaram por viver entre os homens, devido às oportunidades que eles próprios encontraram.Os povoamentos iniciais do Crescente Fértil entre nove e dez mil anos atrás, durante o período neolítico, criaram um ambiente totalmente novo para quaisquer animais selvagens que fossem suficientemente flexíveis e curiosos (ou apavorados e famintos) para explorá-lo. O camundongo doméstico, oMus musculus domesticus, foi um desses animais. Os arqueólogos descobriram restos desse roedor, originário do subcontinente da Índia, no meio dos primeiros depósitos de grão selvagem dos homens, em Israel, datando de cerca de dez mil anos atrás. O camundongo provavelmente não conseguia competir bem com os camundongos selvagens locais que viviam ao ar livre, mas mudando-se para as casas e armazéns das pessoas, proliferou.

É quase certo que, no caso, esses camundongos atraíram os gatos. Mas as montanhas de lixo nos arredores das cidades provavelmente também foram um grande atrativo, fornecendo recursos o ano inteiro para os felinos que tivessem a esperteza de explorá-los. Essas duas fontes de alimento teriam incentivado os gatos a se adaptarem à vida junto aos homens; usando o jargão da biologia evolucionária, a seleção natural favoreceu os gatos que foram capazes de coabitar com os homens e assim ganharem acesso ao lixo e aos camundongos.

Com o tempo, os gatos selvagens mais tolerantes com a vida nos ambientes dominados pelos homens começaram a proliferar em vilarejos em todo o Crescente Fértil. A seleção nesse novo nicho teria sido principalmente pela mansidão, mas a competição entre os gatos também teria continuado a influenciar sua evolução e a limitar sua docilidade. Como, sem dúvida, esses protogatos domésticos foram deixados para se virar sozinhos, suas aptidões de caça e de remexer o lixo permaneceram agudas. Ainda hoje, a maioria dos gatos domesticados é independente e consegue sobreviver facilmente sem os humanos. Isso fica claro observando o enorme número de gatos soltos nas metrópoles, cidades e vilarejos de todo o mundo.Considerando-se que os gatos pequenos obviamente não provocam muito dano, as pessoas provavelmente não se importaram com a companhia deles. Elas podem, até mesmo ter incentivado os gatos a ficar ao redor ao ver que afugentavam os camundongos e as cobras. Os gatos também podem ter tido outro atrativo. Alguns especialistas especulam que os gatos selvagens têm características que podem tê-los pré-adaptados a desenvolver uma relação com as pessoas. Em especial, esses gatos têm traços “graciosos”: olhos grandes, um rosto arrebitado e alongado, a testa alta e arredondada, dentre outros – conhecidos por evocar carinho e proteção dos humanos. A causa mais provável, porém, pode ter sido que algumas pessoas levaram os gatinhos para casa apenas porque os acharam adoráveis e os amansaram, propiciando-lhes o primeiro passo dentro do lar humano.Por que a F. s. lybica, o gato selvagem africano, foi a única subespécie de gato selvagem a ser domesticada? As evidências dos relatos sugerem que algumas outras subespécies, como o gato selvagem europeu e o gato-da-areia da China são menos tolerantes com as pessoas. Se for assim, esse traço em si pode ter impedido a sua adoção em lares. Em contraposição, os gatos selvagens mais amistosos do sul da África e da Ásia Central podem muito bem ter sido domesticados sob condições favoráveis. Mas a F.s. lybica tinha a grande vantagem de estar perto dos primeiros povoamentos. Conforme a agricultura se espalhou, a partir do Crescente Fértil, houve o amansamento da F. s. lybica, preenchendo o mesmo nicho em cada região em que penetravam – e efetivamente fechando a porta para as populações nativas de gatos selvagens. Se os gatos domésticos do Oriente Médio nunca tivessem chegado à África ou à Ásia, talvez os gatos selvagens autóctones pudessem ter sido atraídos para os lares e vilarejos conforme as civilizações se desenvolviam.

Ascensão da Deusa
Não sabemos quanto tempo levou a transformação do gato selvagem africano para um companheiro doméstico carinhoso. Os animais podem ser domesticados bem rapidamente sob condições controladas. Em uma famosa experiência iniciada em 1959, cientistas russos, usando procedimentos altamente seletivos de raças, produziram raposas prateadas mais mansas a partir de espécimes selvagens em apenas 40 anos. Mas sem portas ou janelas, os agricultores neolíticos não teriam a possibilidade de forçar o controle da raça dos gatos mesmo se quisessem. Parece razoável sugerir que a falta da influência humana na apuração de raças e no provável cruzamento entre gatos domésticos e selvagens evitaram o amansamento rápido, atrasando a transformação, que só ocorreu em milhares de anos.

