Diga NÃO a matança de animais que produzem o Almíscar.

Almíscar, é o nome dado a um perfume obtido a partir de uma substância de forte odor, secretada por uma glândula do veado-almiscareiro, de outros animais e também de algumas plantas de odor similar.

A variedade que é comercializada é a secreção do veado-almiscareiro, porém o odor se encontra também no boi-almiscarado (Ovibos moschatus), no rato-almiscarado (Ondatra zibethicus), no pato-almiscarado (Biziura lobata) entre outros animais.

Para obter-se o perfume do veado-almiscareiro, mata-se o animal e se extrai completamente a glândula, que é secada ao sol, sobre uma pedra quente ou submergindo-a em azeite quente. É comercializada sob duas formas: a glândula inteira ou o perfume extraído do seu receptáculo.

Seu aroma não é só mais penetrante, como também mais persistente do que qualquer outra substância conhecida. É uma matéria prima muito importante em perfumaria, dando força e fixando as essências vegetais com seu aroma poderoso e duradouro.

O almíscar artificial é um produto sintético possuindo um aroma similar ao natural que levou o nome de simtrinitro-butil tolueno. Foi obtido pelo químico Albert Baur em 1888 condensando tolueno com brometo de isobutila em presença de cloreto de alumínio, e nitrogenando o produto obtido. Se tem criado muitas fórmulas similares, e acredita-se que o odor depende da simetria dos três grupos nitrogenados. A descoberta do almíscar sintético pode estar evitando a extinção do cervo-almiscarado. Mas infelizmente ainda há muitos fabricantes clandestinos que maltratam estes e outros animais e/ou utilizam suas partes para fins inacreditáveis como “curar” certas doenças incuráveis.

Fonte: Wikipédia (adaptado)

Veado almiscareiro (Moschus moschiferus)

O almíscar do veado almiscareiro sempre foi apreciado e era usado pelos gregos e romanos em forma de unguentos perfumados. Em 1300, Marco Pólo contava na Europa como conseguia o almíscar: “Nas noites de lua cheia, o umbigo desse animal incha até formar uma bexiga repleta de sangue. Aí o animal é caçado e retira-se a bolsa, que fica secando ao sol. Dessa maneira consegue-se o bálsamo mais delicado que existe”. O fato é que só os machos com mais de 3 anos secretam o almíscar, uma substância amarronzada e semelhante a cera, produzida por uma glândula que fica numa bolsa na altura do abdome do animal.
O almíscar até hoje é usado nas indústrias de sabonetes, como essência, e na de perfumes, como fixador. Mas como cada macho fornece apenas pouco mais de 200 gramas, o animal tem sido caçado com frequência. Quando se vê perseguido, o veado almiscareiro procura escapar subindo em árvores e refugiando-se na copa. Muitas fêmeas e jovens são capturados em armadilhas, mas eles não secretam o almíscar.

O veado almiscareiro tem sobrevivido por ser um animal de tamanho reduzido e de hábitos pouco conhecidos. É solitário e raramente se une 2 ou 3 companheiros. Dorme em abrigos durante o dia e a noite sai à procura de capim, brotos macios, líquens, musgos e galhos de árvores. Prefere viver em florestas localizadas a mais de 2 mil metros de altitude.

Artiodáctilo da família dos cervídeos vive na Ásia Central e Oriental. Mede 1 metro de comprimento aproximadamente e 61 centímetros de altura e chega a pesar 11 quilos. Os casais se unem em janeiro e o filhote nasce 5 meses depois, com o pêlo todo manchado. Com três anos os machos começam a secretar o almíscar, época que precisa tomar cuidado com seus perseguidores.

Almiscareiro (Civettictis civetta)

O almiscareiro é uma das espécies mais conhecidas da família dos Viverrídeos, que inclui alguns dos mais antigos carnívoros do mundo, como a geneta e o mangusto. Algumas espécies foram, e ainda são, domesticadas pelo homem.

Na Antiguidade, seu primo, o mangusto, era adorado como animal sagrado pelos povos da Ásia e do norte da África, pois livrava as moradias de ratos, serpentes e escorpiões.
No Egito Antigo, antes que o gato fosse domesticado, era a geneta que caçava ratos. Alguns povos ainda mantém esse costume.

O almiscareiro é criado na Índia por causa do almíscar. O almíscar fica numa glândula situada sob a pele do animal que tem uma abertura perto da cauda. Os nativos colocam uma colherinha nessa abertura e extraem a substância, parecida com uma geléia amarelada e composta de amoníaco, resina, gordura e óleo. A retirada do almíscar é uma tarefa que exige muita habilidade e pode ser repetida a cada 15 ou 20 dias. Para o almiscareiro, seu almíscar é utilizado para outras finalidades, como delimitar seu território ou para que se comuniquem entre si na escuridão da floresta, já que são animais noturnos.

Vive solitário nas florestas e passa o dia em buracos cavados no solo ou nas tocas que foram abandonadas por outros animais. Raramente sobe em árvores e caça pequenos mamíferos, serpentes, sapos, insetos e aves.

É cruel e inaceitável uma vez que o almíscar natural pode ser substituído por outros compostos químicos.

A WSPA está promovendo um abaixo-assinado pela Declaração Universal de Bem-Estar Animal, para que a ONU vote uma declaração estabelecendo parâmetros para um melhor tratamento dos animais no mundo todo. Isso é muito importante para esses casos onde a legislação não se mostra suficiente para minimizar o sofrimento animal.

Participem http://www.animalsmatter.org/

Nas fotos: Almiscareiro , boi-almiscarado e veado-almiscareiro.

Fontes:http://danianderson.blogspot.com.br/2009/08/almiscareiros.html e http://www.artefolk.com.br/2009/04/perfumes-com-almiscar-por-favor-nao-comprem/

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