Embora a linha de tempo exata da domesticação do gato permaneça nebulosa, evidências arqueológicas já conhecidas há muito tempo permitem alguma compreensão desse processo. Depois da descoberta cipriota, as próximas indicações mais antigas da associação entre homens e gatos são um dente molar de um felino de um depósito arqueológico em Israel, que data aproximadamente de nove mil anos, e outro dente no Paquistão, de cerca de quatro mil anos.O testamento da domesticação completa vem de um período muito porterior. Uma estatueta, de Israel, de um gato em marfim, de quase 3.700 anos, indica que o animal era comumente visto perto de lares e vilarejos do Crescente Fértil antes de sua introdução no Egito. Esse cenário é lógico, já que todos os outros animais domésticos (exceto o asno) e as plantas foram introduzidos no vale do Nilo a partir do Crescente Fértil. Mas são as pinturas egípcias, do chamado período do Novo Império (a era de ouro do Egito iniciada há pouco mais de 3.500 anos), que propiciam as representações conhecidas mais antigas e definitivas da domesticação total. Essas pinturas mostram tipicamente os gatos sob as cadeiras, às vezes, com coleiras ou focinheiras e, com frequência, comendo das tigelas ou se alimentando de sobras. A abundância dessas ilustrações sinaliza que os gatos tinham se tornado membros comuns dos lares egípcios naquela época.Em grande parte, é devido a essas imagens evocativas que os acadêmicos tradicionalmente percebem o Egito antigo como o local da domesticação dos gatos. Entretanto, mesmo as mais antigas representações egípcias de gatos selvagens são 5 mil ou 6 mil anos mais recentes que o enterro cipriota de 9.500 anos atrás. Embora a cultura egípcia antiga não possa reivindicar o início da domesticação do gato, entre suas várias conquistas, com certeza, ela teve um papel essencial na posterior formação da dinâmica da domesticação e da dispersão de gatos por todo o mundo. De fato, os egípcios levaram o amor aos gatos a outro nível. Há 2.900 anos, o gato doméstico se tornou a divindade oficial do Egito, na forma da deusa Bastet, e os gatos domésticos eram sacrificados, mumificados e enterrados, em grande número, em Bubastis, cidade sagrada de Bastet. Avaliado em toneladas, o incrível número de gatos mumificados, lá encontrados, indica que os egípcios não apenas recolhiam populações ferais ou selvagens, mas pela primeira vez na história, criavam ativamente os gatos domésticos.

Durante séculos, o Egito proibiu oficialmente a exportação de seus venerados gatos. Entretanto, há cerca de 2.500 anos, os animais conseguiram chegar à Grécia, o que prova a ineficiência da proibição de exportação. Mais tarde, navios carregados de grãos zarparam diretamente de Alexandria para vários destinos do Império Romano e, com certeza, havia gatos a bordo para dar conta dos ratos. Dessa forma, os gatos devem ter estabelecido colônias em cidades portuárias, e a partir daí se espalharam. Há aproximadamente 2.500 anos, enquanto os romanos expandiam seu império, os gatos domésticos viajaram com eles, acabando por se tornar comuns em toda a Europa.

Uma evidência dessa disseminação dos gatos pode ser encontrada na localidade alemã de Tofting, em Schleswig, no período entre os séculos 4 e 10, além das crescentes referências a gatos na arte e literatura daquele período. (Por estranho que pareça, os gatos domésticos devem ter chegado às Ilhas Britânicas antes de serem levados pelos romanos, numa dispersão que os pesquisadores ainda não conseguiram explicar.)Enquanto isso, acredita-se que, no outro lado do planeta, os gatos domésticos tenham chegado ao Oriente há quase 2.500 anos, seguindo as rotas comerciais bem estabelecidas entre Grécia e Roma e o Extremo Oriente, atingindo a China, passando pela Mesopotâmia e alcançando a Índia tanto por terra quanto por mar. Então, algo interessante aconteceu: pelo fato de não existir por lá qualquer gato selvagem nativo, com os quais os recém-chegados pudessem cruzar, os gatos orientais logo passaram a seguir uma trajetória própria. Pequenos grupos isolados de gatos domésticos orientais gradualmente adquiriram cores características de pelagem, além de outras mutações, por meio de um processo conhecido como oscilação genética, na qual traços que não são benéficos, tampouco negativos, acabam se fixando em certa população.Essa oscilação levou ao aparecimento dos gatos korat, siamês, birmanês e de outras “raças naturais”, descritas pelos monges budistas tailandeses em um livro denominado Tamara Maew (poemas do livro-gato), com data provável de 1350. A suposta antiguidade dessas raças foi comprovada pelos resultados de estudos genéticos anunciados no ano passado, nos quais Marilyn Menotti-Raymond, do National Cancer Institute e Leslie Lyons, da Davis, University of California, encontraram diferenças de DNA entre as raças de gatos domésticos contemporâneos europeus e orientais, indicativas dos mais de 700 anos de procriação independente na Ásia e Europa.

Em oposição, pouco se sabe de como os gatos chegaram à América. Está devidamente documentado que Cristóvão Colombo e os outros navegantes da época levavam gatos a bordo durante viagens transatlânticas. Diz-se também que os viajantes a bordo do Mayflower e os residentes de Jamestown, nos Estados Unidos, trouxeram gatos consigo, para controlar os insetos e trazer boa sorte. Menos ainda se sabe da chegada dos gatos à Austrália, embora os pesquisadores presumam que tenham viajado com colonizadores europeus no século 17. Nosso grupo do U.S. National Institutes of Health vem estudando essa questão, usando o DNA.

Aperfeiçoamento em Busca da Beleza
Embora os seres humanos possam ter desempenhado um papel de menor importância no desenvolvimento das raças naturais do Oriente, o esforço para produzir novas raças teve início há relativamente pouco tempo. Mesmo os egípcios, que sabidamente criavam gatos extensivamente, não pareciam buscar traços característicos, provavelmente pelo fato de não terem surgido na época variações distintas: em suas pinturas, tanto os gatos selvagens quanto os domésticos foram retratados com o mesmo tipo de pelo tigrado. Com base nos escritos de história natural do artista Harrison Weir, especialistas acreditam que a maioria das espécies contemporâneas foi criada nas Ilhas Britânicas, no século 19. Em 1871 ocorreu a primeira exposição de gatos, com raças criadas para o fim específico de chegar a determinada aparência. Os animais foram exibidos no Crystal Palace, em Londres (a vitória coube a um persa, embora os siameses tenham provocado alvoroço).Hoje, a Cat Fancier’s Association e a International Cat Association reconhecem quase 60 raças de gatos domésticos. Apenas cerca de uma dúzia de genes é responsável pelas diferenças na cor, comprimento e textura dos pelos, assim como por outras características mais sutis, como a tonalidade e o brilho da pelagem das raças.Graças ao sequenciamento do genoma completo de um gato abissínio, chamado Cinnamon, em 2007, os geneticistas vêm identificando rapidamente as mutações que produzem esses traços, como as cores malhada, o preto, o branco e o laranja, o pelo longo e muitos outros. Entretanto, além das diferenças nos genes relativos à pelagem, a variação genética entre as espécies de felinos domésticos é muito sutil, comparável à diferença entre as populações humanas próximas, como franceses e italianos.

A ampla gama de tamanhos, formas e temperamentos, encontrada em cães (comparem um chihuahua com o enorme dinamarquês), é inexistente entre os gatos. Os felinos mostram muito menos variedade, pois, diferentemente dos cães que, desde os tempos pré-históricos, eram criados visando certas tarefas, como a guarda, a caça e o pastoreio, os gatos selvagens não foram submetidos a essas pressões de criação seletiva. Para entrar em nossos lares, tiveram apenas de desenvolver certa disposição amigável em relação aos homens.

E será que os gatos atuais estão realmente domesticados? Bem, sim, mas apenas o suficiente, pois embora satisfaçam o critério de tolerar os seres humanos, a maioria dos gatos domésticos ainda é livre e não conta com os homens para alimentá-lo ou para se acasalar. E, se por um lado, outros animais domesticados, como os cães, pareçam bastante diferentes dos seus ancestrais, o gato comum doméstico mantém muito da sua aparência original. Existem algumas diferenças morfológicas: as pernas mais curtas, um cérebro menor e, como bem notou Charles Darwin, um intestino mais comprido, que pode ser uma adaptação advinda do ato de remexer sobras de cozinha.

Mesmo assim, o gato doméstico está longe de parar de evoluir. De posse da tecnologia de inseminação artificial e da inseminação in vitro, hoje os criadores de gatos impulsionam a genética dos felinos domésticos em direção a um terreno inexplorado: estão criando gatos domésticos híbridos com outras espécies de felinos, produzindo novas espécies exóticas. O gato bengal e o caracata, por exemplo, resultaram do cruzamento do leopardo asiático com o caracal, respectivamente. O gato doméstico pode, por isso mesmo, estar às portas de uma evolução radical e sem precedentes, em um animal composto de multiespécies, cujo futuro só pode ser imaginado.

– Ao contrário de outras criaturas domesticadas, o gato doméstico contribui pouco para a sobrevivência humana. Assim, os pesquisadores refletem sobre como e por que os felinos vieram a coabitar com as pessoas.- Os especialistas tradicionalmente acreditavam que os egípcios foram os primeiros a amansar o gato, há cerca de quatro mil anos.- Descobertas arqueológicas e genéticas recentes indicam que a domesticação do gato se iniciou no Crescente Fértil, talvez há cerca de dez mil anos, nos primórdios da agricultura.

– As descobertas sugerem que os gatos começaram a ficar à vontade com as pessoas para se aproveitar dos camundongos e dos restos de alimentos encontrados nos povoamentos.
— Os editores

gatosdomesticados1
Pesquisadores examinaram o DNA de quase mil gatos selvagens e domésticos de todo o Velho Mundo para determinar que subespécies do gato selvagem, Felis silvestris, deram origem ao gato doméstico. Descobriram que o DNA se concentrou em cinco grupos, baseados na semelhança das sequências. Observaram que os gatos selvagens de cada grupo vieram da mesma região do mundo (mapa). No entanto, os gatos domésticos se agruparam apenas com a subespécie F. silvestris lybica, o gato selvagem africano (fotografia). O resultado mostrou que, sem dúvida, todos os gatos domésticos descendem apenas da F. s. lybica (árvore genealógica).
FONTE: “EARLY TAMING OF THE CAT IN CYPRUS”, J.D.VIGNE, J.GUILAINE, K.DEBUE, K.HAYE E P.GÉRARD, EM SCIENCE, VOL.304; ABRIL, 2004.

Tradicionalmente, os antigos egípcios levaram o crédito por domesticar o gato há aproximadamente 3.600 anos. Entretanto, em 2004, arqueólogos trabalhando na ilha mediterrânea de Chipre descobriram uma cova de 9.500 anos, contendo um humano adulto e um gato. Como os gatos não eram nativos de Chipre, devem ter sido trazidos em barcos, provavelmente da região oriental próxima. A descoberta sugere que as pessoas do Oriente Médio começaram a manter gatos como animais de estimação muito antes dos egípcios.

STEPHEN DALTON Photo Researchers, Inc. (camundongo); THE ISRAEL MUSEUM, JERUSALÉM (estatueta); THE BRITISH MUSEUM (múmia); DAVE KING GETTY IMAGES (siamês); HELMI FLICK (pelo curto britânico

Pesquisadores, baseados em registros arqueológicos e históricos, acreditam que a transformação do gato selvagem africano em um animal de estimação onipresente transcorreu no decorrer de milhares de anos.

– 10.500 – 9.500 ANOS ATRÁS
Restos de um camundongo doméstico preservado entre os depósitos de grãos em Israel; o início da agricultura e dos povoados permanentes cria oportunidades de aproximação entre os gatos e os homens, com o fim de caçar camundongos.

– HÁ 9.500 ANOS, Enterro duplo de um ser humano e de um gato na ilha mediterrânea de Chipre; evidência mais antiga de uma relação especial entre as pessoas e os gatos.

– HÁ 3.700 ANOS Estatueta de marfim, esculpida em Israel, sugere que os gatos eram comumente vistos próximo de povoamentos no Crescente Fértil.

HÁ 3.600 ANOS, Artistas pintam gatos domesticados em Tebas, Egito; a evidência mais antiga e óbvia do gato totalmente domesticado.

– HÁ 2.900 ANOS Gatos se tornam “divindades oficiais” do Egito, na forma da deusa Bastet; o enorme número de gatos sacrificados e mumificados na sua cidade sagrada indica que os
egípcios criavam gatos domésticos.

– HÁ 2.300 ANOS, Auge da adoração do gato no Egito; os governantes ptolomaicos mantêm restrições severas para a exportação de gatos.

– HÁ 2.000 ANOS Restos preservados de gato em localidade alemã de Tofting, em Schleswig, e referências crescentes aos felinos na arte e na literatura mostram que os gatos domésticos eram comuns em toda a Europa.

– 1350-1767 Tamara Maew (ou os poemas do livro-gato), composto por monges budistas na Tailândia, descreve as raças naturais autóctones como o siamês, que surgiram em grande parte por meio de oscilações genéticas, em contraste com a intervenção humana.

– SÉCULO 19 A maioria das raças modernas se desenvolveu na Ilhas Britânicas, de acordo com textos do artista inglês de história natural, Harrison Weir.

– 1871 Exposição de gatos no Crystal Palace, em Londres, é a primeira a incluir raças desenvolvidas pelo homem.

– 2006 Primeiro gato hipoalergênico criado pela Allerca

JEN CHRISTIANSEN

Conforme a agricultura e os povoamentos se espalharam do Crescente Fértil para o resto do mundo, ocorreu o mesmo com os gatos domésticos. O mapa abaixo mostra o que se presume ser as primeiras ocorrências de gatos domésticos em regiões de todo o globo.

A espécie escocesa, representante do gato selvagem europeu do norte, adaptada às condições ambientais e climáticas muito diversas daquelas em que vivem as outras espécies, se encontra criticamente ameaçada, devido ao cruzamento com gatos domésticos livres. De acordo com a última estimativa, talvez restem apenas 400 gatos selvagens escoceses puros. Porém, separar os felinos escoceses dos gatos híbridos e domésticos é uma tarefa desafiadora, pois eles são muito semelhantes. Com esse propósito, os autores recentemente descobriram uma assinatura genética única do gato selvagem escocês, que permite a identificação precisa. Esse processo facilitará enormemente a implantação da proteção legal desse animal.
GANDEE VASAN Getty Images (gatos); TIM FLACH Getty Images (cachorros)

Diferentemente dos cães, que existem em uma vasta gama de tamanhos, formas e temperamentos, os gatos domésticos são relativamente homogêneos, diferindo principalmente quanto à pelagem. O motivo para a relativa falta de variação entre os gatos é simples: os homens vêm criando cães para os auxiliarem em tarefas específicas, como caçar ou puxar trenós, enquanto aos gatos falta a inclinação para desempenhar a maior parte das tarefas que seriam úteis aos homens, estando, portanto, imunes a essa pressão de seleção de raças.

Cats: ancient and modern. Juliet Clutton- Brock, Harvard University Press, 1993.The natural history of the wild cats. Andrew Kitchener, Cornell University Press, Comstock Publishing Associates, 1997.

A natural history of domesticated mammals. Juliet Clutton-Brock, segunda edição, Cambridge University Press, 1999.

The near eastern origin of cat domestication. Carlos A. Driscoll et al. Em Science, vol. 317, págs. 519-523; 2007.

Patterns of molecular genetic variation among cat breeds. Marilyn Menotti-Raymond et al. em Genomics, vol. 91, págs. 1-11; 2008.

Fonte:  http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/a_longa_e__incompleta__domesticacao_do_gato.html

Genética Canina.

Genética canina

PUBLICADO  EM 20 DE JULY DE 2010 AS 13:32

Certamente, o planejamento da criação de cães teve como objetivo desenvolver programas para produzir linhagens de animais com físico específico e traços de saúde que causou o desenvolvimento de aproximadamente 300 raças distintas de cães. Isto conduziu, por necessidade, à prática comum de produzir animais com aparência aproximada e com consangüinidade relacionada.

Devido à falta da rigorosa seleção para remover desordens genéticas que se seguiram a certas coberturas inadequadas, muitas raças caninas, não inesperadamente são caracterizadas por algumas doençasgenéticas, muitas das quais são herdadas como traços recessivos ou aparentemente complexos autossômicos.

Um certo número destas de doenças assemelham-se a similares desordens humanas, e são, assim, prováveis serem as mesmas no nível dos genes. Até recentemente, havia poucos reprodutores uniformes, o criador mais informado ou o veterinário poderia fazer uma avaliação para saber exatamente a probabilidade que todo cão tinha para transmitir a sua prole, como portador de mutações genéticas que proporcionaria uma predisposição para a transmissão de certa doença.

Mas devido à recente disponibilidade de marcadores moleculares para o genoma canino, e um detalhado mapa genético canino, o estudioso de genética molecular veterinária está surgindo. Em conseqüência nós estamos nos primórdios de uma era marcada pelo regresso com o cuidado com a saúde canina.

Teste de Genética Canina

Os seguintes capítulos focalizam as características descritivas de muitas doenças caninas, se bem que os recentes avanços na biologia molecular canina permitem que nós conheçamos estas doenças. Este sumário devem ser posto no contexto de onde o campo genético molecular canino for dirigido.

Nos meses de pesquisa nós verificamos que os diagnósticos dos testes genéticos apontaram para muitasdoenças caninas comuns, como são agora: como é o caso da degeneração atrofia progressiva retinal do cone da haste e a doença de Von Willibrands. Os criadores terão a opção, e em alguns casos a responsabilidade, de fazer testes chaves nos seus cães antes de implantar um programa de reprodução para determinar o status do portador para alguma variedade de desordens hereditária.

Ao cuidadoso uso de tais testes e a correta interpretação dos dados, espera-se que poderá reduzir rapidamente a presença de doenças específicas em algumas raças.

No caso o mais simples um cão será identificado claramente como portador ou estando “desobstruído” de uma desordem genética particular, e o criador que o melhor curso de ação seja a rápida inclusão desse cão no programa produção.

Este é o cenário mais simples, entretanto, em alguns casos, não são inteiramente cobertos pelos intrínsecos testes genéticos. Haverá as situações onde os resultados dos testes serão ambíguos e não conclusivos, por isso não serão claros quanto a pergunta se o cão provavelmente contribuiria com um deteriorado fundo genético para a sua prole. Haverá as situações as questões sobre o teste não serão inteiramente informativas para os cães sob certa consideração e duras decisões terão que ser feitas sobre uma informação limitada. Além disso, como nós aprendemos sobre o que foi aplicado nos testes genéticos humanos, haverá muitas situações onde uma simples alteração molecular será anotada num portador potencial, mas nós não estaremos suficientemente informados sobre a proteína de modo a questionar para saber se a variação molecular é deteriorada ou não. Tais mudanças do lugar comum incluem a adição ou a substituição de um aminoácido particular numa região da proteína cuja função não seja bem compreendida.

A experiência na genética humana diz-nos que tais alterações do germine são relevantes se forem partes funcionais dentro das proteínas carregadas, mas freqüentemente são totalmente irrelevantes se forem codificadas em partes não essenciais ou proteínas redundantes. Em tais situações há pouca informação útil a ser colhida sobre um cliente canino.

Além das difíceis circunstâncias mencionadas acima, haverá os casos em que um cão verdadeiramente extraordinário, considerado um exemplo no que tange o padrão da raça, seja considerado portador de um traço altamente indesejável. Em tais situações os proprietários serão forçados a fazer difíceis escolhas sobre as maneiras em que seus programas de produção deverão ser mais bem modificados e as implicações sobre como os fatores sorte e riscos serão considerados e se estarão dispostos fazer exame. Em tais circunstâncias os criadores provavelmente receberão dos pesquisadores veterinários e de sues colegas o conselho para prosseguir. Os clientes esperarão a avaliação exata de risco para seus cães e desejarão receber a orientação de como prosseguir de melhor forma nos seus programas de reprodução.

É importante manter em mente que todos os traços não são amaináveis aos testes genéticos. Muitos traços de interesse aparecem como de origem complexa, com diversos genes preditos para contribuir em maior ou menor extensões ao fenótipo final. Tais traços aparecem freqüentemente na população com significativa variação no fenótipo. Tal variação também pode acontecer devido a uma incompleta ou parcial penetração de uma mutação, traços notoriamente de difícil de detecção. Uma vez compreendido, o desenvolvimento dos complexos testes para traços genéticos pode ainda ser muito difícil certas averiguações, porque pode ser quase impossível predizer como um subconjunto dos genes se comportará em um particular plano genético.

Será responsabilidade do veterinário auxiliar o seu cliente a compreender a relação de risco/beneficio de manter um cão em certas circunstâncias particulares reproduzindo no seu programa de procriação.

O genoma e o mapa canino

Para a maioria das doenças caninas, a causa genética subjacente ainda não foi determinada. Tal informação somente pode ser atingida depois de uma cuidadosa TELA do genoma inteiro nos pedigrees dos cães que carregam a doença do questionamento.

Até recentemente, tais TELAS foram quase impossíveis de serem conduzidas por causa da falta de informações sobre o genoma canino. O genoma canino foi historicamente muito difícil de estudar; o cão tem 38 pares de cromossomos, a maioria dos quais são pequenos e acrocêntricos, fazendo a difícil análise citogenética. Usar bordas de alta-resolução de cromossomos da metáfase dos fibroblastos do cão, foi descrito um ideograma de 460 faixas do genoma do cão. Os padrões para a identificação do cromossomo por G-bordas foram estabelecidos pelo Comitê englobando os 22 principais autossomas caninos para o cariótipo estandardizado do cão (Switowski et al., 1997).

Os mapas dos cromossomos são necessários para determinar o relacionamento evolucionário entre genomas, e para determinar os relacionamentos sintênico entre mamíferos. Um mapa genético, entretanto, é necessário para traçar os genes que acusam falsos traços de interesse.

Um mapa genético é um registro da distância que existe entre marcadores cuja medida varia em função da recombinação genética.

Um marcador é um curto segmento do DNA que varia entre um par de chromosomes combinados.

Porque todo o indivíduo dado tem duas cópias para cada cromossomo, cada um tem uma função individual, pela definição, dois alelos para cada marcador.

Se os alelos herdados dos pais forem idênticos, os indivíduos são homozigotos para esse marcador.

Os marcadores estão considerados informativos se houver população de alelos suficientes de forma que a maioria dos acoplamentos permita que a interação dos cromossomos (ou das regiões dos cromossomos) esteja seguindo a linha de um avô paterno.

Se a freqüência mais comum do alelo que aparece na população for menor que 95%, o marcador consultado estará então na condição de polimórfico

Os melhores testes genéticos são aqueles compostos de marcadores muito informativos, nestes casos são prováveis de serem úteis na investigação das doenças, pelo estudo dos cromossomos testados na maioria de pedigrees.

Se um marcador e um gene forem situados fisicamente próximos ao mesmo cromossomo, os alelos em cromossomos homólogos serão herdados em um número significativo pela prole e isso pelo fato de estarem ligados. Se dois marcadores ficarem situados distantes no mesmo no mesmo cromossomo ou em cromossomos diferentes, seus alelos serão herdados independentemente, sem nenhuma associação com uma outra, e desligados.

A tarefa em traçar genes na doença genética é encontrar os marcadores polimórficos que são ligados aos loci da doença.

Para uma determinada região do genoma a probabilidade de um evento de recombinação genética ocorrer entre um par de marcadores ou do marcador de um gene de doença é proporcional à distância entre eles. Esta probabilidade é expressa como uma fração da recombinação ou, nas unidades chamadas de centiMorgans (m).

Uma recombinação de um por cento é igual ao cM, que corresponde aproximadamente a milhão pares baixos no genoma humano.

Os marcadores com o melhor e maior valor preditivo são aqueles que são localizados muito próximos do gene da doença investigada. Freqüentemente faz-se um exame intenso dos anos de pesquisa do próprio marcador ligado ao real gene da doença. Mas se os marcadores forem definidos como próximos ao gene da doença investigada (entre alguns milhões pares baixos), os apropriados testes genéticos prontamente podem ser desenvolvidos.

Atualmente, a maioria dos mapas genéticos dos mamíferos é composta por marcadores microsatélites.

Microsatélites são pequenos estiramentos repetitivos, geralmente de não codificados com o DNA polimórfico que pode ser seguido usando a reação em cadeia polimerase (PCR).

São ótimos para a construção de mapas genéticos por diversas razões.

Primeiramente, são freqüentes e distribuídos aleatoriamente; há diversas das milhares disposições comuns de repetição (por exemplo (CA)n, (GATA)n, ou (CAG)n) dispersado durante todo o genoma canino.

Daqui, a coleção de um grande número de marcadores para a construção do mapa ou para o teste genético é um exercício relativamente direto. Em segundo, a taxa em que mutações geram alelos novos de variação é não trivial – entre 10 – 2 a 10 – 5, significando que há bastantes alelos na população que todo marcador verificado tem boa possibilidade de ser altamente informativo na maioria dos estudos traçados, mesmo estudos que envolvem famílias de inbreeding relativo.

Não obstante, são suficientemente estáveis que o vínculo das seções adjacentes dos cromossomos confiantemente podem ser seguidos através de diversas gerações de uma mesma família com elevada exatidão.

A versão atual do mapa ostenta quase 400 marcadores de microsatélites. A distância comum entre marcadores no mapa é 9 cm e o acoplamento se agrupa a favor de um cálculo com cobertura superior a 95% do genoma.

Então, o mapa resultante é de densidade suficiente para iniciar a cartografia das características de interesse.

O Mapa Canino usa uma tela de genoma para identificar um locus de doença, e envolve a análise do DNA de famílias apropriadas que usam marcadores espaçados sobre todo 10cM.

O resultado de tal tela, se próspera, será a identificação de loci de cromossomo onde é provável que genes de interesse sejam identificados. Uma recente tela de genoma mostrou com sucesso a cartografia da progressiva degeneração de “rod-cone” (prcd) locus canino para o cromossomo 9.

prcd é o retinal hereditário mais difundido que conduz à cegueira os cães e, pelo menos fenotipicamente, é a contrapartida canina da retinite pigmentosa (RP) doença de humanos. Em esforços prévios para identificar o locus genético para prcd, o homologo canino para muitos dos genes é ocasionalmente associado com RP em humanos, como RHO, PDE6B, e RDS/periférico, foi excluído como sendo o gene de prcd. Recentemente, digitando múltiplos informativos de genealogias com marcadores de microsatélite que atravessam o genoma canino localizaram prcd próximo do centrométrico terminal do cromossomo canino 9 (CFA9) (Acland et al., 1997).

A relação conservada, ou sintenico, desta região de CFA9 e distal cromossomo humano 17q estabelece homologia potencial de locus de prcd no cão com RP17, um locus de retinites pigmentosa humana para a qual nenhum gene ainda foi identificado.

Isto marca prcd como o primeiro lócus, da doença canina, nomeado por análise de acoplamento genética a um cromossomo canino diferente do X. Porque foram identificados marcadores que estava perto do gene da doença, diagnósticos estão agora em desenvolvimento e podem ser usados para predizer com precisão a probabilidade de um determinado cão ser portador. Além disso, a cartografia de prcd foi o primeiro autossomal canino agregado ao locus encontrado por análise de acoplamento para qual o humano homólogo pode ter em identificadas regiões de cromossomos de rato. Isto significa que genes no cromossomo humano 17q densamente traçado servem agora como genes candidatos para prcd.

A prática de acoplamento para definir genes de doenças caninas é usado para a evolução do mapa canino, segue uma seleção de genes de candidatos na região sintenico humana densamente traçado nos genomas de rato, é esperado que haja aumento da taxa à qual o loci da doença canina é dramaticamente clonado e eventualmente seqüenciado.

O sumário progresso que ocorre neste campo da genética caninas propiciará a identificação de genes que estão sob muitas das características herdadas que fazem em geral para o cão um recurso sem igual para o estudo da genética dos mamíferos (Giniger e Ostrander 1997). Porém, um entrave para esta promessa é o fato que uma próspera tela de genoma só é provável se o dados clínicos subjacentes forem precisos. Isto significa que os mais prósperos empenhos para traçar genes de doenças serão esses que estão baseados em diagnósticos de alta qualidade.

Informação absolutamente precisa tendo sobre a qual cães de determinada família são afetados, e em que estágio a doença é expressa, será fundamental para desvendar qualquer característica na genética canina.

Os médicos veterinários que se mantêm atualizados nas informações relativa a genética canina e biologia molecular tendo acesso facilitado a formas de referencias, particularmente sentirão o quão útil são as atualizações que consideram recentes avanços nos diagnósticos associados a terminologia molecular. Além disso, onde os diagnósticos baseados em testes genéticos já estão disponíveis, espera-se que o estudioso encontre um bom fundo relativo a sua aplicação, encorajamento para desenvolver e datar novos testes.

Assim, o contido neste artigo tem o objetivo de fornecer os dados necessários para o pesquisador incorporar a moderna genética de molecular na prática diária do atendimento e da criação de cães. Com a aplicação destes novos métodos teremos toda expectativa que a próxima geração de cães de puro sangue seja mais saudável e de vida mais longa que os antecessores, e que a próxima geração de proprietários de cães tenham até maior satisfação pelos seus animais de estimação serem mais saudáveis.

genetica
Redação Portal da Cinofilia / São Paulo-SP

Cães e gatos também estão propensos a desenvolverem o diabetes.

Uma doença que atinge em grande escala a população humana é o diabetes – enfermidade ocasionada pelo aumento da taxa de açúcar (glicose) no sangue. Por mais estranho que pareça, os cães e gatos também podem sofrer com a doença e quanto mais cedo for descoberta, maiores as chances de sucesso no tratamento. Em cães é mais comum o aparecimento do diabetes entre os quatro e 14 anos de idade, com maior ocorrência entre os sete e nove anos, sendo as fêmeas afetadas cerca de duas vezes mais do que os machos. Algumas raças de cães como Poodle miniatura, Samoieda, Pug, Poodle Toy e Schnauzer Miniatura têm maior predisposição à doença.
Os principais sintomas do Diabetes são: aumento da quantidade de água ingerida; o volume da urina se torna maior e o emagrecimento. O Diabetes em estado avançado nos cães tem como sinal o aparecimento da catarata. Já nos gatos a neuropatia diabética (lesão dos nervos em virtude da glicemia elevada) pode ocasionar dificuldade e dor no andar do animal. É essencial estar atento aos primeiros sinais e procurar ajuda médica veterinária o quanto antes.
O diabetes tipo 1 é o mais comum em cães e se caracteriza pela perda das células que produzem o hormônio insulina, responsável pela captação da glicose sanguínea. Dessa forma, a maior parte dos cães precisa de insulina como parte do tratamento. A aplicação deve ser realizada sempre nos mesmos horários e na dose correta prescrita pelo médico veterinário. Já em gatos o diabetes tipo 2 é o mais freqüente e está fortemente associado ao aumento de peso  que promove alterações no controle da glicose sanguínea e o aparecimento da doença. Vale ressaltar que em alguns casos os gatos não têm necessidade de insulina.
 O tratamento do diabetes tanto em cães como em gatos necessita ser feito sob supervisão do médico veterinário e deve levar em conta o manejo nutricional do animal. Deve ser oferecido um alimento específico que considere as necessidades nutricionais e metabólicas peculiares dessa doença. Avaliações periódicas são importantes para monitorar o controle do açúcar no sangue, ajustar as doses de insulina, quantidade e tipo de alimento, e a saúde geral do animal.
A melhor forma de prevenção tanto para o Diabetes tipo 1 ou 2 é manter o animal com uma dieta equilibrada, já que muitos animais recebem alimentação de forma errada através de guloseimas (biscoitos, petiscos, restos de comida), o que contribui para o aumento de peso e conseqüentemente o Diabetes. Uma forma de avaliar se o cão está acima do peso é verificar o acumulo de gordura na região da base da cauda e do abdômen e nos gatos na região inguinal (parte da frente das patas traseiras). O ideal é sempre estar atento a condição corporal do animal. Além disso, dedicar parte do dia para passear ou brincar com ele, para que o mesmo possa praticar exercícios físicos regulares.
Fonte: Assessoria de Imprensa, adaptado pela equipe Cães&Gatos.